Cidades

HOMICÍDIO QUALIFICADO

Motorista que causou acidente com morte da esposa vai a júri popular

Ele estava bêbado, em alta velocidade e furou sinal na esquina da Mato Grosso com a Dr. Paulo Machado, no ano passado

Willian Junior Moraes Guimarães, 26 anos, que causou um acidente de trânsito, ao dirigir bêbado e furar o sinal vermelho, e que resultou na morte da esposa, Ângela Maria Santos Vieira, 27 anos, irá a júri popular.

Ele irá responder por homicídio qualificado pelo emprego de meio que resultou perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas e por duas tentativas de homicídio, com as mesmas qualificadoras. 

O acidente aconteceu no dia 14 de maio de 2023, no cruzamento da Avenida Mato Grosso com a Rua Dr. Paulo Machado, em Campo Grande.

O casal Willian e Angela estavam em um veículo Jetta, que tinha um outro homem como passageiro, e trafegava pela rua Dr. Paulo Machado.

No cruzamento com a Avenida Mato Grosso, Willian furou o sinal vermelho e bateu em um Tracker, que seguia pela avenida.

Com o impacto da batida, o Jetta foi arremessado, subiu no canteiro da Mato Grosso, derrapou sobre a pista e só parou ao bater no muro de uma clínica médica.

Willian estava bêbado e em alta velocidade. Na batida, a esposa de Willian e que era passageira do veículo, morreu, e outras duas pessoas ficaram feridas, sendo a motorista do Tracker e um passageiro que estava no carro do acusado.

Na sentença de pronúncia, o juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, afirma que a autoria e materialidade do crime ficaram comprovadas por laudos que atestaram que a morte de Ângela ocorreu por traumatismo crânio encefálico por ação contundente e que a outra vítima sofreu lesão corporal grave.

Conforme o juiz, ficou comprovado a qualificadora de perigo comum se dá pelo fato do acusado ter conduzido o veículo "embriagado, com velocidade excessiva, violando a sinalização semafórica e colocou em risco número indeterminado de pessoas". 

Com relação ao recurso que dificultou a defesa das vítimas, é narrado que ao dirigir em alta velocidade, ultrapassar o sinal vermelho e bater em outro carro que trafegava normalmente, sem que pudesse se esquivar da batida, ele "fez com que todas as vítimas tivessem reduzidas as possibilidades de defesa. 

O motorista está preso desde o dia do acidente. A defesa tentou vários pedidos para a liberdade provisória, em várias instâncias, sendo todos negados.

A data do júri popular ainda não foi marcada e cabe recurso da sentença de pronúncia.

O acidente

Câmeras de segurança registraram o momento da batida, que aconteceu por volta das 22h. (Veja o vídeo abaixo).

Após a batida, Angela teve uma parada cardiorrespiratória e chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros com manobras de reanimação, mas não resistiu e morreu no local. Os demais ocupantes do carro sofreram ferimentos considerados leves. 

No Tracker estavam duas mulheres, sendo a motorista socorrida com suspeita de fratura no braço e a passageira com ferimentos leves.

Conforme boletim de ocorrência, Willian apresentava diversos sinais de embriaguez, como hálito etílico, dificuldade de equilíbrio e locomoção, fala desconexa, olhos avermelhados e vestes descompostas. Além disso, no carro foram encontradas várias garrafas de cerveja.

O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas afirmou que estava desde às 17h30 bebendo com os amigos em uma conveniência na Rua Antônio Maria Coelho, onde ficaram por mais de quatro horas, saindo às 21h50.

Perícia feita no local indicou que o veículo estaria trafegando acima da velocidade permitida na via.

William foi preso em flagrante.

 

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