Cidades

CAMPO GRANDE

Em 2 meses, 11 mil imóveis foram inspecionados contra a dengue

Em fevereiro e março, 7.479 depósitos inservíveis foram eliminados e 442 depósitos com larvas foram extintos em Campo Grande

Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apontam que 11.732 imóveis foram inspecionados contra larvas do mosquito da dengue, durante a 1ª Edição da Campanha "Meu Bairro Limpo - Todos em Ação contra a Dengue", realizada entre meses de fevereiro e março de 2024, na região do Anhanduizinho, em Campo Grande.

Agentes de saúde fiscalizaram imóveis nos bairros Aero Rancho (2.525), Pioneiros (469), Piratininga (1.475), Los Angeles (1.834), Centenário (594), Alves Pereira (1.189), Parati (2.099), Guanandi (807), Jockey Club (306) e Lageado (434).

Além disso, nesses locais, 7.479 depósitos inservíveis foram eliminados e 442 depósitos com larvas foram extintos, em dois meses de atuação.

O objetivo da campanha é o de eliminar larvas e criadouros do mosquito Aedes Aegypti, que transmite os arbovírus Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

Agentes de saúde que farão o mutirão de limpeza contra a dengue. Foto: Marcelo Victor

Os servidores fazem a inspeção de casas e terrenos baldios, eliminação de materiais inservíveis que servem de criadouro para o mosquito, além de orientarem moradores da região a respeito das medidas de prevenção.

A Sesau, por meio da Prefeitura Municipal de Campo Grande, lançou a 2ª Edição da Campanha "Meu Bairro Limpo - Todos em Ação contra a Dengue", na manhã desta sexta-feira (22), na Escola Municipal Doutor Eduardo Olímpio Machado, localizada na rua Lúcia Martins Coelho, número 793, bairro Ouro Verde.

Durante a ação, dois pontos de coleta estarão à disposição da população de 19 a 29 de março: rua Nova Europa, entre a Travessa Urubatan e Rua dos Pampas, bairro Jardim Corcovado e rua Pôrto Batista, entre a Avenida Lúdio Coelho e a Rua Litorânea, Jardim Leblon.

Os pontos de coleta de materiais inservíveis são locais onde moradores podem descartar materiais de grande volume, como móveis inutilizados, carcaça de eletrodomésticos e eletrônicos, pneus e outros objetos que possam acumular água. Não é permitido o descarte de entulhos, restos de materiais de construção e podas de árvores.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, a principal missão dos agentes de saúde é eliminar mais de 75% dos focos do mosquito e criadouros da dengue.

“As sete regiões de Campo Grande serão contempladas com a campanha, mas, apenas algumas terão ênfase e prioridades, por terem maior incidência da doença e criadouros do mosquito. Hoje a gente inicia essa segunda etapa, que constará de 10 dias de um trabalho intenso. Todos os nossos agentes irão visitar os domicílios. A principal missão desses agentes é eliminar mais de 75% de focos do mosquito, dos criadouros que estão nos nossos domicílios. Então eles farão as visitas domiciliares, farão a educação, orientarão as pessoas a não deixarem as águas paradas e também, porventura, achar algum criadouro e eliminar”, disse a secretária.

NÚMEROS

Dados da Sesau indicam que 4.509 casos de dengue e 5 casos de Zika foram notificados, entre 1 de janeiro a 19 de março de 2024, em Campo Grande.

Em 2023, 17.033 notificações e seis mortes por dengue foram registradas na Capital.

VACINA

Uma das melhores maneiras de se combater a dengue é a vacinação. Dados da Sesau apontam que 8,3 mil crianças, de 10 a 14 anos, foram vacinadas contra a dengue em Campo Grande.

A cobertura vacinal é baixa, tendo em vista que a meta era vacinar 24,6 mil. A vacinação contra a doença começou em 10 de fevereiro em Campo Grande.

Conforme publicado pelo Correio do Estado, a Capital aplicou apenas um terço dos imunizantes contra dengue em 40 dias de campanha de vacinação.

“É uma pena que as pessoas não estão indo vacinar. A dengue, principalmente nesse público de 10 a 14 anos, que ela dá uma imunidade perene, ou seja, ele vai vacinar agora e não vai pegar a dengue. Então é mais uma arma”, explicou a secretária de Saúde, Rosana Leite.

De acordo com a chefe da pasta, é impossível estender a vacinação para escolas, shoppings, mercados e terminais de ônibus, como é feita com a imunização contra Covid-19.

“Infelizmente, nós já estávamos com essa programação, mas o Ministério da Saúde soltou uma nota proibindo a vacinação da Dengue extra-muros, ou seja, em escolas, em shoppings. Nós estávamos num ascendente de vacinação nas escolas, aí a gente teve que retroceder por conta dessa norma do Ministério. Eles alegaram a incidência de reações anafiláticas e então deve ser feito em um ambiente onde você tenha um médico”, disse a secretária.

Qdenga, vacina contra dengue, é aplicada gratuitamente em crianças/adolescentes de 10 a 14 anos, em todos os estados brasileiros.

Quem está fora da faixa etária classificada como prioritária deve procurar a vacina na rede particular.

A Qdenga é contraindicada para gestantes e lactantes e, portanto, não pode ser administrada nem na rede pública, nem na privada. A dose também não é indicada para pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas e indivíduos que tiveram reação de hipersensibilidade à dose anterior.

A vacina previne exclusivamente casos de dengue e não protege contra outros tipos de arboviroses, como Zika, Chikungunya e febre amarela.

O esquema completo da Qdenga é composto por duas doses, a serem administradas por via subcutânea com intervalo de 3 meses entre elas. Quem já teve dengue também deve tomar a dose.

Para quem apresentou a infecção recentemente, a orientação é aguardar 6 meses para receber o imunizante. Já quem for diagnosticado com a doença no intervalo entre as duas doses deve manter o esquema vacinal, desde que o prazo não seja inferior a 30 dias em relação ao início dos sintomas.

DENGUE

A dengue é uma arbovirose comum no Brasil e é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti.

O período do ano com maior transmissão da doença é o verão: meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março. Isto ocorre porque esta época chove muito, e, o acúmulo de água parada contribui para a proliferação do mosquito e, consequentemente, maior disseminação da doença.

O mosquito Aedes Aegypti também transmite outras doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

A enfermeira Nivea Lorena explicou ao Correio do Estado que os sintomas da dengue são dor de cabeça, dor nos ossos, dor atrás dos olhos, dor de cabeça, vômito, febre, mal-estar e falta de apetite. Em alguns casos, a doença pode evoluir para casos mais graves ou não.

O tratamento da dengue é sintomático, ou seja, feito para aliviar os sintomas. A hidratação é fundamental durante o tratamento. Os medicamentos recomendados, em caso de dor, são paracetamol ou dipirona.

PREVENÇÃO

Existem formas de prevenir e combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Confira:

  • Evitar deixar água parada em vasos de plantas;
  • Vacinação;
  • Manter caixas d'água bem fechadas;
  • Eliminar acúmulo de água sobre a laje;
  • Manter garrafas e latas tampadas;
  • Fazer manutenção em piscinas;
  • Manter pneus ou outros objetos que possam acumular água em locais cobertos;
  • Tampar ralos;
  • Usar repelentes;
  • Fumacê;
  • Método Wolbachia.

 

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