O prefeito de Jaraguari, Edson Rodrigues Nogueira, esteve no sítio dos idosos que haviam sido dados como desaparecidos e soube pela filha deles que no momento em que a água da barragem do Nasa Park atingiu a propriedade eles não estavam no local.
Conforme apurado pelo Correio do Estado, sitiantes que tiveram suas propriedades rurais atingidas pela água da barragem, deram falta dos moradores e temeram que não tivessem conseguido sair a tempo.
Em conversa com a reportagem, o prefeito Edson Rodrigues informou que esteve pessoalmente no sítio em questão.
Por estar em uma região mais alta a residência não foi atingida. No local, ele encontrou um casal que informou que os idosos estão em Campo Grande.
“Graças a Deus não houve nada não. Andamos por ali por baixo fazendo a cobertura total [da região]. A lama atingiu apenas os tanques de tilápia, mas eles nem estavam no local”, confirmou o prefeito.
A equipe da prefeitura foi recebida por um casal que reside no sítio, cuja a mulher é filha dos idosos, entretanto não soube informar o nome dos proprietários.
“Estava a filha e o genro, a gente só perguntou se havia um casal de idosos e eles responderam que não estavam ali naquele momento. Só estavam os dois mesmos e os idosos estão em Campo Grande”.
No local residem o casal e o filho deles, os idosos vão apenas passar alguns dias, segundo o prefeito de Jaraguari.
Prejuízo
A estimativa segundo o Edson, é que a propriedade fique a 10km de distância da BR-163, e ainda assim teve dois tanques de criação de peixes destruídos. Um de tilápias e outro de pacu.
“A água atingiu regiões afastadas porque ali [na propriedade] do Rogerinho onde estávamos do lado de cá da BR-163 tem 8km, e onde [fica a propriedade dos idosos] é em outro canto que dá [aproximadamente] uns 10 km de distância”, informou o prefeito.
Entenda
Na manhã de quarta-feira (20) houve rompimento da represa privada da empresa Nasa Park Empreendimentos Ltda., quando os cerca de 800 milhões de litros fizeram as águas do Córrego Estaca arrastarem casas; animais e plantações dos moradores locais.
Esse volume foi divulgado, na manhã de hoje (21), em balanço feito após análises da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), divulgado pelo titular da pasta, Jaime Verruck, que esteve presente no trecho até antes do meio-dia.
Entre os estragos causados pela passagem da lâmina d'água, moradores perderam animais; plantações e vários dos pertences que não puderem ser retirados de dentro das casas que também foram destruídas e arrastadas.
“Perdi fogão, geladeira, tudo. Só estou com a roupa do corpo”, explicou Orlando Garcia Eguez, caseiro de uma das fazendas, de nacionalidade boliviana, que disse que a força d'água foi suficiente para "varrEr totalmente" a mata que havia no local.
** Colaborou Leo Ribeiro e Naiara Camargo