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NASA PARK

Moradores sentem falta de casal de idosos 24h após rompimento de represa

Cerca de 800 milhões de litros d'água arrastaram casas; animais e não há dimensão total dos danos causados pela tragédia

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Passado mais de 24 horas desde que a represa do Córrego Estaca se rompeu, os vizinhos do empreendimento Nasa Park, que tiveram casas e animais arrastados pela lama, continuam sem notícias e preocupados se um casal de idosos que vive na região teve tempo suficiente para salvar suas vidas. 

Ainda no fim da manhã de ontem (20), Thiago Lopes - que enfrentou o drama de retirar o sobrinho autista e a mãe com dificuldade de locomoção -, já apontava para essa possibilidade de outras pessoas que, por qualquer motivo, talvez não tiveram a mesma sorte de escapar antes da enxurrada. 

"Eu não tenho conhecimento, mas um senhor do outro lado falou dessa questão, desse casal de senhores, que se talvez não foram avisados a tempo, caso eles estivessem na casa não teriam como se salvar", lembrou Thiago logo após a tragédia. 

Com equipe no local desde o início da manhã de hoje, o Correio do Estado averiguou que esses moradores locais ainda não tinham notícias sobre esse casal de idosos 

Nas primeiras horas da manhã, essa população à margem da BR reclamava da falta de assistência, apontando que não tinham recebido visitas das autoridades competentes até então, e assim não tinham sequer como dimensionar as perdas, já que a região é atrativa para as famílias, sendo normal a visita de netos e sobrinhos dos moradores. 

“A gente foi informado que o vizinho do outro lado, que era bem próximo ao córrego estaca, que não conseguiram sair a tempo. Aí outro morador que é próximo deles veio para essa região saber se eles estavam aqui, se alguém sabe se conseguiram salvar, porque está todo mundo sem notícias”, comentou Gabriele. 

Irmã de Thiago, ela narra o drama de um morador local, o Sr. Daniel, resgatado dentro da própria casa no momento em que estava tomada pela água, homem esse que ficou todo "machucado, esfolado e arranhado", uma vez que a força da água jogava seu corpo contra os móveis. 

Sobre o casal de idosos, mesmo com a visita do prefeito de Jaraguari, Edson Nogueira, ao local do incidente, não foi possível precisar se o ambos de fato já estavam localizados e seguros. 

"Apareceu um relato que tinham desaparecidos... Eu fui lá ontem (20), vou lá na casa deles agora para ver se eu encontro eles, vejo alguém da família. Mas eu acho que não teve nenhuma vítima", disse ele. 

Entenda

Na manhã de quarta-feira (20) houve rompimento da represa privada da empresa Nasa Park Empreendimentos Ltda., quando os cerca de 800 milhões de litros fizeram as águas do Córrego Estaca arrastarem casas; animais e plantações dos moradores locais. 

Esse volume foi divulgado, na manhã de hoje (21), em balanço feito após análises da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), divulgado pelo titular da pasta, Jaime Verruck, que esteve presente no trecho até antes do meio-dia. 

Entre os estragos causados pela passagem da lâmina d'água, moradores perderam animais; plantações e vários dos pertences que não puderem ser retirados de dentro das casas que também foram destruídas e arrastadas. 

“Perdi fogão, geladeira, tudo. Só estou com a roupa do corpo”, explicou Orlando Garcia Eguez, caseiro de uma das fazendas, de nacionalidade boliviana, que disse que a força d'água foi suficiente para "varrEr totalmente" a mata que havia no local. 
**(Colaboraram Laura Brasil e João Gabriel Vilalba)

 

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Cidades

PRF estabelece regras para evitar bloqueios nas eleições de 2026

Norma restringe abordagens que possam dificultar trânsito de eleitores

16/09/2026 23h00

Foto: Divulgação / PRF

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Uma portaria conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece regras para a atuação dos órgãos de segurança pública durante as Eleições Gerais de 2026.

O texto prevê restrições a abordagens e ações de policiamento e fiscalização que possam criar obstáculos ao trânsito de eleitores. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro e o segundo, em 25 de outubro.

De acordo com o normativo, a abordagem de veículos fica restrita a “situações que representem risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas”.

Eventuais bloqueios em rodovias federais deverão ser comunicados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) competente, com justificativa para a medida e indicação de rotas alternativas. A comunicação prévia será dispensada em casos de flagrante delito ou infração às normas de segurança do trânsito. 

Código Eleitoral

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a norma complementa o artigo 236 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), que estabelece restrições à prisão ou detenção de eleitores e candidatos em períodos próximos ao pleito.

Eleitores não podem ser presos ou detidos nos cinco dias que antecedem as eleições até 48 horas depois do encerramento da votação. Para candidatos, a proteção começa 15 dias antes do pleito.

A legislação prevê exceções à regra, como os casos de flagrante delito e de sentença criminal condenatória por crime inafiançável.

Além do patrulhamento usual, a PRF prestará suporte logístico à Justiça Eleitoral, mediante solicitação, no transporte de materiais e urnas eletrônicas e na segurança de instalações.

Bloqueios em 2022

No segundo turno das eleições de 2022, a PRF realizou operações em rodovias, principalmente no Nordeste, para fiscalizar ônibus que transportavam eleitores. As ações ocorreram mesmo após determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a corporação não dificultasse o transporte de eleitores.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as operações foram direcionadas a regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva havia obtido mais votos no primeiro turno.

Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a 24 anos e seis meses de prisão, no processo sobre a trama golpista. Segundo a acusação, Vasques tentou interferir no processo eleitoral ao dificultar o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno. A defesa negou a acusação.

fronteira com ms

Anvisa proíbe caneta emagrecedora vinda do Paraguai

Medida foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial

16/09/2026 21h00

Canetas emagrecedoras do Paraguai são proibidas no Brasil

Canetas emagrecedoras do Paraguai são proibidas no Brasil Foto: Divulgação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36, da classe de agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A resolução da Anvisa foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União. Em nota, a agência informou que o medicamento não possui registro sanitário e não teve segurança e eficácia avaliadas no Brasil.

Site de vendas

No último dia 8, a Anvisa proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras por meio do site www.gopharma.shop. Segundo a agência, o site anunciava medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida ou que alegavam ter como princípio ativo a retatrutida, substância ainda sem registro em nenhum país do mundo. 

Alguns dos produtos anunciados, como T.G. 15 miligramas (mg), Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, já possuíam proibição expressa de ingresso no Brasil.  Além de proibir a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso dos produtos anunciados pelo site, a Anvisa determinou ainda que eles sejam apreendidos. 

“É importante esclarecer que sites em geral não podem vender medicamentos para qualquer indicação, em nenhuma hipótese. Isso não é novidade: a comercialização de medicamentos no Brasil é privativa de farmácias e drogarias regularizadas, por meio de suas lojas físicas ou sites e canais digitais oficiais”, reforçou a agência no comunicado. 

“Além da comercialização de medicamentos ser proibida fora dos ambientes e canais oficiais de farmácias e drogarias, o risco é grande: qualquer produto adquirido fora desses ambientes não tem qualquer garantia de procedência, composição ou conservação, o que compromete a qualidade, a segurança e a própria eficácia dos medicamentos”, concluiu.

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