Vira-lata encontrado em estado de magreza, sarna e acumulando ferimentos, foi responsável por levar um homem de 53 anos para a cadeia, nesta quinta-feira (20), no Núcleo Habitacional Universitárias em Campo Grande
Segundo constatado pela (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista), que atua em casos de maus-tratos animais, o cachorro foi abandonado na rua do bairro citado.
Apurações da polícia civil, após recebimento da denúncia de abandono, puderam localizar inicialmente o animal.
Sendo um cachorro macho da popular denominação "sem raça definida" (o vira-lata), o animal de pelagem curta nas cores preta e branca tinha sinais evidentes de maus-tratos.
"Apresentando magreza corporal, sarna, uma pata machucada e muito sujo, sendo constatado que não vinha recebendo nenhum cuidado do tutor", indica a PC em nota.
Cabe destacar que o animal foi apreendido e levado para receber atendimento médico veterinário, sendo colocado em seguida em abrigo temporário.
Punições
Localizado pelos agentes, o homem de 53 anos recebeu voz de prisão em flagrante e, enquadrado na prática de maus tratos a animais, crime qualificado se tratando de cão e/ou gato, fica sujeito a pena de dois a cinco anos de prisão.
Na última semana, Campo Grande registrou uma condenação de uma tutora, como abordado pelo Correio do Estado, devido a maus-tratos constatados em outubro de 2023.
Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), a sentença, proferida pelo juiz da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, Márcio Alexandre Wust, prevê pena de dois anos de reclusão, multa e proibição de guarda de animais.
Porém, nesse caso, a privação de liberdade foi trocada por duas penas de prestação pecuniária, com valores de um salário-mínimo cada, portanto R$ 3.036.
Em Mato Grosso do Sul, os crimes dessa natureza tem gerado prisões e multas também pelo interior do Estado, como a mulher de 38 anos, detida em dezembro do ano passado e multada após ser gravada enquanto abandonava um cachorro em Coxim.
Também o município de Corumbá foi palco, no "apagar das luzes de 2024", de uma prisão por maus-tratos graves, já que três animais eram mantidos em condições precárias por uma tutora que admitiu estar ciente das condições que os cães estavam.
Imagens, divulgadas pela Polícia Civil à época, mostram um dos dos animais inclusive tinha a cabeça "tingida" em tom de vermelho sangue, devido a um dos ferimentos na região da orelha, sendo atormentado por moscas que sondavam o machucado. Confira.
Dos sinais de maus-tratos constatos, os animais apresentavam
- Lesões graves,
- Sarna avançada,
- Desnutrição severa,
- Infecções cutâneas e
- Infestação de parasitas