Na manhã desta terça-feira, por volta das 5h, uma loja da 14 de Julho foi furtada e teve sua porta de vidro quebrada. Apesar de deixarem o vidro estilhaçado, apenas um celular foi levado.
Localizada na esquina da Rua 14 de Julho, com a Rua Professor Severino Ramos de Queirós, a loja de mobília ‘Realme Móveis para Escritório’ foi alvo de furto e o suspeito é que teria sido um usuário de drogas que circula pela região.
O homem avistado pelas câmeras de segurança do estabelecimento, não foi identificado, porque estava de casaco e capuz. Porém a suspeita é que ele já havia feito ronda algumas vezes no local para entender como funcionava os horários.
Gerente da loja, Vanessa Miyazato, trabalha há 16 anos no mesmo comércio. Em entrevista concedida ao Correio do Estado, a funcionária disse que fazia um tempo que não aconteciam furtos desse tipo na loja.
O último, presenciado pela própria funcionária, ocorreu no mesmo local há 7 anos atrás e levaram uma impressora. No furto ocorrido hoje, faltavam 3h para o funcionamento da loja começar.
Em filmagem da câmera do estabelecimento enviada à reportagem, é possível ver que o furtante passa em frente, observando o local e ao redor para ver se tinha alguém por perto. O homem vira a esquina e depois de 25 segundo retorna a frente da porta de entrada e atira contra ela algo que quebra o vidro. Após quase 30 segundos, o suspeito deixa o local correndo.
De acordo com a gerente, a segurança das redondezas é o que a preocupa. “Infelizmente está muito precária, é o dia inteiro eles passando nas ruas cuidando tudo para agirem mais tarde”.
SEGURANÇA NO CENTRO
Segundo levantamento feito pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado (Sejusp), o número de furtos em comércios em julho de 2025 comparado à mesma época no ano passado, teve redução de 7,1%, de 42 para 39 casos.
Apesar disso, a região ainda é motivo de insegurança, daqueles que a frequentam. Recentemente ocorreu uma audiência pública sobre a revitalização do Centro, na Câmara Municipal de Campo Grande.
Proposta pelo vereador Professor Riverton, que em entrevista já concedida à reportagem feita pelo Correio do Estado, afirmou que a região é uma das poucas que não cresce a densidade de pessoas
Na audiência, a pauta de segurança foi levantada pelo diretor da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Paulo Matos. Ele ainda apontou que a segurança é o principal motivo de moradores, comerciantes e consumidores não aderirem ao comércio e a irem à região.
O diretor ainda recordou outros problemas que levaram às dificuldades que hoje são enfrentadas no centro, como a rodoviária velha, os impactos do Reviva Centro, o corredor de ônibus na Rui Barbosa, entre outros fatores. “Precisamos de segurança, assistência social e saúde. Temos que unir esses três”, ressaltou.