Cidades

SEM MOVIMENTO

Insegurança e falta de incentivo barram progresso do Centro

A Câmara Municipal de Campo Grande realiza hoje uma audiência pública para tratar sobre a revitalização do comércio da região central da Capital

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A Câmara Municipal de Campo Grande realiza hoje audiência pública para debater maneiras de reviver o Centro da capital sul-mato-grossense. O evento terá a presença de especialistas, comerciantes, moradores e lideranças do poder público.

Ao Correio do Estado, o arquiteto e urbanista Ângelo Arruda explica que a falta de segurança e ausência de incentivos fiscais aos lojistas são os principais obstáculos que impedem um avanço na região.

Arruda começa explicando que os problemas que atualmente atingem o Centro da Capital não são uma exclusividade do Município, mas que diversas capitais brasileiras e internacionais também passam ou passaram pelo mesmo problema, justamente pela região central, geralmente, ser o local de nascimentos das cidades. E, quando elas se desenvolvem e expandem, costumam ver o Centro perder impacto.

“Há 10 anos, Campo Grande tinha uma situação e 20 anos atrás tinha outra situação. O Centro já foi o lugar onde o Carnaval e desfiles aconteciam, onde você tinha os comícios da política, onde tinham as melhores lojas e as melhores atividades, a melhor sorveteria. Isso tudo desapareceu, mas não desapareceu essa história”, reforça.

Além do problema histórico, o arquiteto e urbanista citou que a falta de segurança pública é o motivo mais citado pelos comerciantes e clientes para que o movimento tenha diminuído com o passar do tempo, principalmente pela alta concentração de pessoas em situação de rua na região, o que acaba afastando a população.

“Tem muita gente preocupada com a segurança do trânsito e com a segurança pública no Centro da cidade. Então tem que agir, tem que colocar mais guarda municipal, o ambiente tem que ter segurança. Depois a gente tem um problema crônico brasileiro: as pessoas em situação de rua”, afirma Ângelo Arruda.

Uma outra parte que chama a atenção do urbanista é a quantidade de imóveis disponíveis para locação na região. Ele acredita que o alto preço cobrado para alugar propriedades no Centro é um dos empecilhos para empreendedores não investirem em projetos, lojas ou qualquer outra atividade na área. Por isso, Arruda idealizou que um incentivo fiscal seria de bom agrado para os comerciantes.

“Eu defendo que seja feito um amplo projeto de incentivos, inclusive de diminuir radicalmente o valor dos impostos municipais dos edifícios, porque tem uma planta genérica de valores que lança um valor do prédio que não condiz mais com essa realidade econômica e comercial de hoje. Está na hora de chamar essas milhares de atividades econômicas na área central e fazer um grande acordo”, destaca à reportagem.

Como referências para a Capital, Arruda cita os projetos que foram feitos em Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Recife (PE), dos quais todos tiveram incentivos do Executivo municipal e estadual para revitalizar os Centros. Em 2010, a Prefeitura de Campo Grande e a Câmara de Dirigentes de Lojistas de Campo Grande (CDLCG) construíram o projeto Reviva o Centro, mas não chegou a concluir o plano como esperado.

“O Reviva o Centro cumpriu a primeira parte da sua tarefa. Fez o projeto através do financiamento do banco e concluiu a parte 1, que é da [Avenida]Fernando Corrêa até a [Rua] Maracajú/[Rua] Antônio Maria Coelho. Porém, a vida aconteceu agora, do ano passado para cá”, disse Arruda.

INSATISFAÇÃO

Como mencionado, os comerciantes são parte importante desta equação de revitalização do Centro. Mohamed El Ghandour, de 23 anos, abriu seu restaurante de comida árabe no dia 1º de março deste ano, justamente em um sábado de Carnaval.

Nascido em Campo Grande e comparecendo à região desde a infância, Mohamed comentou que o movimento do Centro diminuiu consideravelmente nos últimos anos.

“Comparado a minha infância, quando eu tinha o hábito de vir aqui, sem vir para trabalho, mas eu acredito que pós-pandemia e pós-reforma, principalmente aqui na [Rua] 14 [de Julho], o movimento caiu drasticamente, o fluxo de pessoas, a tendência das pessoas virem nas lojas para comprar as coisas também, isso é notável, porque deixou de ter um atrativo aqui no Centro”, reforça.

Citado por Arruda, a questão do alto preço para locação de imóveis na região também foi falado por Mohamed como um dos maiores problemas para o comércio, que afirmou que muitas propriedades chegam a custar R$ 17 mil para alugar e, por isso, muitos empreendimentos acabam fechando ou mudando de endereço.

“É um valor muito alto mesmo. Isso deixa de atrair o pequeno e novo empresário de abrir algo físico aqui na região. Que comércio físico, hoje em dia, gira esse valor para pagar um aluguel de R$ 16 mil? Você pode alugar uma sala comercial que no bairro tem um quinto, um sexto, um sétimo do valor do que tem aqui [no Centro]”, explica.

Sobre a segurança, Mohamed cita que realmente há uma deficiência na região, motivada pela alta presença de pessoas em situação de rua, como mencionado por Arruda anteriormente, e por usuários de drogas também. 

“O pessoal acaba sentindo uma insegurança de vir, uma insegurança de andar perto, porque você não sabe o que pode acontecer, são tantos casos que a gente tem visto hoje em dia de ataques repentinos”, complementa.

Proprietária de uma loja de cosméticos, Sirlei Mariotti, de 52 anos, afirma que não há um grande atrativo que mova as pessoas ao Centro, o que faz muitas delas optarem pelos shoppings, por exemplo. “Se tivesse uma sorveteria, alguma coisa relacionada à criança, brinquedos, acho que seria legal”.

A empreendedora também disse que a questão de não ter vagas de estacionamento suficientes também acarreta em uma menor participação da população na vida da região central, pauta que continua em discussão com a volta ou não do estacionamento rotativo naquela parte da Capital.

“A vaga para o cliente vir, colocar o parquímetro e sair como quiser. Hoje, a vaga não pode ser liberada porque aqueles carros estão lá há muito tempo. Às vezes, eles vão levar até uma multa, mas eles não saem de lá para outro entrar. Põe o parquímetro, faz o que tem que fazer e sai. Isso é muito importante para o centro”, reforça.

PROPOSTA

A audiência pública sobre a revitalização do Centro vai acontecer às 9h, na Câmara Municipal da Capital, e foi proposta pelo vereador Professor Riverton. Ao Correio do Estado, o parlamentar detalhou como será feita essa sessão e como surgiu a ideia de fazê-la.

“O Centro de Campo Grande é um dos poucos que não cresce a densidade de pessoas. Não houve aumento da população e, sim, cada vez mais uma diminuição. 75% de empresas ativas, de 2018 a 2022, fecharam.

Precisamos gerar mais receita para o município. Então, são ações como essas ideias que a gente vai provocar por meio dessa audiência pública”, explicou à reportagem.

Riverton é integrante da Comissão Permanente de Obras e Serviços Públicos da Casa de Leis, composta ainda pelos vereadores Flávio Cabo Almi (presidente), Leinha (vice-presidente), Landmark (PT) e Marquinhos Trad (PDT). 

Segundo a Câmara, a audiência vai abordar temas como: realocação do Hospital Municipal para o centro, criação de creches, incentivo ao comércio local e a retomada da vida noturna como ferramenta de segurança e vitalidade econômica.

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Calor Extremo

Corumbá alcança quinta maior temperatura em quase 100 anos de monitoramento

Marca registrada nesta segunda é a quinta maior desde o início das medições do Inmet no município, em 1931

28/09/2026 18h30

Rodolfo César

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Os termômetros na cidade de Corumbá registraram a maior temperatura de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (28) e a quinta mais alta em quase um século de monitoramento. Por volta das 14h, o registro alcançou 43,2º C, menos de 1º C do recorde histórico no município, que foi 43,9º C, registrado em 20 de setembro de 2021. A onda de calor na região vem sendo registrada desde o sábado e esse cenário de máximas acima dos 40º C deve dar uma trégua nesta terça-feira (29). No Brasil, o recorde de temperatura ocorreu em novembro de 2020, em Nova Maringá (MT), com 44,8º C, enquanto a segunda maior marca foi em Bom Jesus (PI), em 2005, com 44,7º C.

Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) possuem histórico desde 1931 para Corumbá e os recordes de temperatura ficaram concentrados nos meses de setembro e novembro. Em 15 de novembro de 1962, quando houve um período longo de estiagem no Pantanal, a temperatura chegou a 43,8º C. Em 2020, quando um novo período de estiagem passou a ser registrado no território, houve registro de 43,4º C em outubro. Já em 14 de novembro de 2023, a temperatura máxima na cidade alcançou 43,3º C.

Conforme o Inmet, que já tinha gerado alerta para a atual onda de calor, esse fenômeno ocorreu por uma combinação entre a atuação do fenômeno El Niño e a formação de um domo de calor, que é uma área de alta pressão em altitude que comprime e aquece o ar. Essa condição age como se fosse uma tampa, retendo o ar quente. Essa condição ficou reservada para todo o Centro-Oeste, com algumas regiões tendo efeito mais intenso, como foi o o caso de Corumbá.

“Um dos sistemas que contribuem para essa configuração é uma área de baixa pressão que se intensificou entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai. Conhecido como Baixa do Noroeste da Argentina (BNOA), o sistema começou a se desenvolver na madrugada de sexta-feira (25), com pressão central próxima de 1008 hPa. Entre domingo (27) e segunda-feira (28), a previsão indica um rápido aprofundamento, e o sistema poderá atingir pressão central próxima de 995 hPa na tarde de segunda-feira, quando deverá apresentar sua maior intensidade”, explicou o Inmet, em nota. 

Além do Centro-Oeste, essa ocorrência também foi registrada em quase todo o estado de São Paulo, parte sul de Minas Gerais e em todo o Paraná, além de Mato Grosso.

A Prefeitura de Corumbá divulgou nota na tarde desta segunda-feira e decidiu alterar horários de aulas escolares para esta terça (29) e quarta (30), quando ainda deve haver altas temperaturas, porém em condição menos intensa do que foi no final de semana e nesta segunda-feira. Haverá aulas reduzidas, com o turno da manhã funcionando apenas entre 7h e 9h30; o turno da tarde, entre 13h e 15h30; e o período integral será até 12h.

“A Semed emitiu orientações às unidades escolares para o período de calor intenso, as quais devem manter os estudantes hidratados, incentivando a ingestão frequente de água, e suspender as atividades físicas que possam aumentar os riscos das altas temperaturas. As unidades também devem evitar atividades com exposição prolongada ao sol e priorizar ambientes frescos, ventilados e, quando disponíveis, climatizados”, detalhou a Prefeitura de Corumbá, em nota.

Não foi divulgado se nesta segunda-feira ocorreu registro de estudantes ou servidores com mal-estar. Em geral, os problemas ocasionados pela alta temperatura podem ser tontura, fraqueza, náusea, dor de cabeça, cãibras e desmaios. 

Como foi no Estado


As regiões do Pantanal, Norte e o leste de Mato Grosso do Sul foram onde as maiores temperaturas foram registradas neste dia 28 de setembro. Para Porto Murtinho, o termômetro alcançou 42º C. Em áreas da Nhecolândia, a temperatura chegou a 42,3º C.

O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do Estado (CEMTEC) divulgou boletim nesta tarde e apontou que o recorde de temperatura ocorreu em Corumbá (43,2º C), seguido pela Fazenda São Francisco (município de Corumbá, 42,8º C); Fazenda Vale do Cedro (município de Alcinópolis, 42,7º C); ainda Fazenda Barranco Alto (município de Aquidauana, 42,3º C); e também Paranaíba, com 42,1º C.

Veja a tabela das maiores temperaturas abaixo:

Operação Infiltrados

Traficante comemorou ida de policial envolvido em desvio de cocaína para a Denar

Mensagens de celulares apreendidos mostram que policiais apreendiam drogas, desviavam e revendiam para outros traficantes em Campo Grande

28/09/2026 17h46

Operação Infiltrados cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e dois de prisão

Operação Infiltrados cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e dois de prisão Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Mensagens registradas em celulares apreendidos durante a investigação da Operação Infiltrados mostram que traficantes comemoravam a atuação de policiais civis envolvidos no desvio de cocaína apreendida em operações. O esquema era coordenado a partir da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e foi desmantelado pela operação desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na última quinta-feira (24).

Em uma das conversas, o traficante Allan Roberto Martinez Abdala, conhecido como Scooby, celebrou a transferência do investigador Roberto Palmeira da Silva para a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), avaliando a mudança como algo favorável para os interesses do grupo criminoso.

Em uma das imagens printadas no procedimento investigatório criminal, o traficante encaminha a outro a foto onde o investigador postou sobre a mudança e afirma: "Agora ficou legal, esse lixo saiu do GOI [Grupo de Operações Investigações], foi pra Denar, Só alegria".

Conforme o inquérito, o diálogo "demonstra claramente" que o criminoso está comemorando a transferência do investigador para a Denar, delegacia de onde o esquema era coordenado.

Além disso, segundo o documento, o trecho confirma que o investigador era um dos policiais responsáveis por fornecer as drogas desviadas em apreensões para a organização criminosa.

Ainda conforme o inquérito, apesar do criminoso se referir ao policial como "lixo", tratamento comum destinado por traficantes a policiais, ele comemora a transferência ao dizer "só alegria", pelo fato do policial já estar colaborando com a quadrilha.

Operação Infiltrados cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e dois de prisãoConversa interceptada mostra criminoso comemorando transferência de policial para a Denar (Foto: Reprodução / Inquérito policial)

Scooby também revela, em conversas por áudio, que os policiais coptaram Lucas da Silva dos Santos, conhecido como LK, para trabalhar no esquema revendendo drogas apreendidas, após o mesmo ter sido preso em flagrante, supostamente por desacato.

"O LK falou pra mim que os caras 'cantou' ele um dia que ele tava tava preso lá. Diz que ele tava preso lá , os caras trocou ideia com ele lá, saí diz que desde então ele trabalha com os caras, derruba trampo, pega mercadoria pra vender, diz que os caras leva na mão dele", diz o trecho transcrito.

Segundo o Ministério Público, este trecho indica que os policiais civis interceptam carregamentos de entorpecentes, deviam drogas apreendidas, muitas delas já custodiadas na delegacia, e as repassam para que LK as reintroduza no mercado ilícito.

Na mesma conversa, o traficante Scooby demonstra inconformismo por não ter recebido a mesma proposta nas diversas vezes em que foi preso pela Denar, indicando que o esquema era vantajoso.

Em outra conversa, um traficante identificado como Edmilson Santos Pereira lamenta a divulgação da apreensão de 30 quilos de pasta base de cocaína realizada pela Denar, pois a droga supostamente seria destinada a eles, mas acabou tendo a apreensão divulgada, o que impediu o esquema.

"Esses 30 [kg] eles iam vender para a gente, mas apresentaram", disse em mensagem enviada a seu irmão.

Ele acrescenta que os policiais "arrumariam outra coisa" no mesmo dia, de outra pessoa, para vender ao grupo.

Desvio de cocaína

As investigações foram iniciadas em outubro de 2025, quando o Gaeco descobriu provas da ligação de vários agentes da segurança pública com o tráfico de drogas em materiais apreendidos pelas Operações Traquetos e Blindspot.

Segundo o Gaeco, as evidências encontradas apontam que, so menos entre 2021 e 2026, um grupo de policiais civis se valia de suas funções para desviar drogas apreendidas e reinseri-las no mercado ilegal. 

Na época dos fatos, os policiais estavam lotados da Denar, sob a chefia do delegado Hoffman D'ávila Cândido e Sousa, que foi alvo de mandado de prisão e busca e apreensão.

Ainda conforme o Gaeco, embora posteriormente parte dos integrantes da organização tenham sido transferidos para outras delegacias, há indicativos de que seguiram atuando em conluio.

"Em suma, o modus operandi adotado pela orfanização criminosa consiste no desvio de drogas apreendidas, seja por meio da omissão, nos registros formais de ocorrência, de parte da droga efetivamente arrecadada, fazendo fazendo com que esse montante não seja oficialmente contabilizado como apreendido (o que possibilita seu desvio em maior escala); seja pela subtração de entorpecentes diretamente do depósito da delegacia, com posterior repasse a Lucas da Silva dos Santos (LK) que, em conjunto com outros comparsas, se encarrega de inserir o estupefaciente no mercado ilícito", diz o MPMS.

O delegado Hoffman D'Ávila ocupava a posição de comando e chancela institucional do esquema, sendo responsável por viabilizar a a atuação da organização criminosa, da qual era um dos principais beneficários. Atualmente, ele estava lotado em Terenos, de onde foi dispensado após a prisão.

LK era o traficante responsável pela articulação do esquema junto aos policiais corrompidos, fornecendo informações sobre carregamentos de drogas a serem interceptados, negociando percentuais de drogas desviadas em favor do grupo e gerenciando a venda dos entorpecentes desviados.

Ele contava com apoio de outros criminosos, que também tinham a função de armanezar a droga.

Operação Infiltrados

A Operação Infiltrados foi deflagrada no dia 24 de setembro. Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão, em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Um dos locais vistoriados ontem foi a casa do delegado Hoffman D’Ávila. Contra ele também havia um mandado de prisão.

Antes da 6ª Delegacia de Polícia Civil, D’Ávila passou um período curto na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), cerca de 4 meses, entretanto, de 2019 até fevereiro deste ano ele comandou a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

Seria da Denar que a organização criminosa formada com os policiais desviaria a cocaína apreendida.

 

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