Um empresário foi preso temporariamente em Bataguassu, município a 307 km de Campo Grande, suspeito de integrar uma rede de exploração sexual infantil.
Além da prisão, outros três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo um na casa de uma adolescente investigada por atuar como intermediária do esquema, facilitando o contato entre as demais vítimas e os exploradores.
Aliciamento de menores
Segundo as investigações da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Bataguassu, conduzidas ao longo de semanas durante a Operação Força e Pudor III, a rede de exploração agia de forma organizada para recrutar meninas em troca de valores via PIX, celulares novos e outros benefícios materiais.
As vítimas eram todas adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, e as abordagrens aconteciam principalmente por meio de aplicativos de mensagem.
Nos celulares apreendidos com os investigados, os policiais encontraram uma verdadeira “agenda de programas”, termo utilizado pelo grupo para se referir aos encontros sexuais marcados com as adolescentes.
De acordo com a Polícia Civil, a rede operava com uma frieza chocante, tratando a exploração das adolescentes como um negócio comum.
Até o momento, mais de cinco adolescentes foram identificadas como vítimas.
As investigações seguem para identificar demais vítimas e agora miram os clientes da rede de exploração sexual.