Cidades

Saúde

Comitê da Saúde afirma que rede pública terá 90% do estoque de remédios na virada do ano

Hoje, a rede municipal de saúde pública está 80% abastecida após 70 dias de atuação do Comitê Gestor da Saúde

Karina Varjão

18/11/2025 - 17h00

O Comitê Gestor da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) afirmou nesta terça-feira (18) em reunião na Câmara Municipal de Campo Grande que a expectativa é de encerrar o ano de 2025 com 90% dos estoques de medicamentos da rede pública de saúde preenchidos, chegando a 100% ainda no mês de janeiro de 2026. 

A reunião reuniu vereadores e gestores da administração municipal para discutir problemas persistentes na rede, como a falta de medicamentos, falta de insumos e o uso das novas ambulâncias do SAMU. 

“A gente teve a oportunidade de ouvir os pontos principais. A falta de medicamentos e de material médico-hospitalar é o que mais chega para todos nós vereadores. Hoje pudemos entender o que foi feito e qual é o caminho para corrigir isso”, afirmou Dr Victor Rocha, presidente da Comissão de Saúde da Câmara. 

Representando o Comitê Gestor da Sesau, o secretário Especial de Licitação e Contratos, André de Moura Brandão, afirmou que a atuação do Comitê completou 70 dias, tempo suficiente para abastecer os medicamentos em 80% na rede pública. 

“O Comitê assumiu a gestão da Sesau há 70 dias. Quando nós assumimos, nós tínhamos um estoque de cerca de 55% dos 252 itens da lista Remune [Relação Municipal de Medicamentos Essenciais]. Então, com 70 dias de atuação, nós já chegamos a 80% do abastecimento. Até o final da segunda quinzena de dezembro, a gente atinge 90% e no início do ano, a gente estabelece o atendimento pleno de todos os itens da lista na saúde pública de Campo Grande”, explicou. 

André ainda reforçou que foi necessário um reajuste administrativo interno para entender como estava sendo feita a gestão da Secretaria Municipal de Saúde. 

“Tínhamos ali falta de procedimentos administrativos, tratativas com fornecedores, então desde que o Comitê assumiu, assumimos essas tratativas e negociações e alinhamentos com os fornecedores, para que nós pudéssemos chegar agora a 80% do abastecimento da rede”. 

Também foram discutidos pontos como a aquisição de seis novas ambulâncias, resultando em 14 carros; a falta de leitos e sobrecarga dos hospitais do Município; grande quantidade de pessoas aguardando consultas especializadas, ultrapassando 50 mil pacientes na fila. 

Questionados sobre a possibilidade de ser instaurado uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde de Campo Grande, André alegou que, caso fosse encontrado algo que justificasse, eles seriam “os primeiros a assinar”. 

"Se tiver um fato determinado, é uma questão de instalação. A pergunta é: qual o fato determinado? Para todos os problemas que buscam, a gente acha uma solução, coloca para funcionar, fiscaliza. Então, se tiver um fato determinado, a gente é o primeiro a assinar”. 

Entre as soluções, o Comitê afirmou que estão sendo feitos investimentos para zerar as filas de consultas e exames com parcerias com o Governo Federal através do programa Agora Tem Especialista. Além disso, também estão sendo buscadas parcerias com a rede particular para ampliação dos leitos hospitalares, como com o Hospital El Kadri, que podem ser alternativas para a quantidade de oferta de leitos. 

Orçamento

Como noticiado pelo Correio do Estado, no mês de outubro, o superintendente do Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul, Ronaldo Costa, alegou que existem recursos federais, estaduais e municipais para compor um fundo que mantém o custeio dos medicamentos. Segundo ele, Campo Grande tem quase R$ 1,6 bilhão para aplicar na saúde. 

Silvia Uehara, técnica da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde em Campo Grande, pontuou que o montante de R$ 13 milhões havia sido previsto, inicialmente, na Lei Orçamentária Anual (LOA), mas foi reduzido para R$ 9,5 milhões. No entanto, apenas R$ 3,5 milhões foram utilizados até o momento. 

Na época, pelo menos 52 itens estavam em falta nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). 

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