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Operação 'limpa' mais de 15 mil metros de fiação irregular no Centro

Plano da Prefeitura é expandir o projeto para outros bairros da Capital

Mariana Piell

27/11/2025 - 16h00

A Prefeitura de Campo Grande realizou, em parceria com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agems) e a concessionária Energisa, a retirada de 15 mil metros de cabos irregulares e abandonados em 43 postes do Centro de Campo Grande na última noite.

Foram atendidos 21 postes na Rua 13 de Maio e 22 na Avenida Calógeras. Em média, foram removidos cabos de 12 pontos por poste. As equipes iniciaram os trabalhos às 22h, horário escolhido para minimizar impactos no trânsito e na circulação de pedestres.

“A gente preza pela segurança, e o período foi escolhido estrategicamente para evitar interferências no trânsito e garantir que a mobilidade urbana não seja afetada durante o horário de maior fluxo”, explicou a Adriana de Vito Ros Ortiz, representante da Agems.

A operação teve início no quadrilátero formado pelas avenidas Mato Grosso, 13 de Maio, Afonso Pena e Calógeras. Também foram incluídas ruas internas como 14 de Julho, Antônio Maria Coelho, Maracaju, Marechal Rondon, Dom Aquino e Barão do Rio Branco.

De acordo com a Energisa, as 144 empresas cadastradas na região foram previamente notificadas.

O projeto piloto Rede Limpa tem como objetivo garantir mais segurança, mobilidade e organização visual na região, já que anos de instalações clandestinas causaram acúmulo de cabos, sobrecarga nos postes e riscos à população.

“O acúmulo de cabos instalados de forma irregular ao longo dos anos tem causado riscos elétricos, acidentes, prejuízos à mobilidade e comprometimento da estética do Centro. Na ação desta noite, foram removidos fios clandestinos, partidos, abandonados ou sem identificação, preservando-se apenas as fibras ópticas devidamente regularizadas”, destacou o secretário especial de Articulação Regional, Darci Caldo.

Após a limpeza dos postes, haverá rondas preventivas pelas forças de segurança para evitar novas ligações clandestinas. O projeto prevê ainda monitoramento contínuo da rede e a possibilidade de ampliação para outros bairros da capital, consolidando o Rede Limpa como um modelo permanente de gestão e organização da fiação aérea em Campo Grande.

A operação foi coordenada por um Grupo de Trabalho formado por vários órgãos públicos e técnicos. Participam a Agems, a Secretaria Especial de Articulação Regional (Sear), a Defesa Civil, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), além da Energisa. As equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) também estiveram no local. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) forneceu caminhões para retirada dos descartes.

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