Cidades

Violência doméstica

MS teve 14 mil pedidos de medidas protetivas em 2025

Desse número, 6.233 são de Campo Grande, 1.434 de Dourados, 800 de Corumbá, 503 de Ponta Porã, 97 de Três Lagoas e 5.086 dos demais municípios

Dados do Tribunal de Justiça (TJMS) apontam que 14.153 pedidos de medidas protetivas de urgência, para vítimas de violência doméstica e familiar, foram expedidos, de 1º de janeiro a 31 de dezembro, em Mato Grosso do Sul.

Desse número, 6.233 são de Campo Grande, 1.434 de Dourados, 800 de Corumbá, 503 de Ponta Porã, 97 de Três Lagoas e 5.086 dos demais municípios.

Durante o feriadão de fim de ano, de 20 de dezembro a 6 de janeiro, 639 solicitações foram formalizadas. Desse número, 342 são de Campo Grande, 75 de Dourados, 52 de Três Lagoas, 13 de Corumbá e 157 nas demais comarcas. Ainda no feriadão, o TJMS distribuiu 1.117 processos relacionados à Lei Maria da Penha.

De acordo com o TJMS, mesmo durante o recesso de Natal e Ano Novo, o sistema de medidas protetivas online funcionou normalmente, permitindo que mulheres solicitassem medidas protetivas de urgência pela internet, de forma simples, rápida e segura. A iniciativa está em funcionamento há cinco anos, quando ganhou notoriedade durante a pandemia de Covid-19.

O objetivo é proteger mulheres, agilizar o cumprimento das medidas protetivas e garantir que grande parte dessas medidas sejam cumpridas em menos de uma hora.

Fonte: SIGO - Sejusp - Painel Monitor da Violência contra Mulher
Fonte: SIGO - Sejusp - Painel Monitor da Violência contra Mulher

Medidas protetivas são ações jurídicas destinadas a garantir a segurança de pessoas em situação de risco, especialmente mulheres em casos de violência doméstica ou ameaça. Incluem proibição de aproximação, afastamento do lar ou entrega de documentos importantes.

A solicitação pode ser feita por vítimas ou representantes legais, com apoio de órgãos como a Delegacia da Mulher e os serviços de atendimento integrado.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 39 mulheres foram mortas ente 1º de janeiro e 31 de janeiro de 2025 em Mato Grosso do Sul. Em 2024, 35 mulheres perderam a vida e 30 em 2023. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

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