Cidades

7° MANDAMENTO

'Justiceiro' da fronteira mata ladrão e espalha alerta: "não roubar"

Corpo achado cerca de 200 metros da divisa com o Brasil foi deixado de bruços no local, apresentando um corte no pescoço e várias marcas de tiro

Distante aproximadamente 350 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, um crime cometido em distrito de Pedro Juan Caballero (PJC), cidade paraguaia vizinha à Ponta Porã, chama atenção das autoridades e forças de de segurança pública, uma vez que a morte de um criminoso registrada na noite de ontem (07) foi reivindicada por "justiceiros" que ainda espalharam um alerta no local da execução: "não roubar".

Inicialmente o caso passou a ser investigado após um achado de corpo, ainda na noite de terça-feira (07), na região do distrito de Cerro Cora'i, próximo à Pedro Juan Caballero. Esse indivíduo, como aponta o portal da região de fronteira Ponta Porã News, foi deixado em meio à vegetação, às margens de um caminho de terra. 

Nas palavras do comissário Sérgio Sosa, as forças de segurança foram acionadas por volta de 22h, encontrando o corpo já sem vida, deixado de bruços no local e apresentando um corte no pescoço e várias marcas de tiro, o que levantou a suspeita de execução. 

Esse caso começou a ganhar contornos  mais claros, que iam para além de uma briga de facções, graças a um bilhete encontrado na cena do crime. 

Justiceiro da fronteira

Quase que como em menção ao sétimo mandamento bíblico, o bilhete deixado na cena do até então achado de corpo era breve e objetivo: "Justiciero esta de vuelta. No robar", que pode ser traduzido como "o justiceiro está de volta! Não roubar". 

Conforme apurado através do portal paraguaio ABC Color, o indivíduo executado encontrado a cerca de 200 metros da fronteira com o Brasil trata-se de um homem de 38 anos, que apresenta uma série de passagens criminais. 

Identificado como Marcelino Villalba Barreto, durante a vida o homem acumulou crimes que iam de furto e roubo agravado, além de mandados de prisão em aberto e recorrentes problemas devido ao uso abusivo de substâncias. 

Segundo as autoridades paraguaias, o bilhete que assume autoria e deixa o alerta de "não roube" trata-se de uma marca característica de um suposto grupo de extermínio que age à margem da lei. 

Com a "desculpa" de estarem combatendo a criminalidade local na região de fronteira, os alvos desse grupo seriam justamente indivíduos que já possuem antecedentes criminais, como agressores e ladrões. 

Como repassado através da Direção Departamental de Amambay da Polícia Nacional, as forças de segurança locais estão concentradas na tarefa de identificação dos responsáveis. 

 

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