Cidades

LUTO

Morre aos 68 anos Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro

Conhecido como "Mão Santa", o atleta sofreu um mau súbito na manhã de hoje e estava internado em São Paulo

Karina Varjão

17/04/2026 - 16h01

A 'lenda' do basquete mundial, Oscar Schmidt, morreu na tarde desta sexta-feira (17) aos 68 anos após sofrer um mau súbito na manhã de hoje . Ele estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de Parnaíba, na cidade de São Paulo. 

Conhecido como "Mão Santa", o atleta foi diagnosticado com câncer no cérebro mas afirmou estar curado da doença em 2022. 

Ele é o único brasileiro a estar no Hall da Fama no basquete  e é o maior pontuador da história do basquete, com 49.70 pontos, além de ser dono do maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.

Oscar se tornou uma referência mundial no esporte mesmo sem atuar na principal competição do basquete, a NBA. Mesmo tendo sido convidado a participar da competição, Oscar recusou o convite, o que marcou a sua carreira.

Na época, a liga não permitia que os jogadores participantes disputassem competições internacionais defendendo suas seleções. Oscar decidiu defender o Brasil, o que consolidou sua imagem como um atleta fortemente ligado à camisa nacional. 

Grandes feitos

Schmidt participou de 25 temporadas como jogador profissional. Nas Olimpíadas, participou de cinco edições consecutivas e, por diversas vezes, foi o "cestinha" das partidas, jogador com maior número de pontos. 

Em uma partida contra a Espanha, nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988, Oscar fez 55 pontos, o recorde em uma única partida no torneio. 

Na Seleção Brasileira, o momento de ouro foi nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na partida, foi o capitão do time brasileiro no jogo contra os Estados Unidos, vencendo os norte-americanos por 120 a 115. 

Essa foi a primeira derrota dos Estados Unidos em casa na história da competição. 

Oscar também conquistou o Bronze no Mundial em 1978, nas Filipinas. Sua trajetória em quadra se encerrou após 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela Seleção, entre 1977 e 1996. 

Além de jogador, Oscar também era comunicador motivacional, com mais de 600 empresas atendidas e mil eventos realizados. Foi indicado 8 vezes ao Prêmio Top of Mind de RH, destinado aos profissionais que se destacam no segmento de soluções corporativas, vencendo o prêmio cinco vezes. 

Família

Oscar é irmão do jornalista Tadeu Schmidt, que construiu sua carreira no jornalismo esportivo. Os dois também são irmãos de Luiz Felipe, que é pai do campeão olímpico de vôlei de praia Bruno Schmidt. 

Oscar era pai de Felipe Schmidt e Stephanie Schmidt, frutos do relacionamento de 50 anos com Maria Cristina Schmidt.

Nas redes sociais, a família prestou homenagens ao ex-atleta. 

"Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. (...) Você está no hall da fama da vida", escreveu Felipe Schmidt. 

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