Cidades

ABALADO

Advogado alega que Bernal está "fragilizado" e "depressivo"

Aos 60 anos, Bernal acumula problemas cardíacos, de diabetes e faz uso de medicamentos controlados

Karina Varjão

26/05/2026 - 15h15

O advogado de defesa de Alcides Bernal, Ricardo Machado, afirmou que Bernal, réu pela morte do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio, está confiante no Poder Judiciário, mas fragilizado devido à idade e problemas de saúde. 

"Ele confia na justiça e quer esclarecer esses fatos para ser absolvido. Com relação à saúde, ele está muito fragilizado em decorrência da idade, dos problemas cardiológicos. Também está com um problema em relação à cabeça, está depressivo", alegou. 

A saúde de Bernal já havia sido um ponto usado pela defesa para pedir assistência médica e revogação de sua prisão preventiva no início do mês de abril, poucos dias após o crime. 

As alegações dos advogados têm como base o relatório psicossocial realizado pelo ex-líder do Executivo logo após audiência de custódia no dia 25 de abril, onde afirmaram que Bernal, aos 60 anos, seria "cardiopata, diabético, hipertenso e alguém que faz uso de medicação controlada". 

Em coletiva antes da audiência desta terça-feira (26), Machado ressaltou que a defesa de Bernal irá seguir a premissa de que o réu agiu em legítima defesa após se sentir ameaçado por ter seu imóvel invadido e quando Mazzini "foi para cima dele". 

Além disso, reforçou de que o imóvel em questão ainda estaria em posse de Alcides Bernal, mesmo com provas de que Mazzini teria arrematado a casa em um leilão. 

"A conta de água, conta de luz, estavam em nome de Alcides Bernal. O escritório dele estampado na residência, a empresa de monitoramento New Line, um contrato assinado vinculado a Alcides Bernal, móveis, cadeira, piscina limpa, piscineiro, jardineiro, vários funcionários, isso é indiscutível: a posse do imóvel pertencia e pertence a Alcides Bernal". 

Na tarde de hoje, serão ouvidas sete testemunhas do Ministério Público de acusação, compostos por familiares de Roberto Carlos Mazzini, morto a tiros por Bernal no dia 24 de março deste ano. O chaveiro, Maurílio da Silva Cardoso, que também estava no imóvel no momento do crime, também será ouvido hoje. 

Nesta audiência, Bernal foi autorizado a participar através de videoconferência. Na quarta-feira (27), segundo dia de audiência, o réu deverá comparecer presencialmente. Além de Bernal, serão ouvidas mais treze testemunhas de defesa, incluindo funcionários da empresa de segurança New Line. 

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