Cidades

EDUCAÇÃO

ACP exige reajuste de 5% e promete fechar 207 escolas por um dia

Professores da Rede Municipal devem se concentrar na sede da ACP e seguir em ato até a Prefeitura de Campo Grande na manhã de sexta-feira

Os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande poderão paralisar as atividades em todas as escolas da Capital na próxima sexta-feira (12). A mobilização foi definida em assembleia da categoria realizada nesta semana e tem como principal reivindicação a reposição de 5,4% referente ao reajuste anual do piso nacional do magistério.

Segundo o presidente da Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), professor Gilvano Bronzoni, a paralisação deve atingir as 207 unidades da rede municipal durante todo o dia.

“A Prefeitura Municipal deveria repor o índice do piso nacional do magistério agora em maio, de 5,4%. Isso não aconteceu. A Prefeitura enviou uma resposta à ACP com suas justificativas, mas a categoria avaliou a situação em assembleia e deliberou pela paralisação”, afirmou.

De acordo com Bronzoni, a mobilização tem o objetivo de pressionar o Executivo municipal a apresentar uma solução para a demanda e evitar novos prejuízos ao calendário escolar.

Os professores irão se concentrar às 7h30 na sede da ACP. Em seguida, por volta das 8h30, os manifestantes devem seguir até a Prefeitura de Campo Grande para cobrar uma resposta da administração municipal.

“O movimento é um sinal importante de alerta à Prefeitura. Vamos buscar uma solução para que não haja mais interrupções das aulas nos próximos dias”, disse o presidente da entidade.

Apesar da paralisação dos professores, os servidores administrativos das escolas não aderiram ao movimento e deverão manter o atendimento nas unidades. Segundo a ACP, as escolas permanecerão abertas, mas sem aulas.

Questionado sobre a possibilidade de novas paralisações, Bronzoni afirmou que a categoria pretende buscar um acordo nos próximos dias. No entanto, caso não haja avanço nas negociações, novas mobilizações não estão descartadas.

“A chance é muito grande de haver novas paralisações se não houver acordo”, declarou.

A última paralisação geral da rede municipal por questões salariais ocorreu em dezembro de 2022. Na ocasião, a categoria reivindicava reajuste de 10,39%, índice que posteriormente foi negociado com a administração municipal e pago de forma parcelada ao longo do ano.

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