Cidades

CÂMARA MUNICIPAL

Cinco vereadores votam contra reajuste de salário dos servidores

Os contrários foram os petistas Luiza Ribeira, Landmark e Jean Ferreira, além de Marquinhos Trad (PV) e Maicon Nogueira (PP)

Os vereadores petistas Luiza Ribeiro, Landmark Rios e Jean Ferreira, além de Marquinhos Trad (PV) e Maicon Nogueira (PP), foram os únicos parlamentares a votar contra o projeto que concede reajuste salarial aos servidores municipais de Campo Grande. A proposta foi aprovada por 18 votos favoráveis e cinco contrários durante sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (11), na Câmara Municipal.

O Projeto de Lei nº 12.456/26, encaminhado pela Prefeitura de Campo Grande, prevê reajuste de 4,39% nos vencimentos-base dos servidores efetivos, além dos proventos de aposentadoria e das pensões custeadas pelo Tesouro Municipal. A matéria foi apreciada em regime de urgência e em discussão única.

Durante a tramitação, os vereadores aprovaram duas emendas que alteraram pontos do texto original. A principal mudança antecipou a segunda parcela do reajuste. Pelo texto aprovado, o aumento será pago em duas etapas: 2,20% em agosto de 2026 e 2,19% em janeiro de 2027. A proposta inicial do Executivo previa que a segunda parcela fosse concedida apenas em março do próximo ano.

Outra emenda ampliou o alcance da medida ao retirar do projeto um dispositivo que excluía da revisão salarial servidores pertencentes a carreiras com política remuneratória própria ou que possuam piso salarial definido por legislação específica.

Na justificativa encaminhada ao Legislativo, a Prefeitura argumentou que adotou medidas de ajuste fiscal para garantir a saúde financeira das contas públicas e destacou que os servidores efetivos estavam há três anos sem revisão do vencimento-base.

Presidente da Câmara Municipal, o vereador Papy (PSDB) afirmou que o Legislativo buscou aperfeiçoar a proposta dentro dos limites legais e constitucionais. Segundo ele, os parlamentares trabalharam para garantir avanços ao funcionalismo sem gerar aumento de despesas que não poderiam ser criadas pelo Poder Legislativo.

“O desejo de todos era ampliar o reajuste e concentrar o pagamento ainda em 2026, mas há limitações constitucionais e decisões do Supremo Tribunal Federal que impedem a Câmara de aumentar despesas do Município”, explicou.

Papy reconheceu que o percentual aprovado não atende plenamente às expectativas dos servidores, mas destacou que a medida representa o que foi possível construir dentro da realidade financeira apresentada pelo Executivo.

Procurado pelo Correio do Estado, o vereador Marquinhos Trad (PV) afirmou que seu voto contrário ao reajuste é uma forma de mostrar injustiça por parte da prefeita Adriane Lopes, que teve seu salário e de todo o alto escalão aumentado acima da inflação. 

"Dourados tem arrecadação menor que a gente [Campo Grande] e deu reajuste a mais que aqui, Três Lagoas deu 5% a partir deste mês e tem arrecadação menor. A questão é gerência admnistrativa. Ela [Adriane] usa o slogan de "capital das oportunidades", mas fecha 1 hora da tarde, os empresários que chegam lá, a prefeitura está fechada, sistema tributário não funciona, ela fala 'economizei na luz, economizei nisso', mas aumenta os contratos, todos os contratos estão super inflacionados, salário dela e alto escalão super inflacionados, chega a ser ridiculo comentar sobre isso". 

Com as emendas aprovadas pelos vereadores, o projeto segue agora para sanção da prefeita Adriane Lopes.

Colaboraram Karina Varjão e Naiara Camargo
 

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