Cidades

Apreensão

Carro roubado no Rio de Janeiro é apreendido em MS

Veículo circulava com identificação clonada e foi localizado durante abordagem de rotina em Três Lagoas; casal que ocupava o automóvel foi levado à delegacia

Um veículo com registro de roubo no estado do Rio de Janeiro foi recuperado durante uma fiscalização de trânsito realizada na tarde de quinta-feira (25), na região central de Três Lagoas.

O automóvel, que circulava com sinais identificadores adulterados, estava em posse de um casal, de 28 e 36 anos, que foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) para prestar esclarecimentos.

A ocorrência foi registrada por volta das 12 horas, quando equipes do Departamento Municipal de Trânsito (Deptran) realizavam fiscalização na Avenida Rosário Congro, nas proximidades do Hospital Auxiliadora. Durante a operação, os agentes decidiram abordar um Volkswagen T-Cross de cor cinza para uma vistoria detalhada.

Na inspeção, os fiscais identificaram inconsistências nos elementos de identificação do veículo. Entre as irregularidades estavam marcas de lixamento na numeração do chassi e outros indícios de adulteração, levantando a suspeita de que o automóvel pudesse ter origem criminosa.

Embora a placa instalada no veículo não apresentasse qualquer restrição nos sistemas de consulta, a análise técnica dos sinais identificadores originais revelou uma situação diferente.

Os agentes constataram que o verdadeiro chassi pertencia a outro Volkswagen T-Cross, com registro de roubo no estado do Rio de Janeiro desde o dia 3 de abril deste ano.

Segundo a equipe responsável pela fiscalização, tratava-se de um veículo conhecido como "dublê", prática criminosa em que um automóvel roubado recebe a identidade de outro veículo regular, dificultando a identificação pelas autoridades e permitindo que circule aparentemente dentro da legalidade.

Questionados sobre a procedência do carro, o homem e a mulher informaram aos agentes que haviam adquirido o veículo em uma revendedora de automóveis localizada em Belo Horizonte (MG).

A versão apresentada será analisada pela Polícia Civil, que investigará as circunstâncias da negociação e verificará se os compradores tinham conhecimento da origem ilícita do automóvel.

Com o apoio da Polícia Militar, o casal e o veículo foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário para os procedimentos legais.

Durante a ocorrência, o Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar a situação da filha do casal, de 9 anos. Como a família não possuía parentes em Três Lagoas que pudessem assumir os cuidados da criança naquele momento, o órgão prestou o atendimento necessário.

O caso foi registrado como receptação. A Polícia Civil dará sequência às investigações para esclarecer a origem do veículo, identificar os responsáveis pela adulteração dos sinais identificadores e apurar as circunstâncias da compra informada pelo casal.

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