Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Rejeito da indústria de celulose é testado como fertilizante agrícola em MS

Parceria entre UEMS, Arauco e Fundapam prevê investimento de R$ 320 mil para avaliar eficiência de corretivo de solo

Um rejeito gerado pela indústria de celulose será avaliado como alternativa para correção da acidez do solo e aumento da produtividade agrícola em Mato Grosso do Sul. A pesquisa será desenvolvida pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em parceria com a Arauco Celulose do Brasil S.A. e a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária e Ambiental (Fundapam).

O acordo de parceria foi publicado na edição desta terça-feira (14) do Diário Oficial do Estado e prevê investimento de R$ 320 mil, repassado pela Arauco em parcela única à Fundapam, responsável pela gestão dos recursos do projeto.

A pesquisa será conduzida pela Unidade Universitária da UEMS em Cassilândia e terá duração de 24 meses. O objetivo é avaliar a eficiência agronômica do corretivo de solo oriundo da indústria de celulose (OIC) na correção da acidez do solo, na nutrição de plantas e no aumento da produtividade de culturas agrícolas em condições de Cerrado.

Durante o estudo, o produto será comparado ao calcário dolomítico, insumo tradicionalmente utilizado para corrigir a acidez dos solos agrícolas. A proposta também inclui análises laboratoriais, geração de dados técnicos, elaboração de relatórios periódicos e recomendações sobre a utilização do material na agricultura.

Conforme o extrato do acordo, a iniciativa busca produzir informações científicas e tecnológicas que permitam avaliar a viabilidade do aproveitamento do resíduo industrial como insumo agrícola, contribuindo para o desenvolvimento de alternativas sustentáveis para o setor produtivo.

O convênio foi assinado na segunda-feira (13) pelo reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho; pelos representantes da Arauco Celulose do Brasil S.A., Carlos Alberto Altimiras Ceardi e Theófilo Adelmar Militão de Souza Pereira; e pela secretária executiva da Fundapam, Simone Rodrigues dos Santos Silva.

A parceria tem como base a Lei Federal nº 14.133/2021, a Lei de Inovação (Lei nº 10.973/2004) e demais normas federais e estaduais que regulamentam acordos voltados à pesquisa científica e tecnológica.

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