Cidades

disputa

Empresa do RJ oferece deságio de 18,4% e vence licitação milionária em MS

Licitação é para limpeza dos postos de saúde de Campo Grande e vai render quase R$ 450 milhões ao longo de 15 anos

Com deságio de 18,4% sobre o valor máximo estipulado no edital da licitação, a empresa carioca Integral Construtora e Empreendimentos venceu a licitação para limpeza dos postos de saúde de Campo Grande e vai faturar quase R$ 450 milhões se mantiver o contrato pelos próximos 15 anos, conforme está previsto no edital. A Integral já foi declarada vencedora da disputa, faltando somente a homologação do resultado.

Lançada em fevereiro, a licitação previa até R$ 36.652.707,37 por ano. Por conta da disputa, porém, o valor caiu para R$ 29.889.000,00, ou R$ 2,490 milhões por mês. Sem o deságio, o contrato custaria R$ 3,054 milhões por mês. Ou seja, a disputa vai gera, pelo menos no começo, economia superior a R$ 500 mil por mês aos cofres municipais. 

Este valor poderia ser ainda maior, mas a empresa Produserv, que atualmente faz a limpeza, foi desclassificada porque não apresentou toda a documentação exigida. 

Ela havia se oferecido a prestar o serviço por R$ 26.874.402,94, o que representava deságio superior a 26,6% sobre o valor inicial, ou R$ 2,239 milhões mensais. Ela chegou a recorrer contra a desclassificação, mas na semana passada a prefeitura indeferiu seu pedido e declarou a empresa carioca como vencedora.

O contrato da Produserv acabou em abril, mas ela segue prestando o serviço e em maio recebeu R$ 2,828 milhões. Esse valor representa R$ 440 mil acima daquilo que está previsto na licitação que está sendo encerrada agora.

Diferentemente da última licitação para a limpeza das unidades de saúde, que teve prazo máximo de até cinco anos, este contrato terá validade inicial de cinco anos e poderá ser renovado por dois períodos iguais, chegando a 15 anos de vigência.

A disputa pelo contrato teve cinco empresas interessadas e a disputa de preços., realizada em 10 de março, se estendeu por 9 horas e 23 minutos, intervalo no qual foram apresentadas um total de 814 lances, sempre para desbancar a proposta dos concorrentes. 

Naquela data, a Produserver apresentou a melhor proposta, mas acabou sendo desclassificada. Na sequência, os responsáveis pelo leilão chamaram a segunda colocada, a Uniserve, que tem sede em Brasília e que exigia somenete R$ 500 a mais que a concorrente. 

Porém, após ser chamada oficialmente, acabou desistindo do serviço alegando que não teria condições de fazer a limpeza dos postos pelo valor inicialmente ofertado. Depois disso é que foi concovado o terceiro colocado, a Integral Construrora e Empreendimentos, que agora foi declarada vencedora.

No termo de referência da licitação a prefeitura deixou claro que havia urgência para a realização do certame. "Ressalta-se que o atual Contrato nº 83/2020 terá sua vigência máxima encerrada em 01/04/2026. Diante do imperativo temporal e da natureza ininterrupta dos serviços de saúde, torna-se urgente a conclusão do novo processo licitatório para evitar lacunas contratuais que gerariam riscos imediatos à operação de toda a Rede Municipal de Saúde", diz trecho do documento oficial. 

Além disso, alegou que precisa terceirizar o serviço por conta da falta de servidores próprios. "A necessidade da contratação decorre, adicionalmente, da inexistência de servidores efetivos em quantidade e especialidade técnica suficientes na estrutura administrativa para a execução direta dessas atividades operacionais. A terceirização, neste caso, apresenta-se como a solução que garante a eficiência e a especialização exigida pelo ambiente hospitalar, conforme as diretrizes da Lei nº 14.133/2021". justifica a administração.

 

AFOGAMENTO

Bombeiros localizam corpo de adolescente de 15 anos no Rio Paraguai

Erick José da Silva Moraes de Arruda havia desaparecido na tarde de sexta-feira (6)

07/11/2026 12h00

Bombeiros realizaram buscas na sexta-feira e na manhã deste sábado

Bombeiros realizaram buscas na sexta-feira e na manhã deste sábado Reprodução / Diário Corumbaense

Continue Lendo...

Cidades

TJMS obriga prefeitura pagar transporte aéreo de bebê para tratamento pós-cirúrgico

Município teria negado custeio de transporte de avião, mesmo com recomendação médica em razão do tempo de vida da bebê, de 11 meses, e risco de complicações após cirurgia

07/11/2026 11h30

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses Banco de Imagem

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).