Cidades

Jagueretê-oeste

Operação do Exército na fronteira já soma apreensões milionárias

Ação militar intensifica fiscalização e impõe prejuízo ao crime

Eduardo Miranda

25/08/2026 - 08h00

A Operação Jaguaretê-Oeste, coordenada pelo Comando Militar do Oeste (CMO), já resultou em mais de R$ 41,2 milhões em prejuízos estimados às atividades criminosas na faixa de fronteira brasileira. A ofensiva, que tem Mato Grosso do Sul como um dos principais centros de coordenação, mobiliza mais de 600 militares e conta com a participação de órgãos federais e estaduais no combate ao tráfico de drogas, contrabando, descaminho e crimes ambientais.

Os primeiros resultados oficiais divulgados pelo Exército confirmam, na prática, a dimensão da operação que havia sido antecipada pelo Correio do Estado em julho.

Até o início deste mês, as equipes haviam apreendido 34 quilos de cocaína, 6,5 toneladas de maconha, 94 kg de skunk, 12 kg de pasta base de cocaína e 11,9 kg de drogas sintéticas.

Também foram recolhidos outros 194 kg de substâncias ilícitas, além de armas de fogo, munições, 21 veículos e mais de 79,9 mil pacotes de cigarros.

A soma das apreensões representa um prejuízo estimado de R$ 41,2 milhões às organizações criminosas e demais atividades ilegais alcançadas pela operação. O valor considera não apenas as drogas e os produtos de contrabando retirados de circulação, mas também veículos e outros bens empregados nas práticas criminosas.

Os números dão uma primeira dimensão do alcance da Operação Jaguaretê-Oeste, concebida para atuar de maneira ampla em uma das regiões mais sensíveis do território nacional.

A operação abrange os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina e reúne unidades militares distribuídas ao longo da faixa de fronteira.

OPERAÇÃO

A ofensiva foi planejada pelo Exército com o objetivo de ampliar a capacidade de dissuasão e repressão aos crimes transfronteiriços, especialmente em áreas utilizadas por organizações criminosas para a entrada e circulação de drogas, armas, cigarros e outros produtos ilegais.

A atuação também busca apoiar as forças de segurança pública sem comprometer investigações ou operações que já estejam em andamento.

Em entrevista ao Correio do Estado antes do início da operação, o comandante do CMO, general Alcides Valeriano de Faria Júnior, explicou que a dimensão da Operação Jaguaretê-Oeste exigia planejamento prévio e uma coordenação cuidadosa com as demais instituições.

Segundo ele, o Centro de Coordenação de Operações do CMO realizou reuniões com diferentes órgãos para evitar sobreposição de ações.

A preocupação é especialmente relevante em regiões de fronteira, onde a atuação simultânea de diferentes forças pode comprometer operações sigilosas.

“Se a Polícia Federal, por exemplo, pode estar conduzindo uma operação dela e eu vou na mesma área em que ela está, uma pode atrapalhar a outra”, afirmou o general, na ocasião.

Por isso, um dos principais pilares da Operação Jaguaretê-Oeste é justamente o compartilhamento de informações entre as instituições. A operação é realizada em integração com as Polícias Federal, Rodoviária Federal, Receita Federal, Polícias Civil e Militar e órgãos especializados, como o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) de Mato Grosso do Sul.

Na prática, as equipes empregam patrulhamentos terrestres e fluviais, estabelecem postos de bloqueio e controle e realizam fiscalizações de pessoas, veículos e embarcações.

O emprego de viaturas e embarcações amplia a presença das forças de segurança em áreas que, pela extensão territorial e pelas características geográficas, são difíceis de serem monitoradas de maneira permanente.

Em MS, a operação envolve unidades como a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, sediada em Dourados; a 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal.

Parte dessas estruturas está inserida no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), considerado uma ferramenta estratégica para ampliar a capacidade de vigilância do território.

O alcance da operação, porém, ultrapassa as fronteiras do Estado. Em Cuiabá (MT), a 13ª Brigada de Infantaria Motorizada e em Cascavel (PR), a 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, também intensificaram as ações de combate aos crimes transfronteiriços.

A atuação conjunta alcança ainda unidades militares em Santa Catarina, formando um corredor de fiscalização que se estende por uma parcela significativa da fronteira brasileira.

Antes mesmo da divulgação dos primeiros números oficiais, a dimensão da estratégia já havia sido revelada pelo Correio do Estado.

Em julho, o general Alcides havia explicado que a operação seria coordenada a partir de MS e envolveria tropas desde Santa Catarina até Rondônia. Na estrutura do Exército, a operação foi classificada como “singular”, por ser executada com recursos próprios da Força Terrestre.

Cidades

TJMS obriga prefeitura pagar transporte aéreo de bebê para tratamento pós-cirúrgico

Município teria negado custeio de transporte de avião, mesmo com recomendação médica em razão do tempo de vida da bebê, de 11 meses, e risco de complicações após cirurgia

07/11/2026 11h30

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses Banco de Imagem

Continue Lendo...

À FRENTE

Presidente do TJMS diz que tribunal será “vanguarda do Judiciário nacional"

O desembargador Dorival Pavan concedeu entrevista ao Correio do Estado depois de ficar à frente do Governo do Estado por seis dias

07/11/2026 10h30

Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS)

Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).