Cidades

Vamos falar de PC

Dia da Paralisia Cerebral tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para que pacientes tenham os mesmos direitos

No mundo, 17 milhões de pessoas têm Paralisia Cerebral

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Hoje, 6 de outubro, é comemorado o Dia Mundial da Paralisia Cerebral. O objetivo é informar sobre a deficiência, chamar a atenção da sociedade e permitir que estas pessoas mostrem do que são capazes.

A PC é a deficiência mais comum na infância, caracterizada por alterações neurológicas que afetam o desenvolvimento motor e cognitivo.

Há cerca de 17 milhões de casos de paralisia cerebral registrados em todo o mundo. A cada mil bebês, cerca de 1,5 a 2,5 podem ter paralisia cerebral.

Esse quadro se dá por uma lesão cerebral que ocorre, geralmente, quando falta oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, no parto ou até dois anos após o nascimento. 

Nos bebês ela pode acontecer por traumatismos, envenenamentos ou doenças graves, como sarampo ou meningite. 

Últimas notícias

De acordo com dados do movimento internacional World Cerebral Palsy Day (Dia Mundial da Paralisia Cerebral), uma em cada quatro crianças diagnosticadas não fala, uma em cada três não anda e uma em cada duas apresenta deficiência intelectual. 

A neuropediatra Maria José Martins Maldonado disse que a paralisia pode gerar grandes problemas nas pessoas, comprometendo significativamente o desempenho nas atividades cotidianas.

“É uma doença que varia muito, os casos mais graves podem nunca andar, já os mais leves podem levar uma vida “normal”. Nem sempre ataca o lado cognitivo, conheço médicos, advogados, pessoas formadas, mas, muitas vezes, as cicatrizes são maiores e podem afetar várias regiões do corpo”, disse. 

A médica ainda alerta que se o diagnóstico for realizado de maneira precoce, melhor a recuperação e tratamento. 

“Muitas vezes os pais só percebem a partir de um ano, quando a criança começa a engatinhar ou andar e vê que aquela criança tem dificuldades em realizar atividades simples. No SUS [Sistema Único de Saúde] existem diversos tratamentos, totalmente gratuitos”, relatou. 

O tratamento requer a atuação de diversos profissionais, como fisiatra, ortopedista, neurologista, pediatra e oftalmologista.

Além de fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, educador físico e nutricionista. 

O tratamento poderá melhorar a qualidade de vida do paciente, fazendo com que, muitas vezes, ele possa realizar as atividades do cotidiano sem ajuda de pessoas próximas.

A neuropediatra explica que a família é fundamental no tratamento, pois ajudará e dará força aos pacientes. 

“É uma notícia muito complicada, a família vive o luto e depois deve se engajar e ter perseverança no tratamento. A família precisa trabalhar o conjunto psicológico porque será o apoio que ajudará o paciente”, afirmou. 

Ela ainda relata que existe estigma em volta da doença e que as pessoas ainda tem um olhar de dó, o que é errado. 

“A gente luta muito para fazer com que esse olhar deixe de existir, principalmente por parte da família que não deve achar que ele é um coitado”, continuou. 

O objetivo de fazer uma data em alusão a deficiência é de chamar a atenção para a situação dessas pessoas, que são esquecidas pela sociedade.

A data comemorativa foi idealizada pela World Cerebral Palsy Initiative, um movimento de pessoas com paralisia cerebral e suas famílias, em busca de garantir aos pacientes os mesmos direitos, acesso e oportunidades que quaisquer outras pessoas. 

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TRAGÉDIA

Peça de airbag se solta após batida e causa morte de motorista em MS

Caso chegou a ser tratado como possível homicídio, mas perícia descartou disparo de arma de fogo

21/03/2026 14h00

Motorista morreu após colidir contra portão de residência em Maracaju; perfuração no tórax foi causada por peça do airbag, segundo a perícia

Motorista morreu após colidir contra portão de residência em Maracaju; perfuração no tórax foi causada por peça do airbag, segundo a perícia Divulgação

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Um acidente com desfecho atípico terminou com a morte de um motorista na madrugada deste sábado (21), em Maracaju. Ivandre Barbosa da Silva, de 34 anos, morreu após perder o controle do veículo que conduzia e colidir contra o portão de uma residência, na região da Vila Margarida.

A ocorrência foi registrada no cruzamento das ruas Nestor Pires e Quintino Lopes Freitas. Quando equipes da Polícia Militar chegaram ao local, a vítima já estava sem sinais vitais, presa dentro de um Honda Civic. Um passageiro que também estava no carro conseguiu sair com ferimentos leves na mão.

Inicialmente, uma perfuração no tórax do motorista levantou a suspeita de que ele pudesse ter sido atingido por disparo de arma de fogo, o que levou ao acionamento da Polícia Civil e da perícia.

De acordo com o portal Dourados Agora, momentos antes do acidente, os ocupantes do Civic haviam saído de uma casa noturna, na Vila Juquita, quando se envolveram em uma colisão com um Fiat Palio branco. A batida teria provocado uma discussão que evoluiu para agressões físicas.

Segundo relato do passageiro, o condutor do outro veículo teria agredido os dois e, em seguida, passou a persegui-los após Ivandre deixar o local dirigindo. Durante a fuga, o motorista perdeu o controle da direção e acabou atingindo o portão de uma residência.

Ainda conforme o depoimento, após a colisão, o suspeito teria descido do carro e voltado a agredir Ivandre antes de fugir.

Com base nas informações repassadas, a Polícia Militar localizou o suspeito em um bar na região central da cidade. Ele confirmou envolvimento na briga e indicou onde havia deixado o veículo, que foi apreendido e encaminhado à delegacia. Nenhuma arma foi encontrada.

A área do acidente foi isolada para os trabalhos da perícia, e o carro da vítima também passou por análise técnica.

O laudo pericial descartou a hipótese de disparo de arma de fogo. A perfuração no tórax foi causada por uma peça do sistema de airbag, que se desprendeu com o impacto da batida.

Diante da constatação, o caso foi registrado como acidente de trânsito, sem indícios de homicídio.

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COP15

PF instala centro internacional para reforçar segurança da COP15

Estrutura vai integrar forças policiais do Brasil e do exterior durante conferência sobre espécies migratórias

21/03/2026 13h30

O espaço funcionará como uma espécie de base integrada, reunindo representantes de diferentes países e órgãos de segurança

O espaço funcionará como uma espécie de base integrada, reunindo representantes de diferentes países e órgãos de segurança Divulgação

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A Polícia Federal passou a contar, a partir desta sexta-feira (20), com uma estrutura dedicada à articulação internacional de segurança para a COP15, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) que será realizada em Campo Grande entre os dias 23 e 29 de março.

Instalado na Capital, o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) foi criado para centralizar o compartilhamento de informações estratégicas e agilizar a atuação conjunta entre forças de segurança brasileiras e estrangeiras durante o evento.

Na prática, o espaço funcionará como uma espécie de base integrada, reunindo representantes de diferentes países e órgãos de segurança. A proposta é permitir respostas mais rápidas a qualquer situação que exija atuação coordenada, especialmente em casos envolvendo autoridades, delegações oficiais e participantes da conferência.

Além de agentes da própria Polícia Federal, o centro contará com a participação de equipes internacionais e de profissionais que já atuam em unidades semelhantes no país, como os Centros de Cooperação Policial Internacional do Rio de Janeiro e do Amazonas. A troca de experiências entre essas estruturas deve reforçar o planejamento operacional em Campo Grande.

A COP15 faz parte da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres e reúne representantes de governos, cientistas, povos originários e organizações da sociedade civil de diversos países. O encontro tem como foco a construção de estratégias globais para a preservação da fauna migratória e de seus habitats.

Com a expectativa de receber autoridades estrangeiras e delegações internacionais, o reforço na segurança é considerado essencial para garantir o bom andamento da programação. A instalação do CCPI também segue o modelo adotado em outros grandes eventos realizados no Brasil, como forma de ampliar a cooperação entre países e prevenir riscos.

Segundo a Polícia Federal, a iniciativa consolida o papel do Brasil na articulação de operações conjuntas de segurança e evidencia a importância da integração internacional diante de eventos de grande porte e alcance global.

O que é a COP15?

A COP15 é o encontro para tomada de decisões entre os países-membros da Convenção sobre Espécies Migratórias, um tratado ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) para a conservação das espécies migratórias, seus habitats e rotas de migração em toda sua área de distribuição. 

A cada três anos, a  Conferência das Partes (COP), principal instância decisória da CMS, reúne asa 133 partes para definir as prioridades e o orçamento para tratar das espécies migratórias. 

É nesse espaço que os países aprovam planos de ação, atualizam as listas de espécies protegidas e adotam resoluções e decisões que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo.

Durante a conferência, são feitas ainda recomendações para os países membros sobre a necessidade de realizar mais acordos regionais para a conservação de espécies específicas. 

A Conferência avalia os avanços na implementação da Convenção e define as prioridades para o triênio seguinte. 

Por dentro das espécies migratórias

As espécies migratórias se deslocam de um lugar para outro em determinados períodos do ano, seguindo padrões que, na maioria dos casos, são regulares, cíclicos e previsíveis. Esse comportamento ocorre em todos os grandes grupos de animais, como mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e insetos. 

Na CMS, uma espécie migratória é aquela cuja população, ou parte dela, cruza as fronteiras entre países ao longo de seu ciclo de vida. Isso significa que a proteção desses animais depende da cooperação entre diferentes nações.

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