Cidades

EM JULGAMENTO

Adepol repudia ataque a Fábio Peró, delegado que investigou milícia que seria chefiada pelos Name

Em julgamento, é dito que o delegado teria colhido depoimentos 'bebendo' e 'cheirando' cocaína

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Em nota divulgada na tarde desta terça-feira (19), a AdepolMS (Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do Sul)  defende Fábio Peró, o chefe da  Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros por ele ter sido atacado durante o julgamento de Jamil Name Filho, Jamilzinho, um dos três envolvidos no assassinato do acadêmico de Direito Matheus Xavier, ocorrido em abril de 2019, em Campo Grande.

Peró foi um dos responsáveis pelas investigações que culminaram na prisão de Jamil Name, pai e Jamilzinho, filho, como chefes de uma milícia armada que agia em Mato Grosso do Sul. 

O delegado foi jurado de morte durante as investigações que começaram entre 2018 e 2019.

Em depoimento dado antes, Eliane Benitez Batalha, então mulher de um dos investigados por ligação com a mílicia, Marcelo Rios, prestou depoimentos ao delegado em que confirma a ligação do marido com os Name.

Ontem, terça-feira (18), contudo, em depoimento, ela desmentiu tudo. Disse que fez declarações ao delegado por medo, para proteger os filhos pequenos e que o delegado em questão, que a teria pressionado a falar o que ele queria para incriminar os Name.

O marido dela, Rios, também falou mal do policial. O delegado, segundo os depoentes, teria apontado arma contra eles, bebido e ainda cheirado droga durante depoimentos.

Para a acusação, a então mulher de Rios recebeu dinheiro de Jamilzinho, daí a mudança no depoimento.

O delegado ainda não comentou o caso, contudo, a Adepol, reagiu com esta nota:

A Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do Sul (ADEPOL/MS) vem a público REPUDIAR VEEMENTEMENTE os ataques que o Delegado de Polícia Fábio Peró Corrêa Paes sofreu em depoimentos prestados perante o Tribunal do Júri, na data de hoje, em sede de julgamento dos acusados pela morte do estudante Matheus Xavier.

Atacar, com fatos inverídicos, a honra pessoal do agente público que investiga, acusa ou julga é uma prática nefasta que já não mais surte efeito dissuasório perante a opinião pública ou perante a Justiça Criminal, diante da maturidade social do Brasil. E, no caso em tela, tem apenas o condão de lançar ofensas gratuitas que não desmerecem nem a investigação policial nem a ação penal que se desenvolve na atualidade.

Assim, a ADEPOL/MS coloca-se incondicionalmente ao lado do Delegado de Polícia, homem e pai de família, Fábio Peró Corrêa Paes, no resgate e proteção de sua honra e imagem perante a comunidade, perante seus pares e principalmente sua família, bem como buscará os elementos materiais necessários para a análise de adoção de futuras medidas judiciais compensatórias.

Campo Grande/MS, 19 de julho de 2023

Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Mato Grosso do Sul

 

 

chuva e vendaval

Uma semana após temporal que causou estragos, Campo Grande tem novo alerta para tempestades

Alerta é válido entre a noite de quinta e sexta-feira, com possibilidade de chuvas fortes e ventos intensos

16/09/2026 17h00

Temporal causou diversos estrados em Campo Grande no dia 10 de setembro

Temporal causou diversos estrados em Campo Grande no dia 10 de setembro Foto: Paulo Ribas

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Uma semana após ser atingida por um temporal com ventos de quase 90 km/h, Campo Grande tem novo alerta vigente para o risco de tempestades e vendaval. O temporal do dia 10 de setembro causou diversos estragos e levou a prefeitura a decretar situação de emergência.

Nesta quarta-feira (16), a Defesa Civil divulgou alerta amarelo para risco de tempestade, com base em informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  O aviso começa às 23h desta quinta-feira (17) e permanece válido até as 22h59 de sexta-feira (18).

De acordo com o alerta, são esperados volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, acompanhados de ventos intensos.

Entre os possíveis impactos estão baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos e árvores, alagamentos e descargas elétricas.

A Defesa Civil orienta a população a redobrar a atenção durante o período de instabilidade e evitar situações de exposição a riscos, especialmente durante a ocorrência de raios, ventos fortes e alagamentos.

Em caso de necessidade, a população pode acionar os serviços pelos seguintes números:

  • 156 – Solicitação de serviços;
  • 193 – Em caso de risco elétrico;
  • 199 – Defesa Civil.

Temporal

Desde a última quinta-feira (10), quando uma tempestade com vendaval atingiu Campo Grande, a Prefeitura da Capital registrou 450 ocorrências, sendo 423 envolvendo quedas de árvores e galhos. Devido aos estragos, foi decretada situação de emergência, reconhecida nesta quarta-feira pelo governo federal.

O prejuízo provocado pelo temporal é estimado inicialmente em pelo menos R$ 40 milhões, segundo a prefeita Adriane Lopes, mas o valor ainda pode aumentar à medida que avançam os levantamentos dos danos.

ara contar e reparar os danos, uma força-tarefa foi montada na semana passada, com equipes focadas em corte de árvores, recolhimento de entulhos e desobstrução de bueiros, além da atuação da Defesa Civil.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também atua com desvios de rota, auxílio aos condutores e reparo de 213 semáforos. Sete grupos atuam no conserto dos equipamentos semafóricos, além do efetivo da Guarda Civil Metropolitana na ordenação do fluxo de veículos.

No âmbito operacional, foram concluídas 118 ações emergenciais pela Agência Municipal de Habitação (Emha). Moradores das comunidades Nova Esperança, Jardim Seminário e Moreninhas precisaram de lonas em residências que sofreram destelhamentos durante as chuvas.  

A força-tarefa também inclui a área de assistência, com todos os 26 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) com as portas abertas para acolhimento da população e distribuição de cestas básicas, cobertores e colchões em algumas unidades.

A ação conta com parceria Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual e da Secretaria de Obras, além das concessionárias Energisa e Águas Guariroba.

zé pereira

Homem mata irmã a tiro e se mata em seguida em Campo Grande

Motivação do crime teria sido vingança pela irmã ter internado ele em clínica de reabilitação compulsoriamente

16/09/2026 16h33

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Um homem matou a irmã, Vera Lucia Rossatte da Cunha, 59 anos, a tiros, na tarde desta quarta-feira (16), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Na sequência, o homem se matou.

De acordo com a delegada Analu Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o caso é tratado perliminarmente como femincídio seguido de suícidio.

Conforme ela, o homem era dependende químico e teria sido internado em uma clínica de reabilitação pela irmã, contra sua vontade, há alguns anos, e ainda guardava mágoa pela situação.

"Já faz tempo que ele teve alta, mas ele culpava a irmã dele por conta disso", disse a delegada.

Nesta tarde, ele foi até a loja de aviamentos e cosméticos que Vera era proprietária, na Rua Sagarana, e atirou contra ela com um revólver calibre .38, cometendo o suícidio em seguida.

Uma vizinha, de 57 anos, ouviu os disparos e ao chegar ao local encontrou a mulher já morta, enquanto o homem estava agonizando.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local ambos já estavam em óbito.

A vizinha da vítima disse ao Correio do Estado que o homem ameaçava a irmã constantemente e que já havia prometido vingança pela internação compulsória.

Não havia, no entanto, nenhum boletim de ocorrência registrado contra o suspeito, assim como ele não tinha passagens, segundo a delegada.

A delegada informou que familiares e demais testemunhas serão ouvidas, assim como câmeras de segurança do comércio da vítima serão analisadas.

A mulher disse ainda que Vera era querida por todos no bairro, onde morava há mais de 25 anos. Ela deixa dois filhos.

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