Cidades

Reintegração de posse

Aeroporto de Campo Grande: Aena solicita reforço policial para despejo em estacionamento

Concessionária rompe contrato de estacionamento no Aeroporto de Campo Grande e cobra R$ 2,1 milhões; permissionário, que está com câncer, alega impacto da pandemia

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A Aena Brasil e a GJ de Souza Júnior Serviços - ME travam, desde o início deste ano, uma disputa por um dos espaços mais nobres do Aeroporto Internacional de Campo Grande: o estacionamento localizado em frente ao terminal de embarque.

A concessionária, estatal espanhola que passou a ser responsável pela gestão do aeroporto da capital de Mato Grosso do Sul em 2023, tem em mãos uma liminar concedida no mês passado para que a empresa que ocupa o estacionamento desde 2020 seja despejada.

Desde o dia 23 de outubro, obteve autorização do juiz Thiago Nagasawa Tanaka para realizar o despejo à força, com reforço policial e ordem de arrombamento, da empresa que administra o estacionamento.

A concessionária do aeroporto alega que o permissionário do estacionamento deve mais de R$ 2,1 milhões, montante que corresponde às outorgas em atraso (a maioria nunca foi paga) e ao percentual de 40% sobre o faturamento que deveria ter sido repassado à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e, agora, à Aena.

Estacionamento do Aeroporto Internacional de Campo Grande/Gerson Oliveira

Por outro lado, a empresa que administra o estacionamento em frente ao terminal de embarque e desembarque do Aeroporto Internacional de Campo Grande recorre a uma ação revisional, em que solicita a revisão do contrato de concessão firmado com a Infraero em 2020, alegando que ele foi praticamente descumprido. A empresa também afirma que, mesmo após mais de quatro anos da chegada do novo coronavírus, ainda sofre os impactos da pandemia.

Foi anexada ao processo uma fotografia do proprietário da empresa, Francis Fernandes Júnior, internado no início de outubro no Hospital Proncor para tratamento de câncer.

Em primeira instância, o magistrado da 2ª Vara Cível de Campo Grande, Thiago Nagasawa Tanaka, não acatou os pedidos de reconsideração da liminar com base nos argumentos apresentados e manteve a ordem de despejo.

"Não obstante, houve a concessão de prazo voluntário para a parte requerida desocupar a área ou adotar outras eventuais medidas que entendia cabíveis, a fim de evitar maiores prejuízos", afirmou o magistrado. 

A Aena Brasil, que criou uma sociedade de propósito específico (SPE) para administrar os aeroportos de Campo Grande, Congonhas (SP), além de outros em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, insiste na reintegração de posse do estacionamento ocupado pela empresa de Francis Fernandes Júnior.

Até a manhã desta segunda-feira, o estacionamento continuava funcionando normalmente e cobrando pelo uso dos automóveis que desejam estacionar no local.

Outra parceira

Em meio a briga na Justiça com o antigo administrador do estacionamento do Aeroporto Internacional de Campo Grande, a Aena já firmou contrato de parceria com a Estapar, uma das líderes em administração de estacionamento Brasil afora. 

“O estacionamento do Aeroporto de Campo Grande receberá investimentos para aumentar a comodidade e segurança dos usuários, com a criação de 50 vagas cobertas para carros e motos, além de uma área dedicada exclusivamente a caminhonetes, com vagas maiores para esse tipo de veículo”, informou a Aena. 

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tempo

Defesa Civil alerta para vendaval na sexta e sábado em Campo Grande

Além dos ventos fortes, a formação de um ciclone extratropical no sul do Brasil, associada ao avanço de uma frente fria, favorece o aumento da instabilidade em MS

06/08/2026 17h00

Alerta de vendaval é vigente até sábado

Alerta de vendaval é vigente até sábado Foto: Divulgação / Defesa Civil

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A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Campo Grande divulgou alerta para o risco de vendaval na Capital, entre as 23h desta quinta-feira (6) e as 22h59 de sábado (8). O alerta amarelo foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e prevê ventos entre 40 km/h e 600 km/h.

De acordo com o aviso meteorológico, há risco baixo de queda de galhos e árvores em pontos diversos da cidade em decorrência da intensidade dos ventos.

A Defesa Civil orienta que a população redobre os cuidados durante o período de vigência do alerta, evitando permanecer próximo a árvores, estruturas metálicas, placas de publicidade e locais com risco de queda de objetos.

Em caso de ocorrências, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156.

Em situações em que a queda acontecer sobre a fiação e há riscos de o imóvel ou a árvore estar eletrificada, o contato deve ser feito ao 193.

Previsão

Nesta sexta-feira (7), a formação de um ciclone extratropical sobre a região Sul do Brasil, associada ao avanço de uma frente fria, favorece o aumento da instabilidade atmosférica em Mato Grosso do Sul.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) há previsão de chuvas e, pontualmente, tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo, principalmente nas regiões oeste, sudoeste, extremo sul, centro-sul, sudeste e em áreas do leste do Estado.

Nestas localidades, os acumulados de chuva podem superar 30 mm em 24 horas.

Nas demais regiões, o tempo permanece mais estável, com sol e aumento da nebulosidade ao longo do dia e menor probabilidade para ocorrência de chuvas.

O tempo deve ficar seco, com índices de umidade relativa do ar entre 15% e 25%, além de altas temperaturas, próximas aos 40°C.

Em Campo Grande, a mínima prevista é de 22°C e a máxima de de 30°C.

No fim de semana, a previsão indica tempo mais firme, com sol e variação de nebulosidade em grande parte de Mato Grosso do Sul. Ainda são previstas altas temperaturas, de até 38°C, e baixos valores de umidade relativa do ar.

No entanto, ainda podem ocorrer pancadas de chuvas e tempestades que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento, especialmente nas regiões extremo sul, centro-sul, sudoeste e sudeste do estado. 

Meio Ambiente

MPMS cria unidade para atuar em crimes ambientais e conflitos fundiários no Pantanal

Nova Unidade Regional vai reforçar investigações sobre desmatamento, incêndios florestais, conflitos fundiários e proteção do Pantanal, dos povos originários e das comunidades quilombolas

06/08/2026 16h55

Incêndios e queimadas no Pantanal estão entre os casos que poderão ter atuação da nova unidade especializada criada pelo MPMS.

Incêndios e queimadas no Pantanal estão entre os casos que poderão ter atuação da nova unidade especializada criada pelo MPMS. Foto: SOS Pantanal.

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Em um movimento que amplia a estrutura de proteção ambiental em Mato Grosso do Sul, o Ministério Público Estadual (MPMS) oficializou a criação da Unidade Regional de Meio Ambiente, um núcleo especializado que passará a atuar de forma integrada nos casos de maior complexidade relacionados a crimes ambientais, queimadas, desmatamento, conflitos fundiários e proteção do patrimônio natural e cultural do Estado.

A medida foi publicada nesta quinta-feira (6) no Diário Oficial do MPMS e representa uma reestruturação da atuação ministerial diante do aumento da demanda por investigações de impacto regional. 

A nova estrutura foi criada em sintonia com a implantação da Vara Regional de Meio Ambiente, Conflitos Fundiários e Proteção dos Direitos dos Povos Originários e das Comunidades Quilombolas, que terá sede em Bonito.

Segundo a resolução, o objetivo é garantir que o Ministério Público possua uma estrutura especializada equivalente à nova organização do Poder Judiciário, permitindo maior agilidade e eficiência na condução de procedimentos e ações judiciais envolvendo questões ambientais de grande repercussão. 

Na prática, a Unidade Regional atuará de forma concorrente com os promotores naturais sempre que houver solicitação, concentrando esforços em ocorrências que extrapolem os limites de um único município ou apresentem elevada complexidade técnica e jurídica.

A proposta é fortalecer a atuação institucional em situações que exigem integração entre diferentes órgãos e promotorias.  

Entre os principais alvos da nova estrutura estão os casos envolvendo incêndios em vegetação nativa superiores a um hectare, supressão ilegal de vegetação, crimes ambientais cuja pena máxima ultrapasse quatro anos e ocorrências consideradas de grande repercussão social ou que provoquem impactos ambientais em mais de um município.

Também entram no escopo da unidade situações relacionadas à política de gestão de resíduos sólidos urbanos e danos ambientais de grande magnitude. 

A resolução estabelece que a unidade poderá atuar tanto na esfera cível quanto criminal, acompanhando medidas extrajudiciais, procedimentos administrativos e processos judiciais.

Em casos de incêndios florestais e desmatamentos, por exemplo, o núcleo poderá fiscalizar, juntamente com o promotor responsável pela comarca, o cumprimento de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados para recuperação ambiental. 

Outro foco da nova estrutura será a preservação do Pantanal, do patrimônio histórico e cultural da região, além da proteção dos direitos dos povos originários e das comunidades quilombolas abrangidos pela competência da nova Vara Regional.

O texto prevê que a atuação ocorrerá sempre que os danos ambientais tiverem alcance regional ou quando houver situações de elevada gravidade capazes de comprometer recursos naturais essenciais, a saúde pública ou a segurança da população.  

Além da atuação processual, a Unidade Regional terá atribuições estratégicas. Caberá ao novo órgão elaborar planos de ação, coordenar a mobilização das Promotorias de Justiça, integrar informações com o Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAOMA), promover a articulação entre instituições públicas e entidades da sociedade civil e desenvolver iniciativas voltadas ao fortalecimento das políticas ambientais em Mato Grosso do Sul. 

A resolução também prevê a celebração de convênios e termos de cooperação técnica para ampliar a capacidade operacional da unidade, além do apoio técnico de servidores das Promotorias de Justiça abrangidas pela circunscrição da nova Vara Regional de Meio Ambiente.

A coordenação ficará sob responsabilidade de um membro do Ministério Público designado pelo procurador-geral de Justiça.  

Como complemento à criação da nova estrutura, o Colégio de Procuradores também alterou a resolução que define as atribuições das Promotorias de Justiça e dos Ofícios Especiais de Atuação para incorporar oficialmente a Unidade Regional de Meio Ambiente ao organograma institucional do MPMS, consolidando sua atuação especializada em todo o Estado.

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