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Agetran suspende licitação dos radares e "novela" continua em Campo Grande

Recebimento de propostas já estava acontecendo e abertura da sessão seria na próxima terça-feira (27), à partir das 8h

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Em mais um capítulo, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) suspendeu a licitação dos radares em Campo Grande, que teria abertura de sessão na próxima terça-feira (27).

Segundo publicação no Diário Oficial desta quinta-feira (22), ela está suspensa para "análise e resposta dos pedidos de esclarecimentos referentes ao certame". Porém, nem a razão e nem as empresas responsáveis por darem entrada no pedido de suspensão foram divulgadas.

De acordo com o edital de licitação, a empresa vencedora do pregão eletrônico seria responsável pela "instalação, monitoramento e manutenção dos equipamentos registradores de infrações, incluindo o fornecimento de plataforma de gestão de dados, central de monitoramento, sistema de análise e inteligência de imagens veiculares e o sistema de processamento de imagens e infrações de trânsito".

Lembrando que, o valor máximo da licitação é de R$ 50.255.742,97, sob duração de 24 meses, ou seja, um valor mensal de R$ 2.093.989,29. Em comparação com o antigo acordo, haverá uma redução de mais de 16%, já que vencerá aquele com menor preço oferecido.

Ainda, neste novo contrato, 85 câmeras modelo Pan-Tilt-Zoom (PTZ) de videomonitoramento estão inclusas. Na planilha orçamentária, divulgada pela pasta, cada câmera sairá por R$ 646,31, cerca de R$ 55 mil pelos 85 PTZ-HDTV.

Ao todo, serão 1520 locações, cada uma custando R$ 525,65, ou seja, com valor total de R$ 798.988,00. Já as manutenções estão previstas por R$ 3.495.422,40. Somando tudo, as câmeras de videomonitoramento custarão R$ 4.349.346,75, que corresponde a quase 9% do contrato. Confira todos os equipamentos garantidos no edital:

Fonte: AgetranFonte: Agetran

Atualmente, a empresa responsável pelo gerenciamento dos equipamentos é o Consórcio Cidade Morena, entretanto, o prazo de validade do contrato, que já havia sido prorrogado, venceu em setembro do ano passado e não foi publicada renovação do acordo. Mesmo assim, os equipamentos continuam em operação.

RADAR

Radar fixo é um equipamento eletrônico que tem como finalidade detectar o excesso de velocidade dos veículos em diversas vias, simultaneamente, conforme a necessidade do órgão contratante.

As lombadas eletrônicas funcionam a partir de sensores, devidamente espaçados e colocados na via, que determinam a velocidade dos veículos.

Já o radar misto é capaz de flagrar avanço de sinal vermelho, parada sobre faixa de pedestre e conversão proibida. Os radares são automáticos e capazes de capturar a quantidade de faixas existentes na via.

Quando o veículo é flagrado, pelo equipamento eletrônico, cometendo algum tipo de infração, a imagem da placa é capturada e validada por um agente de trânsito. Após a validação, a autuação é encaminhada para o Detran, que identifica os dados do proprietário.

A partir de então, a infração segue para impressão, é encaminhada aos Correios e entregue na casa do condutor.

*Colaboraram Daiany Albuquerque e Naiara Camargo

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Travamento

MS-040 completa um mês de restrição a tráfego de caminhões

Desde então, veículos leves seguem pelo sistema de Pare e Siga, enquanto caminhões são impedidos de utilizar as pontes

07/10/2026 15h00

Trecho em obras na MS-040

Trecho em obras na MS-040 Foto: Divulgação

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Desde o dia 5 de setembro, pouco mais de um mês, obras em duas pontes restringem o tráfego de caminhões entre os quilômetros 205 e 223 da MS-040, trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo.  

As intervenções fazem parte das ações de melhoria da infraestrutura rodoviária administrada pela empresa Caminhos da Celulose, e segundo a concessionária,  têm como objetivo ampliar as condições de segurança para os usuários da via. 

Neste período, moradores, produtores e transportadoras já protestaram sobre o andamento das obras, justificativas que chegaram à Assembleia Legislativa por uma solução para o trecho.

Histórico

A restrição foi adotada pela concessionária no início de setembro, sob justificativa de intervenções nas estruturas. Desde então, veículos leves seguem pelo sistema de Pare e Siga, enquanto caminhões são impedidos de utilizar as pontes.

Para os veículos de carga, o desvio aumenta o percurso e afeta diretamente o transporte de produção e o abastecimento de Santa Rita do Pardo.

A falta de uma previsão para a liberação passou a ser o principal ponto de cobrança na Asembleia Legislativa no início do último mês. Na ocasião, o deputado estadual Pedro Arlei Caravina apresentou requerimento pedindo mais informações à concessionária e à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).

Entre os pedidos estão os laudos técnicos que fundamentaram a restrição, informações sobre as condições das pontes e um cronograma para execução dos serviços. Na ocasião, o parlamentar também questionou a possibilidade de instalação de uma ponte provisória para permitir a passagem de caminhões enquanto as obras não são concluídas.

“Não existe nenhuma obra a ser executada lá. Foi instalado um 'Pare e Siga', reduzido demais a passagem de veículos, passando com dificuldade caminhonetes, e não sei se veículos de urgência e emergência, como o Samu, conseguem passar naquele espaço”, afirmou Caravina durante discurso no plenário.

O deputado também cobrou uma definição sobre o prazo para a solução. Segundo ele, em contato com representantes da concessionária, a informação recebida foi de que somente no dia 25 último seria feita uma nova avaliação para definir o que precisaria ser executado.

A restrição já havia sido abordada pelo Correio do Estado na primeira semana de setembro, quando a concessionária iniciou a recuperação das duas estruturas. Dias depois, a situação passou a atingir diretamente o transporte de cargas, já que não havia uma rota alternativa próxima capaz de absorver o tráfego pesado sem ampliar significativamente o percurso.

Desde então, a discussão deixou de ser apenas sobre a recuperação das pontes e passou a envolver também a necessidade de uma solução provisória para garantir a circulação de cargas.

Caravina afirmou que a insatisfação entre produtores e moradores é generalizada e defendeu que a concessionária apresente um planejamento para reduzir os impactos enquanto as intervenções definitivas não são concluídas.

“Peço a possibilidade de uma ponte móvel para liberar pela lateral dela para retomar o tráfego de caminhões. Precisamos de um planejamento e uma informação o mais urgente possível”, disse.

O que falta esclarecer

Além do prazo para conclusão das intervenções, o parlamentar busca os motivos técnicos que levaram à restrição dos veículos pesados, o estágio atual das obras e quais medidas estão sendo adotadas para reduzir os impactos do bloqueio.

O Correio do Estado já questionou a Agems sobre a fiscalização do contrato de concessão da Rota da Celulose e sobre as medidas que podem ser adotadas diante da permanência da restrição.

A concessionária Caminhos da Celulose havia informado anteriormente que trabalhava na busca de uma solução para permitir a liberação parcial do trecho. Até o fechamento desta matéria, a empresa não apresentou uma atualização para o retorno dos caminhões. O espaço segue aberto. 

Colaborou Evelyn Thamaris*

CRISE EM TRANSPORTE ESCOLAR

Pneu se solta de ônibus escolar em movimento na MS-164

Outra roda do veículo quebrou após parada de emergência em rodovia por primeira roda que se soltou

07/10/2026 13h15

Montagem

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Um pneu de um ônibus escolar se soltou enquanto o veículo trafegava pela MS-164, enquanto ainda carregava alunos até o distrito de Itamarati, distrito a menos de 50 quilômetros de Ponta Porã. Em vídeo publicado nas redes sociais e gravado de dentro do ônibus por estudantes, é possível ver o pneu circulando na outra pista.

O caso aconteceu durante a terça-feira (6), e após a roda se deslocar, o veículo parou em meio a rodovia, sendo essa uma das reclamações de mães dos estudantes, por se tratar de uma via movimentada.

 

Segundo relato de uma mãe que postou os vídeos, e como é possível ver no registro, uma outra roda do mesmo ônibus também teria quebrado.

Em um dos registros aparecem ao menos cinco crianças dentro do ônibus, além do motorista, quando a roda atinge ao veículo, momento em que o ônibus para no acostamento.

A reportagem tentou entrar em contato com responsáveis pelos registros para identificar quantas crianças e adolescentes estavam dentro do veículo durante o ocorrido, mas não houve retorno até o momento de publicação da matéria.

A Prefeitura de Ponta Porã, responsável pelo transporte dos alunos estuda a situação, enquanto as mães de estudantes que utilizam o transporte mobilizam um protesto, que acontecerá amanhã (8), em frente a Escola Nova Itamaraty, na região rural do distrito, para cobrar respostas e condições melhores.

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