Cidades

ATAQUE EM ESCOLA

Agressor foi impedido de ter acesso aos alunos por professor e guarda após atacar vítima

Rapaz, que não teve identidade revelada, tentou entrar na área em que alunos esperavam pelo início das aulas, mas foi imobilizado

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Após uma mulher ser atacada no início da tarde desta quinta-feira (18), na Escola Municipal Franco Baís, na Avenida Calógeras, o instrutor de badminton que dá aulas na instituição, Willian Silva, disse que o suspeito tentou entrar na área em que os alunos estavam esperando pelo início das aulas. De acordo com ele, o agressor estava totalmente transtornado.

Ainda conforme o relatado pelo instrutor, o ataque aconteceu dentro da escola, no área próxima à secretaria, onde os pais aguardam quando vão buscar ou deixar seu filhos. Após esfaquear a mulher, ele tentou passar para onde as crianças estava, mas foi impedido, tendo a passagem impedida por uma mesa posta pelo técnico e por um professor. 

Ele precisou ser imobilizado com um mata-leão para ser impedido de atacar mais pessoas, contudo, ainda não se sabe qual foi a motivação do crime e o que o levou a querer entrar na escola. 

“Ele chegou, deu uma facada nas costas da mulher e quando vimos ele estava tentando entrar e jogamos a mesa pra cima dele. Eu desarmei ele, mas acho que ele estava mirando na coordenação, mas não posso afirmar isso com certeza, mas ele não falou nada, mas parecia que estava em choque”, disse. 

Ainda conforme o relato, ele estava conversando com a mãe do aluno que foi atacada na porta da escola.

O ataque aconteceu quando o filho da mulher entrou para o início das aulas e, neste momento, o agressor chegou pelas costas da vítima e deu um soco na lombar, local em que ele esfaqueou. 

Após a agressão, o suspeito correu para o portão que dava acesso ao local onde as crianças aguardavam o início da aula, mas foi imobilizado pelo segurança. De acordo com a testemunha, ele estava com duas facas na mão, que foram retiradas pelo técnico. 

“Quando eu entrei na sala dos professores, ela [vítima] estava bem e chamamos o socorro”, disse, completando que nenhuma criança presenciou o crim

Ao Correio do Estado, Carlos Evangelista Ortiz, policial militar do Núcleo de Inteligência e Segurança da Secretaria Municipal de Saúde, disse que informações preliminares confirmam que o ataque foi feito por um ex-aluno da escola, que vestia um uniforme da Rede Estadual de Ensino (SED). 
 

ENTENDA O CASO 

O autor do ataque na manhã desta quinta-feira(18), foi detido por equipe da Polícia Militar.

O menor de 18 anos, cuja idade ainda não foi confirmada (há quem fale em 15 e quem fale em 17 anos) foi levado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Adolescente (Deaij).

A identificação do ex-aluno, nem mesmo da mãe de aluno da escola ferida, foram fornecidas pelas autoridades responsáveis, que ainda estão dentro da escola.

Apurações revelam que, deixando a instituição municipal, o autor mudou para uma escola estadual próxima da região e, inclusive, estava uniformizado na hora do ataque. 

Devido ao incidente, diversos pais buscaram seus filhos que deveriam entrar para mais um dia letivo no turno vespertino.

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*Matéria alterada às 17h03 para correção de informações

Momentos de Tensão

Homem morre após atirar contra PM, invadir casa de idosa e ser baleado em MS

Um dos tiros atingiu o colete de um policial; suspeito entrou em residência durante tentativa de fuga e morreu após ser socorrido em Bataguassu.

15/09/2026 18h28

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu.

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu. Foto: Reprodução Redes sociais.

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Um homem identificado como Wesley morreu após um confronto com policiais militares em Bataguassu, depois de ser denunciado por moradores por supostamente andar armado pelas ruas, ameaçar pessoas e efetuar um disparo em via pública. Durante a ocorrência, ele ainda teria atirado contra a equipe policial e invadido a casa de uma idosa na tentativa de fugir.

De acordo com as informações iniciais, a Polícia Militar foi acionada depois que moradores relataram a presença de um homem armado no bairro.

Segundo testemunhas, Wesley caminhava pela região com um revólver, apontava a arma para pessoas que estavam na rua e dizia em voz alta que mataria alguém.

Antes mesmo da chegada da viatura, vizinhos ouviram um disparo. Os relatos feitos aos policiais indicavam que o homem continuava armado e ameaçando quem passava pelo local.

A situação se agravou quando a equipe da Polícia Militar chegou à região. Conforme as informações preliminares da ocorrência, Wesley percebeu a aproximação da viatura e efetuou disparos contra os policiais.

Um dos tiros atingiu o colete à prova de balas de um dos integrantes da equipe. O policial não foi atingido diretamente pelo projétil.

Na sequência, Wesley tentou escapar e correu em direção a uma residência localizada na Rua Diamantino, esquina com a Rua 13 de Outubro.

No momento da fuga, uma idosa deixava o imóvel. Wesley teria aproveitado a abertura da residência para entrar na casa, enquanto os policiais acompanhavam a movimentação.

Diante da possibilidade de a idosa ser mantida como refém, ela foi retirada da residência e deixou o imóvel em segurança. Durante o restante da ocorrência, a moradora permaneceu em uma casa próxima, onde recebeu apoio de vizinhos.

Com a moradora fora do imóvel, os policiais prosseguiram com a intervenção. Segundo a versão inicial apresentada pela Polícia Militar, houve um novo confronto dentro da residência, e dois disparos efetuados pela equipe atingiram Wesley.

Mesmo depois do confronto, o homem foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de Bataguassu. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Com Wesley, foi apreendido um revólver calibre .38 Special, que deverá passar pelos procedimentos periciais relacionados à investigação.

A área onde ocorreu o confronto foi isolada para preservar a cena. Peritos do Núcleo de Perícias de Bataguassu estiveram no endereço e realizaram os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias da morte.

A idosa que teve a residência invadida não ficou ferida e permaneceu em uma casa próxima durante o atendimento da ocorrência. A avó de Wesley também mora na mesma quadra, na Rua 13 de Outubro.

Investigação vai apurar origem da arma

As circunstâncias da ocorrência deverão ser investigadas, incluindo a dinâmica dos disparos efetuados antes e durante a intervenção policial.

Entre os pontos a serem esclarecidos está a origem do revólver calibre .38 encontrado com Wesley. A investigação também deverá buscar identificar quem seria a pessoa que ele supostamente ameaçava matar antes da chegada dos policiais.

O histórico policial de Wesley também deverá integrar a apuração. Conforme as informações disponíveis, ele já possuía registros anteriores envolvendo porte de drogas, dano, resistência, lesão corporal e violência doméstica.

Em um dos episódios anteriores, a avó de Wesley precisou ser hospitalizada depois de tentar defender a própria filha durante uma situação de agressão atribuída a ele. O episódio foi registrado na delegacia de Bataguassu e passou a integrar seu histórico policial.

Agora, além de esclarecer o que ocorreu dentro da residência, a investigação deverá confrontar os relatos dos policiais e das testemunhas com os elementos recolhidos pela perícia, incluindo a arma apreendida, para estabelecer a sequência dos disparos e as circunstâncias que terminaram com a morte de Wesley.

Saúde

Mais de 21 mil crianças já receberam vacina contra pneumonia em MS

Pneumo 20 passou a fazer parte do calendário infantil em 2026 e protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo

15/09/2026 18h00

Reprodução/Agência Brasil-Tomaz Silva

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Mais de 21,7 mil crianças menores de 5 anos já receberam a vacina Pneumo 20 em Mato Grosso do Sul desde o início da estratégia de vacinação, em junho. O imunizante passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação em 2026 e amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, entre elas pneumonia e meningite.

No Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária já foram vacinadas desde o início da estratégia. A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e também oferece proteção contra otite média, que pode provocar complicações, inclusive perda auditiva.

A vacinação contra o pneumococo é voltada principalmente à prevenção das formas graves da doença, que podem evoluir para complicações e levar à internação, especialmente entre crianças pequenas.

Entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica no Brasil, com 1,4 mil mortes. A taxa de letalidade no período foi de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 589 casos e 187 óbitos.

Esquema de vacinação

A substituição da Pneumo 10 pela Pneumo 20 ocorre de forma gradual, enquanto os estoques da vacina anterior ainda são utilizados na rede pública. Por isso, o esquema infantil passa temporariamente pela combinação dos dois imunizantes.

Para crianças que estão iniciando a vacinação, a orientação é receber a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.

Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10 não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. Já aquelas que iniciaram a vacinação com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada podem completar o esquema com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.

Após o fim dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil passarão a ser feitas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem conferir a situação vacinal das crianças na caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso haja alguma dose pendente. O histórico também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

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