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FEMINICÍDIO

Amamsul lamenta morte de juíza e diz que fará ações para enfrentamento de crimes contra mulheres

Juíza foi esfaqueada pelo ex-marido na frente das três filhas, no Rio de Janeiro
26/12/2020 10:17 - Glaucea Vaccari


A Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul) emitiu nota de pesar e solidariedade aos familiares da juíza Viviane Vieira do Amaral Arrenzoni, 45 anos, assassinada pelo ex-marido na véspera de Natal (24), no Rio de Janeiro.

Em nota, Amamsul afirma que, além do pesar, se compromete a realizar ações concretas para o enfrentamento dos crimes contra as mulheres, nos ambientes público e privado.

“O feminicídio é um crime de ódio, com raízes na estrutura patriarcal e sexista presente na nossa sociedade e por meio da qual se deseja manter a mulher na condição de subalternidade e inferioridade”, diz a nota.

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Ainda conforme a Amamsul, o número de feminicídios tem aumentando expressivamente no Brasil e em Mato Grosso do Sul e, “acontece justamente nos momentos em que as mulheres resolvem abandonar os papéis sociais a elas impostos”.

Por fim, a nota afirma que os princípios de igualdade e da dignidade da pessoa humana estão previstos na Constituição Federal.

“Toda a sociedade é responsável pela busca da igualdade de fato entre os gêneros e os magistrados sul-mato-grossenses não poderiam se abster de cumprir seu papel, de forma a contribuir para a construção de uma sociedade menos violenta, mais solidária e isonômica”, finaliza.

Feminicídio

A juíza do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) foi assassinada na última quinta-feira (24), véspera do Dia de Natal, pelo ex-marido Paulo José Arronenzi, de 52 anos, preso em flagrante.

A magistrada foi esfaqueada no momento em que entregaria as três filhas que tinha com Arronenzi para passar o Natal com ele.  

Ela chegou a pedir medida protetiva contra o ex-marido, mas depois retirou o pedido. A escolta era feita pela segurança do Tribunal de Justiça.

A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do engenheiro.