Cidades

Tragédia

Ambev suspenderá produção de cerveja em fábrica no RS para envasar água

A produção de cerveja na fábrica de Viamão, no Rio Grande do Sul, será interrompida para enlatar água

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A Ambev anunciou que vai parar a produção de cerveja na fábrica em Viamão, na grande Porto Alegre, para envasar água potável e doar à população do Rio Grande do Sul.
Empresa diz que serão cerca de 850 mil latas de água de 473 ml produzidas por dia na cervejaria de Viamão. Parceria foi feita com a empresa Ball, líder global na produção de latas de alumínio, que disponibilizou as latas de 473 ml. 

Distribuição da água terá início na quarta-feira (8). O insumo será enviado ao governo local e à Defesa Civil do RS, que vão entregar a água às pessoas afetadas pela chuva.

Companhia diz que precisou levar de São Paulo alguns maquinários para viabilizar a adaptação de sua fábrica. "Como uma empresa brasileira, estamos e estaremos sempre ao lado dos brasileiros em todas as situações", afirmou Jean Jereissati, presidente da companhia. Ambev diz que já doou mais de 560 mil de litros de água para o estado - sendo 185 mil litros para a população de 11 municípios afetados e 375 mil em caminhões-pipa para suprir a necessidade de água de hospitais da grande Porto Alegre.

A falta de água potável em Porto Alegre, por causa das enchentes que atingem o estado, levou uma multidão aos mercados. Das seis estações de tratamento de água do Departamento Municipal de Água e Esgotos da capital gaúcha, quatro estão com operações suspensas.

CHUVAS DEIXAM AO MENOS 95 MORTOS NO RS 
Municípios gaúchos são atingidos há mais de uma semana pelos impactos de tempestades na região. Além de 95 mortos, o estado contabiliza 131 desaparecidos e 372 feridos, segundo informou o governador do RS, Eduardo Leite, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (7).

78% dos municípios gaúchos foram afetados pela chuva. Ao todo, 388 municípios e 1,3 milhão de pessoas foram afetadas pelas tempestades. Há 155.741 desalojados e 48.147 pessoas alocadas em abrigos.
 

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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