Cidades

FRONTEIRA

Ameaçado de morte, oficial da PM recebe escolta

Ameaçado de morte, oficial da PM recebe escolta

DA REDAÇÃO

26/09/2011 - 15h00
Continue lendo...

Após receber constantes ameaças de morte, o major PM Joilson Queiroz Sant’Ana, comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar Rodoviário (14º BPMRv), desde o dia 16 passou a ter escolta diuturna executada por policiais militares da Companhia Independente de Policiamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe).

De acordo com o comando da instituição as ameaças seriam uma retaliação do crime organizado, especialmente aqueles vinculados ao tráfico de drogas e contrabando de mercadorias do Paraguai e da Bolívia, que foram fortemente atingidos pelo trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Major Joilson à frente do 14º BPMRv. Ele assumiu o comando da unidade em 4 de fevereiro de 2011, e desde então intensificou a fiscalização nas rodovias estaduais o que resultou na apreensão de mais de 14 toneladas de maconha no período de seis meses e de 376 ocorrências envolvendo contrabando e descaminho, incluindo a apreensão de grande volume de cigarros vindos dos países vizinhos.

O Comandante da Polícia Militar informa que a Agência Central de Inteligência já está levantando informações que levam aos possíveis autores das ameaças e que a escolta ao Major permanecerá até que o risco à sua integridade física cesse. “Preciso garantir condições de trabalho ao Major Joilson que vem, por ordem deste Comando, empreendendo forças no sentido de combater, sem tréguas, o tráfico de drogas, o contrabando e o descaminho, prestando um serviço essencial para a sociedade sul-mato-grossense”, informou o Coronel Carlos Alberto David dos Santos, Comandante-Geral da PMMS.

CRIME | EX-PREFEITO

Imagens de circuito interno gravaram morte em mansão de Bernal

Nas mãos da polícia, material deve ajudar a esclarecer os fatos que terminaram na morte de fiscal tributário em disputa pelo imóvel que acumula R$345 mil em dívidas de IPTU

25/03/2026 09h44

Após vítima abrir portão social com chaveiro, por volta das 12h56, o B.O narra que Bernal chegou às 13h44 e desceu do veículo já com uma arma de fogo.

Após vítima abrir portão social com chaveiro, por volta das 12h56, o B.O narra que Bernal chegou às 13h44 e desceu do veículo já com uma arma de fogo. Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

Registrada no começo da tarde de terça-feira (24) em Campo Grande, a morte do fiscal tributário, Roberto Carlos Mazzini, pelas mãos do ex-prefeito da Capital, Alcides Bernal, foi registrada pelas câmeras de circuito interno privado que fazem o monitoramento da mansão e, nas mãos da polícia, devem ajudar a esclarecer os fatos na disputa por esse imóvel onde o crime foi registrado. 

Com dívidas referente ao popular Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) que chegam a casa dos R$345 mil, o imóvel em questão possui equipamentos de vigilância pertencentes à empresa de monitoramento New Line. 

Conforme os itens relacionados no Boletim de Ocorrência (B.O), a empresa em questão forneceu um pen drive de 16 gigas de memória, contendo as imagens da morte de Roberto Carlos Mazzini pelas mãos de Alcides Bernal. 

Além disso, o próprio boletim de ocorrência deixa claro um primeiro passo a passo que cita algumas vezes o trabalho da empresa de monitoramento interno privado empregada na mansão. Como narra o B.O, Bernal teria recebido uma notificação da New Line. 

Aqui fica claro que as ações resumiram-se às atividades e encargos da própria empresa, que diante do sinal que alguém estaria tentando entrar no imóvel pelos meios não convencionais "e fez contato com o autor, supostamente proprietário/ex-proprietário do imóvel que foi ao local", complementa o boletim. 

Linha do tempo

O registro dos fatos aponta que a vítima chegou até a mansão em disputa, que fica na Rua Antônio Maria Coelho, 3242 - Bairro Jardim dos Estados, antes das 13h. Em sua Toyota, Roberto Carlos Mazzini chegou à residência junto de um chaveiro, identificado como Maurílio da Silva. 

Depois disso, o portão social foi aberto por volta de 12h56 e, após conseguirem acesso ao imóvel, ambos foram rumo à porta de entrada. Alcides Bernal teria chegado na mansão às 13h44. 

"Pelas imagens de câmeras fornecidas pela empresa, o senhor Alcides Bernal chegou ao local em seu veículo, desceu do veículo já com uma arma de fogo, foi em direção à vítima, e efetuou dois disparos", cita o texto oficial do boletim de ocorrência. 

Em um primeiro momento, o crime envolvendo o radialista, vereador por dois mandatos e ex-prefeito, foi noticiado como uma recusa de Bernal em entregar o imóvel que em um primeiro pregão ainda em 2023 foi ofertado por R$3,7 milhões, mas ninguém se interessou. 

Posteriormente, a vítima Roberto Carlos Mazzini foi identificado como fiscal tributário da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), considerado um dos cargos mais cobiçados do Executivo Estadual, acabou comprando a mansão quando o valor caiu para R$ 2,4 milhões.

Ainda no fim da tarde de ontem, o ex-prefeito de Campo Grande justificou que matou a tiros fiscal tributário na tarde desta terça-feira (24), “para se defender”, com a defesa apontando já na manhã de hoje (25) que Bernal inclusive teria acionado os bombeiros e que "não sabia da morte". 

Sobre a mansão, vale destacar que a casa de 680 metros quadrados foi tomada pela Caixa e, após o arremate pelo leilão, estava nessa disputa de posse, sendo que Mazzini mantinha a  tinha a esperança de receber em torno de R$ 850 mil do ex-prefeito a título de aluguel mensal de R$ 24,1 mil retroativo a abril de de 2023, quando o banco tomou a casa de Alcides Bernal. 

Além disso, o valor do IPTU é alto, R$344.923,14, já que essa casa trata-se de uma construção antiga, com área construída localizada em área nobre da Capital, em um terreno de 1,4 mil metros  quadrados.

Para fins de comparação das dimensões dessa mansão, um terreno convencional, de 12 metros por 30, soma um total de 360 metros quadrados. 
**(Colaboraram Alison Silva e Felipe Machado). 

 

Assine o Correio do Estado

EX-PREFEITO

Bernal chamou bombeiros após tiros e não sabia da morte, diz defesa

Defesa sustenta legítima defesa e pede que Bernal responda em liberdade após audiência

25/03/2026 09h03

Segundo Meza, Bernal agiu em legítima defesa ao se deparar com pessoas dentro do imóvel onde reside

Segundo Meza, Bernal agiu em legítima defesa ao se deparar com pessoas dentro do imóvel onde reside Marcelo Victor

Continue Lendo...

A defesa do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, afirmou nesta quarta-feira (25) que ele chamou o Corpo de Bombeiros após atirar em Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. A declaração foi feita pelo advogado Oswaldo Meza momentos antes da audiência de custódia, realizada nesta manhã no Fórum de Campo Grande.

“O doutor Bernal chamou o Corpo de Bombeiros para atender. Não sabia que a pessoa veio a óbito”, declarou Meza, acrescentando que os tiros foram feitos “na linha da cintura”, o que, segundo ele, demonstra que Bernal “não atirou para matar”.

Segundo o advogado, Bernal agiu em legítima defesa ao se deparar com pessoas dentro do imóvel onde reside. “Ele foi surpreendido por três indivíduos que invadiram a sua residência. Um deles partiu para cima e ele, com a sua arma, devidamente registrada, efetuou dois disparos”, afirmou.

Meza também sustentou que o imóvel ainda estava sob posse de Bernal e que a situação jurídica não autorizaria a entrada das pessoas no local. “O processo ainda estava sendo discutido, o Bernal ainda estava na posse, ainda está na posse da casa. É uma ação da Caixa, ele estava discutindo a purgação da mora, não havia oficial de Justiça, nem mandado de imissão na posse. Então, realmente foi invadido”.

O advogado acrescentou que Bernal não sabia quem eram as pessoas que entraram no imóvel. “Supostamente tinha uma pessoa que diz que era chaveiro, mas o boletim de ocorrência aponta que se trata de um servidor aposentado do Tribunal de Contas, o filho dele era um GCM, provavelmente uma pessoa que talvez estaria no local, segundo o depoimento do Dr.”.

A versão apresentada pela defesa diverge do boletim de ocorrência, que aponta a presença de apenas duas pessoas no local: a vítima e um chaveiro. “Segundo o depoimento do doutor, eram três indivíduos, mas isso ainda será esclarecido pela polícia”, disse.

Entenda o caso

O caso ocorreu na tarde de terça-feira (24), em um imóvel localizado na Rua Antônio Maria Coelho, região central da Capital. De acordo com a Polícia Civil, Bernal procurou a 1ª Delegacia de Polícia informando que havia atirado em um homem que teria invadido sua residência.

No local, investigadores encontraram Roberto Carlos sendo socorrido pelo Samu, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de 25 minutos depois.

As apurações iniciais indicam que a vítima havia arrematado o imóvel em leilão e foi até o local acompanhada de um chaveiro para tomar posse. A defesa, no entanto, sustenta que o processo ainda estava em discussão judicial e que não havia mandado de imissão na posse, o que caracterizaria invasão.

Bernal foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), sendo autuado por homicídio qualificado.

Investigação segue

O delegado Danilo Mansu informou que as circunstâncias do caso seguem em apuração. Imagens de câmeras de segurança e demais provas devem auxiliar na reconstituição dos fatos.

A defesa afirmou que vai solicitar que Bernal responda ao processo em liberdade, alegando que ele é réu primário, possui residência fixa e profissão definida.

A decisão sobre a manutenção ou não da prisão deve ser definida ainda hoje, após a audiência de custódia.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).