Cidades

SUCATEAMENTO

ANTT aprova normas para nova licitação da ferrovia Malha Oeste

Previsão é de que sejam investidos até R$ 89,2 bilhões para "ressuscitar" a velha ferrovia, que está sob os cuidados da Rumo

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Faltando 40 dias para o fim da concessão da  ferrovia Malha Oeste, em 30 de junho, a diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou nesta quinta-feira (21) as minutas do edital e do contrato da licitação da linha férrea, que tem o certame previsto para ocorrer no segundo semestre deste ano.

A ANTT manteve a proposta do Governo federal em conceder empréstimos para investimentos em locomotivas, trilhos, vagões e outros bens. A estimativa divulgada era de que sejam aplicados R$ 35,7 bilhões em infraestrutura pela vencedora.

Este valor foi divulgado pelo Ministério dos Transportes em novembro do ano passado, ao anunciar que o leilão ocorreria em julho deste ano. Além destes R$ 35,7 bilhões, o vencedor do certame da Malha Oeste, entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP), com 1.625 km, teria de investir mais R$ 53,5 bilhões na operacionalização (manutenção e veículos), totalizando R$ 89,2 bilhões ao longo de 57 anos para garantir o funcionamento da linha férrea. 

O dinheiro viria de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de até 80% dos investimentos totais, condicionado a capacidade de pagamento  no prazo de até 34 anos. 

Só que em seu voto na reunião da diretoria da ANTT, o diretor relator Lucas Asfor, não deu detalhes do processo licitatório, resumindo  que as minutas têm “previsão de mecanismos voltados ao aumento da atratividade do projeto, incluindo a possibilidade a de aportes públicos destinados a investimentos em bens reversíveis (equipamentos), além da adoção de soluções regulatórias que ampliam a viabilidade econômico-financeira do empreendimento e favorece a competitividade do certame.” 

Ele também ressaltou que no aspecto técnico, “os estudos apresentados possuem elevado grau de profundidade  e abrangência, contemplando análise de demanda, operação, capacidade, engenharia, modelagem econômico financeira e questões sócios ambientais. A modelagem incorporou mecanismos modernos  de regulação e fiscalizações, com monitoramento contínuo na saturação da malha, investimentos condicionados à demanda e instrumentos voltados à melhoria da governância contratual.”

Após ler seu voto, os diretores aprovaram o relatório, que agora será encaminhado ao Ministério dos Transportes e ao TCU (Tribunal de Contas da União). Obrigatoriamente o colegiado tem que dar o seu aval para a proposta da ANTT para que o certame tenha continuidade.

O  TCU (Tribunal de Contas da União) tem no mínimo 90 dias para analisá-los e decidir se aprova as regras da licitação. São 75 dias nas mãos da área técnica para dar o parecer, mais 15 dias para o ministro relator dar sua decisão.

A licitação da Malha Oeste vai ocorrer após o Ministério dos Transportes tentar a relicitação com a atual concessionária, a Rumo. Mas o processo foi barrado pelo TCU em maio do ano passado ao ver que proposta daquela época previa a devolução de 1,6 mil km da ferrovia, com a Rumo ficando com cerca de 500 km. 

A empresa poderia construir e reformar de 491 Km com rentabilidade garantida pelo transporte de celulose e minério de ferro. Seriam recapacitados  47 km entre Corumbá a Ladário, Corumbá a Agente Inocêncio e Agente Inocêncio a Porto Esperança, na bitola métrica.

Além disso, a rebitolagem (instalação da bitola larga) em 300 km entre  Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas; a construção de 55 km de linha férrea entre a fábrica da Suzano, ao sul de Três Lagoas, até o contorno ferroviário do município; a construção de novo segmento com extensão de 89 km ligando  Três Lagoas a Aparecida do Taboado, na Malha Norte.

O Ministro do TCU Aroldo Cedraz, relator do processo, considerou que a proposta não se encaixava como relicitação, já que mudaria toda a concessão, determinando a realização do leilão.

Fatalidade

Ms registra três mortes em rodovias, na última quarta-feira

Duas mulheres morreram na MS-276 e um homem faleceu após capotar na MS-162

21/05/2026 11h45

Trecho entre Nova Andradina e Taquarussu

Trecho entre Nova Andradina e Taquarussu Foto: Reprodução / Jornal de Nova

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As fatalidades por acidentes têm sido frequentes nas rodovias do Estado, a região sul de MS registrou nas duas últimas noites três mortes. 

Na manhã da última quarta-feira (20) uma camionete Hilux capotou após o condutor perder o controle da direção. 

A outra fatalidade aconteceu no trecho da MS-473, entre Nova Andradina e Taquarussu, onde duas mulheres em uma motocicleta foram atingidas por um carro e faleceram ainda no local. 

O acidente envolvendo a Hilux, aconteceu quarta-feira, entres as cidades de Ponta Porã e Antônio João, o veículo capotou diversas vezes após o condutor perder o controle da direção.  

À bordo da caminhonete havia dois homens de 69 anos, ambos moradores de Dourados, de acordo com sites locais, há uma divergência sobre quem estava no comando do veículo, se era a vítima ou a pessoa que sobreviveu. 

Eliseu Avila da Cruz, faleceu ainda no local do acidente, enquanto o outro passageiro foi encaminhado inicialmente ao Hospital de Antônio João, mas devido a gravidade dos ferimentos, foi levado posteriormente para uma unidade hospitalar em Dourados. 

Trecho entre Nova Andradina e TaquarussuApós capotar várias vezes, camionete fica completamente destruída - Foto: Reprodução /  Ponta Porã News

A fatalidade envolvendo as duas mulheres, aconteceu na noite da última quarta-feira (20), próximo à um frigorífico em Nova Andradina. 

Segundo sites locais, as moças estavam a bordo de uma motocicleta, indo sentido Nova Andradina, quando foram atingidas por um carro que percorria na mesma direção. 

Com a batida, as duas pessoas que estavam na moto, faleceram ainda no local antes mesmo da chegada dos primeiros socorros, o condutor do carro, que era um Jetta TSI, da Volkswagen, também teve ferimentos e foi encaminhado para o Hospital Regional de Nova Andradina. 

Dentro do veículo foram encontradas duas latas de cerveja, além disso o motorista confirmou posteriormente que havia bebido bastante, antes de dirigir. Ele foi preso em flagrante por homicídio e por dirigir sob efeitos de bebidas alcoólicas. 

Trecho entre Nova Andradina e TaquarussuApós a colisão o carro arrastou a moto por alguns metros na pista - Foto: Reprodução / Jornal da Nova

PRISÃO DO DIRETOR

Após escândalo, Agesul lança mais 3 licitações multimilionárias

Agora já são sete lotes de licitações para manutenção de rodovias com e sem esfalto. Juntos, ultrapassam os R$ 748 milhões

21/05/2026 10h35

Pacote de licitações para manutenção de estras está sendo lançado poucos dias depois da prisão e exoneração do ex-diretor da Agesul

Pacote de licitações para manutenção de estras está sendo lançado poucos dias depois da prisão e exoneração do ex-diretor da Agesul

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Dois dias depois de anunciar a licitação de R$ 446,76 milhões para manutenção de estradas com e sem asfalto em quatro regionais diferentes, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) lançou nesta quinta-feira (21) mais três lotes, que somam mais R$ 302 milhões. Ao todo, os sete lotes somam R$ 748,83 milhões. 

Os anúncios ocorrem pouco mais de uma semana depois da prisão do engenheiro Rudi FIorese, que até o dia 12 de maio comandava a Agesul. A prisão dele em meio à operação Buracos Sem Fim, do Ministério Público, ocorreu em decorrência de supostas fraudes em contratos no período em que estava à frente da secretaria de obras da prefeitura de Campo Grande. 

Porém, em fevereiro deste ano, doze dias depois de assumir o comando da Agesul, o engenheiro renovou o contrato com a empreiteira Rial para continuar fazendo por mais um ano manutenção de 417 quilômetros da regional de Camapuã. 

Com esta renovação, a empresa pertence a Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa garantiu faturamento anual de R$ 9,9 milhões. E, por conta das suspeitas de superfaturamento de serviços de tapa-buracos na prefeitura de Campo Grande, o empreiteiro também foi preso na operação. Ambos continuam na cadeia. 

No dia 14 de março, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado, a empreiteira Rial renovou outro contrato com a Agesul, que estava sob comando de Rudi Fiorese desde o começo de fevereiro. O valor é deste contrato foi de R$ 11,5 milhões para manutenção de vias pavimentadas e não pavimentadas na regional de Três Lagoas durante um ano. 

Nesta renovação já constava a observação de que o contrato poderia ser rompido caso houvesse nova licitação. E o anúncio de sete lotes de licitações que a Agesul fez nesta semana é justamente para substituir estes antigos contrados, que já haviam sido renovados sem licitação ao menos cinco vezes. 

A previsão é de que as propostas dos primeiros quatro lotes, que somam R$ 446,76 milhões sejam abertas no dia 8 de junho. As outras três, referentes aos lotes 6, 7 e 8, tem abertura de propostas prevista para 10 de junho. Mas, novos lotes devem ser anunciados nos próximos dias.

Procurada na terça-feira, a Agesul não informou qual o período de vigência destes novos contratos. Os anteriores tinham validade de um ano e podem ser renovados por mais cinco. Os termos de referência, que normalmente dão detalhes das licitações, ainda não estão disponíveis no site da Agesul. Porém, levando em consideração os altos valores, desta vez as licitações serão para períodos mais longos.

No caso do lote 04, o maior de todos, da região leste do Estado, o valor máximo é de R$ 181,2 milhões. E é justamente nesta região que atualmente atua a construtora Rial, que em março renovou contrato para a manutenção das estradas na região de Três Lagoas.

Veja o valor das sete licitações anunciadas até agora:

LOTE 01 – REGIÃO CENTRO - R$ 83.470.654,51

LOTE 02 – REGIÃO CENTRO - R$ 98.654.090,46

LOTE 03 – REGIÃO CENTRO - R$ 83.378.212,93

LOTE 04 – REGIÃO LESTE - R$ 181.257.149,53

LOTE 06 – REGIÃO NORTE - R$ 97.521.760,69

LOTE 07 – REGIÃO NORDESTE - R$ 104.486.353,81

LOTE 08 – REGIÃO NORDESTE - R$ 100.066.322,59

Prisão

Fiorese e o dono da Rial estão presos por suposto envolvimento em um esquema de fraudes em contratos de tapa-buracos em Campo Grande. No dia da operação, 12 de maio, o policiais encontraram R$ 186 mil em dinheiro vivo na casa do então diretor da Agesul

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, entre 2018 e 2025, a empresa investigada na operação “Buracos Sem Fim” acumulou contratos e aditivos que ultrapassam R$ 113 milhões.

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