Cidades

MORADIA POPULAR

Aporte de R$ 1 milhão concluirá obras do residencial Rui Pimentel I e II

No total, 260 famílias foram selecionadas com moradias

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Foi assinada nesta terça-feira (2), a autorização para aporte de recursos municipal e estadual que serão utilizados para conclusão das obras do Residencial Rui Pimentel I e II, localizado no Jardim Centro-Oeste, região sul de Campo Grande. 

O empreendimento foi contratado em 2012, por intermédio do programa Minha Casa Minha Vida, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e estava previsto para ser entregue em 2016. No entanto, a empresa contratada na época pela Caixa Econômica (agente financeiro responsável) decretou falência com 90% das obras realizadas em 2015, o que levou a paralisação das obras desde então.

Na avaliação do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), a retomada dos investimentos deve acelerar a conclusão e entrega das moradias.

"Ficamos satisfeitos em acabar com a aflição de 260 famílias que viram seu sonho ser interrompido com a paralisação das obras. Então unimos esforços, eu e o prefeito, Marcos Trad, para destravar essa pendência e com isso entregar as chaves para os contemplados até setembro", revela. 

O prefeito, Marcos Marcello Trad (PSD), argumentou que não existe competição entre as administrações e sim, o desejo de resolver pendências como a do residencial. "O importante foi encontrar a solução e contar com apoio de todos os envolvidos, governo do Estado e Caixa Econômica", observa. 

HISTÓRICO

As moradias dos residenciais Rui Pimentel I e II atenderão mais de mil cidadãos que se encontram em situação de vulnerabilidade. A seleção foi dividida entre a Agência Municipal de Habitação de Campo Grande que ficou responsável pela entrega de 124 unidades, referentes ao Rui Pimentel I. 

Enquanto isso, a Agência de Habitação Popular (Agehab) selecionou as famílias que receberão as 136 casas restantes, do residencial II. Com relação aos recursos aportados, o governo do Estado ficou responsável por R$ 563,375 mil e o Município com R$ 447,647 mil. 

Na avaliação do diretor-presidente da Emha, Enéas Netto, a busca por soluções de problemas como o que aconteceu no Rui Pimentel é resultado de uma atuação técnica e focada na reestruturação da agência.

"Recebemos uma pasta falida financeiramente e a tornamos superavitária, com regularização de dívidas dos mutuários inadimplentes e aumento na arrecadação. Além da confiança dos parceiros, tivemos condições de ampliar os projetos que impliquem na melhoria de vida da população", finaliza. 

 Cada unidade habitacional possui 38,38 metros quadrados e as adaptadas têm 40,12 metros quadrados cada.As moradias possuem sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço. O empreendimento possui centro comunitário, playground e infraestrutura com pavimentação asfáltica, drenagem, energia elétrica, rede de água e esgoto. O aporte inicial de recursos via FAR foi da ordem de R$ 13.813.858,33.

 

CAMPO GRANDE

Aena encerra contrato com empresa de transporte que copiava táxi no aeroporto

CGR Campo Grande usava veículos visualmente parecidos com táxi e estacionava automóveis em locais proibidos

15/10/2026 11h00

áxis voltaram a ocupar vagas que lhe pertenciam

áxis voltaram a ocupar vagas que lhe pertenciam MARCELO VICTOR

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Aena, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Campo Grande, encerrou definitivamente o contrato com a empresa de transporte personalizado CGR Campo Grande, que atuava no terminal de desembarque de passeiros.

A empresa copiava o serviço de táxi: veículos visualmente parecidos com táxi, automóveis estacionados em locais proibidos (vagas de táxi) e abordagem de passageiros que saíam do desembarque.

A situação provocava confusão e prejudicava o direito do usuário a informações claras e à livre escolha de transporte.

A concessionária formalizou o término do vínculo com a prestadora e comunicou oficialmente ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) a extinção definitiva do contrato.

O MPMS foi até o local vistoriar se a empresa ainda estava em operação e comprovou que os veículos realmente deixaram de ocupar o espaço.

Com o fim do contrato, táxis voltaram a ocupar as vagas que lhe pertenciam.

Ezenilda Barbosa dos Santos é taxista há 14 anos no aeroporto e disse que a empresa atrapalhava suas corridas.

“Eles atrapalhavam a gente. Atrapalhava por isso que eles abordavam com enganação. Trabalhavam com o nosso nome para enganar os passageiros. Falavam que era táxi. Eu lembro os taxistas ficavam nervosos e nós não abordávamos o passageiro. Mas por causa deles, a gente tinha que estar junto com eles, porque eles enganavam o passageiro”, disse.

Ela também contou que o movimento melhorou após saída da empresa de transporte.

“O movimento melhorou, mas, ainda é altos e baixos. Época de feriado não presta. Dia de semana e dia de trabalho são bons. Eu trabalho das 8h às 19h. Aqui tem 14 voos por dia”, explicou.

A reportagem do Correio do Estado foi até o o estacionamento do aeroporto, na manhã desta quinta-feira (15), e verificou que as vagas existentes no local são destinadas a táxi, transporte por aplicativo (embarque e desembarque), transporte público e ônibus.

GUERRA NO AEROPORTO

Taxistas do aeroporto declararam “guerra” a empresa CGR Campo Grande no ano passado.

Em julho de 2025, quando a empresa começou a atuar no local, taxistas protestaram e chegaram a interromper o tráfego em frente ao terminal de embarque e desembarque.

Com isso, a Aena acionou autoridades públicas para desobstruir as vias de acesso. A partir de então, a empresa começou a operar normalmente no aeroporto.

CGR Campo Grande foi cadastrada na prefeitura como Operadora de Tecnologia de Transporte (OTT) e criada em dezembro de 2021. Sua sede, até julho de 2025, era na rua Tókio, número 750, vila Palmira.

Começou a operar em julho de 2025 e encerrou atividades em meados de julho de 2026 no aeroporto. Ao todo, atuou por cerca de um ano. A empresa tinha 27 motoristas cadastrados.

Conforme apurado pela reportagem, a empresa pagava um aluguel de R$ 28 mil a concessionária aeroportuária.

INFRAESTRUTURA

Ponte sobre o Rio Taquari será reconstruída por R$ 7,3 milhões

Contratação emergencial ocorre dois meses após o desabamento que matou um caminhoneiro

15/10/2026 10h17

Reprodução

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos, a Agesul, firmou um contrato no valor de R$ 7,3 milhões, com a empresa Ecopontes - Sistemas Estruturais Sustentáveis Ltda, para reconstruir a ponte sobre o Rio Taquari, na rodovia MS-168, em Corumbá, que desabou em 13 de agosto. 

A contratação prevê tanto a elaboração do projeto de engenharia quanto a execução da nova ponte, que deverá ter 36 metros de extensão. De acordo com o contrato, os trabalhos deverão ser concluídos em até 180 dias, contados de acordo com o cronograma apresentado pela empresa.

O contrato foi firmado em caráter emergencial, a medida foi autorizada após o Governo do Estado declarar situação de emergência nos municípios de Corumbá, Ladário e Coxim, em razão do colapso da ponte João Wenceslau Leite de Barros, na MS-168.

O ACIDENTE 

A reconstrução da ponte ocorre após o desabamento que ocorreu em 13 de agosto deste ano. Na ocasião, uma carreta que transportava lingotes de concreto, caiu no Rio Taquari enquanto atravessava, na região da Serra da Alegria, entre Corumbá e Coxim. O motorista do caminhão, Alexandre de Freitas, de 49 anos, ficou preso na cabine submersa e morreu. 

As causas do colapso foram encaminhadas para investigação, e, inicialmente, não havia conclusão sobre o motivo que levou a estrutura a ceder.

A ponte fazia a ligação entre as regiões pantaneiras do Paiaguás e da Nhecolândia, conectando as rodovias MS-423 e MS-214 por meio da MS-168. Construída entre 2008 e 2009, a estrutura ficou parcialmente destruída após o acidente.

A nova contratação busca restabelecer a ligação viária na região, mas o extrato publicado no Diário Oficial não detalha o projeto executivo, as etapas da obra ou a data prevista para o início dos trabalhos.
 

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