Cidades

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Após 3 anos, deputado vira réu por ligação com jogatina

Após 3 anos, deputado vira réu por ligação com jogatina

Redação

06/05/2010 - 06h41
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LIDIANE KOBER

Quase três anos depois de a Polícia Federal deflagrar a Operação Xeque-Mate, que desmantelou cinco grandes quadrilhas acusadas de explorar ilegalmente máquinas caça-níqueis, o Tribunal Federal da 3ª Região (TRF-3) acolheu, por seis votos a três, denúncia contra o deputado estadual Coronel José Ivan de Almeida (PRTB). A decisão saiu no dia 28 de abril, mas ainda não foi publicada no Diário da Justiça. A defesa do parlamentar vai tentar trancar a ação por meio de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).  
Denunciado no dia 10 de setembro de 2007 pelo Ministério Público Federal, por supostamente integrar a máfia dos caça-níqueis, Coronel Ivan aparece em 12 escutas telefônicas, feitas pela Polícia Federal. Em todas, ele trata de negócios sobre jogos de azar em Campo Grande. O material serviu de base para a procuradora da República, Maria Iraneide Santoro Facchini, denunciá-lo por contrabando, formação de quadrilha, corrupção ativa e tráfico de influência.
Todas as conversas registradas foram com Ari Silas Portugal, que foi preso na Operação Xeque-Mate. O deputado só não foi detido, na época, por gozar de foro privilegiado.
A principal escuta telefônica, incriminando o parlamentar, foi realizada no dia 2 de março de 2007. Na conversa, ele cobra de Silas Portugal parte do dinheiro obtido com lucro dos caça-níqueis. “... Chega, eu não sou moleque não... eu sou um deputado, sou um coronel de polícia... eu vivo atrás de você e você vive me mandando o que você bem entende, sem prestar conta”, disse Coronel Ivan. Ele chegou a afirmar que teria mais de R$ 100 mil para receber.

Estratégia da defesa
Para tentar trancar a ação, a defesa do parlamentar vai ingressar com habeas corpus no STJ, assim que for publicado o acórdão do tribunal. “Vamos mostrar que a decisão é inepta porque não demonstra como o contrabando aconteceu”, contou o advogado do deputado, Carlos Marques. “Em nenhum momento, a acusação explica como e onde houve o contrabando”, reforçou.
Certos de não ser possível comprovar o contrabando, a defesa alega ainda que o Tribunal Federal da 3ª Região não tem competência de julgar o caso. “Se não houve crime de contrabando, não tem porque o caso estar no TRF-3”, disse Marques. “Dessa forma, a ação deve ser analisada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul”, completou.
Ao ser indagado sobre as demais denúncias contra o deputado, Carlos Marques assegurou que as gravações telefônicas não são suficientes para incriminá-lo. “São conversas aleatórias, sem qualquer nexo”, disse. “São apenas insinuações”, acrescentou.
No caso de a defesa não conseguir trancar a ação, mesmo virando réu, Coronel Ivan não deve perder o mandato. Pela experiência do advogado, a ação deve demorar pelo menos dois anos para ser julgada. Nas eleições de outubro, o deputado vai tentar a reeleição.  

Xeque-Mate
Desencadeada no dia 4 de junho de 2007, a Operação Xeque-Mate envolveu mais de 600 policiais que cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal. Segundo a Polícia Federal, cinco grandes quadrilhas corrompiam policiais e agentes públicos e usavam do tráfico de influência para explorar ilegalmente máquinas de videobingo e videopôquer e caça-níqueis.
Os principais crimes investigados são: contrabando, sonegação fiscal, formação de quadrilha, tráfico de influência, exploração de prestígio e corrupção, nas formas ativa e passiva. Os processos tramitam em segredo de Justiça.
A exploração das máquinas caça-níqueis rendia R$ 60 mil por mês para Coronel Ivan, conforme revelou Ari Silas Portugal em conversa gravada pela PF.

Enem dos Concursos

CNU 2025: resultado final já está disponível

Foram divulgadas as listas de aprovados da segunda edição do concurso, assim como a lista de espera

16/03/2026 17h15

Em MS, 7.933 candidatos se inscreveram para disputar as vagas.

Em MS, 7.933 candidatos se inscreveram para disputar as vagas. FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) divulgaram o resultado final da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) no início da tarde desta segunda-feira (16). 

Foram divulgados no Diário Oficial da União (DOU) as classificações gerais dos candidatos do certame e as convocações para as demais etapas do processo seletivo. 

Esse resultado faz parte da terceira rodada de confirmação de interesse dos candidatos aprovados. 

O resultado ficou disponível às 15 horas (de MS) e os candidatos podem realizar a consulta individual através da Página de Acompanhamento, dentro do site da banca Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Próximos passos

As próximas fases seguirão os calendários de cada cargo. Para alguns, a fase se encerra com o resultado de aprovação. 

No entanto, podem haver etapas complementares, como cursos, programas de formação, procedimentos de investigação social e funcional ou até defesa de memorial e prova oral. 

Cada órgão e entidade é responsável pelos procedimentos administrativos para nomeação dos aprovados, respeitando o número de vagas, a ordem de classificação e os trâmites específicos de cada carreira. 

A fase de cursos e programas de formação também estão sob responsabilidade de cada órgão responsável pelos cargos, com caráter eliminatório e classificatório. 

Para os cargos que exigem investigação social e funcional, o procedimento tem caráter eliminatório e serve para verificar a veracidade do perfil dos candidatos para o exercício das funções. 

Veja o calendário com as próximas etapas:

  • Após 16 de março: início das convocações para nomeação, e, quando couber, para o procedimento de investigação social e funcional, a realização da defesa de memorial; prova oral e o curso ou programa de formação
  • 17 a 24 de março: prazo para preenchimento da Ficha de Informações Pessoais, referente à fase de investigação social e funcional para o cargo de analista técnico de justiça e defesa
  • 6 a 10 de abril: prazo para envio da documentação referente à defesa de memorial e prova oral.

CNU

As provas do Concurso Nacional Unificado (CNU) foram aplicada em todo o Brasil no dia 05 de outubro de 2025. Em Mato Grosso do Sul, os candidatos inscritos realizaram a prova em quatro cidades: Campo Grande, Corumbá, Dourados e Três Lagoas. 

No total, em Mato Grosso do Sul, 7.933 candidatos se inscreveram para disputar as vagas. Somente em Campo Grande, foram 4.935 inscritos, que tiveram a prova aplicada na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). 

No Estado, são 54 vagas distribuídas para cargos distribuídos entre Campo Grande e Ladário, com salários iniciais que vão de R$4.804,89 a R$8.215,07. 

Em todo o País, são oferecidas 3.652 vagas, para cargos de níveis médio, técnico e superior, organizados em nove blocos temáticos. O chamado Enem dos Concursos registrou 761.528 inscrições confirmadas de pessoas inscritas de 4.951 municípios. 

Confira as vagas por órgão e cidade de MS: 

Comando da Marinha - Ladário

  • Médico (Pediatria): 1 vaga - R$ 4.804,89 (20h semanais)
  • Médico (Anestesiologia): 1 vaga - R$ 4.804,89 (20h semanais)
  • Médico (Clínica Médica): 1 vaga - R$ 4.804,89  (20h semanais)
  • Médico (Ginecologia e Obstetrícia): 1 vaga - R$ 4.804,89 (20h semanais)

Comando do Exército - Campo Grande

  • Enfermeiro: 30 vagas - R$ 5.982,49 (40h semanais)
  • Médico: 10 vagas - R$ 4.804,89  (20h semanais)

Agência Nacional de Mineração - Região Centro-Oeste

  • Técnico em Atividades de Mineração: 9 vagas - R$ 8.053,32 (40h semanais) / Lotação pode ser em Goiás (GO), Mato Grosso do Sul (MS) ou Mato Grosso (MT).

Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)

  • Engenheiro Agrônomo (Agronomia): 1 vaga por estado - R$ 8.215,07 (40h semanais) / Inclui vaga para Mato Grosso do Sul.

 

Fim do verão

Cidade de MS está entre as mais chuvosas do País das últimas 24h

A próxima semana será marcada por temperaturas altas e chuvas, anunciando o fim do verão

16/03/2026 16h00

Fim do verão é marcado por chuvas e calor, como de praxe

Fim do verão é marcado por chuvas e calor, como de praxe FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O município de Cassilândia, localizado a 434 quilômetros de Campo Grande, apareceu na lista das cidades onde mais choveu nas últimas 24h. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a cidade registrou um acúmulo de chuva de 47,6 milímetros até às 8 horas da manhã desta segunda-feira (16). 

A cidade ficou atrás apenas de Buritis, em Minas Gerais, onde choveu 67,6 milímetros entre o último domingo (15) e hoje. Em seguida, aparecem Januária (MG), com um acumulado de 44,4 milímetros e Mina do Palito (PA), com 42,6 milímetros. 

O retorno das chuvas em Mato Grosso do Sul já era esperado. Como já havia adiantado o Correio do Estado, a última semana de verão deve ser marcada por chuvas intensas e temperaturas altas em todo o Estado. 

Essa condição também se materializa no ranking de temperaturas do Inmet, onde a cidade de Itaquiraí registrou a 4ª maior temperatura do Brasil no último domingo, chegando a 36,2°C, ficando atrás de Teutônia (RS), que chegou a 37,6ºC, Pão de Açúcar (AL), 37,3ºC e Piranhas (AL), com 36,4ºC. 

Os volumes de chuva devem continuar elevados. Todos os 79 municípios do Estado estão em alerta para chuvas intensas e tempestades até o final da terça-feira (17). As condições esperadas são de chuvas de até 30 milímetros por hora ou 50 milímetros no dia, acompanhadas de ventos intensos, de até 60 km/h. 

Para estes casos, as orientações são para que os cidadãos não se abriguem debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas. Também é indicado evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomadas. 

Previsão

Segundo a previsão do tempo divulgada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), a semana deve ser marcada por tempo com sol e variação das nuvens. 

Típico do verão, o tempo pode ficar nublado durante o dia com pancadas de chuvas. Em pontos isolados, especialmente nas regiões pantaneira e sudoeste do Estado, podem ocorrer chuvas intensas e tempestades acompanhadas de rajadas de ventos e raios. 

“Isso acontece devido a atuação de um sistema de baixa pressão atmosférica em conjunto ao intenso transporte de calor e umidade, aliado ao deslocamento de cavados, que favorecem a formação de chuvas e tempestades”, afirmou o Cemtec. 

As temperaturas máximas variam entre 31ºC e 34ºC em todas as regiões de Mato Grosso do Sul e as mínimas ficam entre 20ºC, nas regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, e 25ºC no Pantanal e no Sudoeste do Estado. 

Outono

O outono começa oficialmente às 10h45 (de MS) do dia 20 de março e segue até o dia 21 de junho. O prognóstico para a estação deste ano ainda não foi divulgado, mas o período costuma ser marcado pela estiagem em Mato Grosso do Sul.

O outono é um período de transição entre o verão, que tem os meses mais quentes e úmidos na maior parte do país, e o inverno, que tem predomínio de tempo seco e passagens de grandes massas polares que podem causar queda acentuada da temperatura.

Neste período, ocorrem as primeiras incursões de massas de ar frio, vindas do sul do continente e que provocam uma queda gradativa das temperaturas ao longo da estação.

Além disso, os dias ficam mais curtos, as chuvas são menos frequentes e a umidade relativa do ar diminui gradativamente.

A média histórica de chuvas para a estação é de 150 a 300 mm na região centro-oeste do Estado, entre 300 a 500 mm nas regiões sul e sudeste e entre 100 a 150 mm nas regiões noroeste e nordeste do Estado. 


 

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