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gigante da celulose

Arauco retira ação judicial que "ameaçava" parar projeto bilionário

No mês passado, a empresa chilena apelou à Justiça pedindo redução do ISS e alegou que o impasse poderia causar atraso e até paralisação de etapas da fábrica de R$ 25 bilhões

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Antes mesmo que a Justiça se pronunciasse, a multinacional chilena Arauco retirou a ação judicial que movia contra a prefeitura de Inocência exigindo isenção fiscal para as obras de construção do ramal ferroviário de 47 quilômetros entre o local da fábrica e a Ferronorte.

Na ação, que havia sido protocolada no dia 22 de setembro, a empresa pedia uma liminar e alegava que o impasse sobre a alíquota do ISS poderia, inclusive, atrasar todo o cronograma para conclusão da ferrovia e a ativação da fábrica, o que está previsto para o segundo semestre do próximo ano.

Na ação judicial, que não aparece mais no sistema do Tribunal de Justiça, a gigante da celulose alegava que uma lei municipal de 2022 garantia alíquota de 2% sobre todos os serviços realizados dentro dos 3 mil hectares onde está sendo erguida a fábrica e para todas os demais empreendimentos diretamente ligados ao projeto.

Agora, porém, a prefeitura estava cobrando alíquota integra, de 5%, de ISS das empresas que estão construindo a ferrovia. A estimativa, segundo a ação judicial, era de que esta diferença de alíquota provocaria em desembolso extra da ordem de R$ 12,6 milhões às construtoras.

A reportagem do Correio do Estado procurou a Arauco para saber se a empresa havia concordado em pagar o imposto a maior ou se a administração municipal havia concedido o benefício fiscal pleiteado, mas a gigante da celulose se limitou a informar que “por enquanto, a Arauco não irá se pronunciar  sobre o assunto”. Procurou também a prefeitura, mas nenhum dos telefones constantes no site da prefeitura consegui contato..

A prefeitura nem mesmo havia se manifestado na ação judicial, mas em documento assinado no dia 16 de setembro a administração havia indeferido um pedido para que as empresas envolvidas na construção da ferrovia tivessem direito à redução tributária. 

A prefeitura alegava que os acordos e a legislação determinam que a benesse valem, além do canteiro de obras da fábrica, “exclusivamente para os prestadores de serviços de alojamentos HSL Hotelaria Locação LTDA e Alojamentos Campo Verde LTDA, e para administração a empresa META Central de Serviços LTDA”, conforme trecho da resposta enviada pela prefeitura à Arauco depois de a empresa solicitar explicações sobre possível concessão do benefício relativo às obras da ferrovia.

Conforme documentos anexados pela Arauco ao pedido de liminar, a prefeitura diz que “obras fora do local da unidade industrial ou que não sejam para a construção e instalação da planta de celulose não se enquadram no campo de incidência do benefício fiscal, ainda que guardem relação econômica, funcional ou indireta com o empreendimento”.

RISCO

Em seu pedido de liminar, a Arauco dizia que o impasse sobre o percentual do imposto colocava em risco o andamento do projeto de R$ 25 bilhões, podendo inclusive gerar atraso na ativação da fábrica.

“Ao negar essa habilitação às atividades que entende situadas fora dos limites físicos da planta industrial, a Administração impede a regular emissão dos documentos fiscais necessários ao faturamento dos serviços. O resultado é particularmente grave porque os prestadores mobilizam mão de obra, equipamentos, materiais, insumos e capital de giro para a execução dos contratos, mas ficam impossibilitados de faturar e receber regularmente pelos serviços prestados."

E neste trecho da ação judicial que aparecia uma explícia "ameaça" de interrupção dos trabalhos. "Sem a emissão das respectivas notas fiscais, resta comprometida a própria remuneração dessas empresas, circunstância que cria risco concreto de desaceleração, suspensão ou até paralisação de etapas relevantes da implantação do empreendimento”.

E, se houver atraso na conclusão dos trabalhos, a Arauco argumenta que corre o risco de perder por completo o direito ao benefício fiscal, já que a lei que concedeu a redução de imposto vigora somente até junho de 2028.

Se ocorrerem atrasos, alega a Arauco, a própria administração municipal acabaria sendo prejudicada, uma vez que haveria desaceleração do giro econômico do município. E a importância da obra fica evidente que são analisados os dados relativos ao caixa municipal.

Dados oficiais da prefeitura mostram que as receitas de Inocência saltaram de R$ 85 milhões no primeiro semestre do ano passado, quando as obras já haviam começado, para R$ 154 milhões em igual período de 2026. Atualmente, em torno de 14 mil trabalhadores estão diretamente envolvidos na construção da fábrica, que está no pico das atividades e com cerca de 81% do projeto concluído.

BENEFÍCIOS

Além da isenção parcial de ISS, a multinacional também recebeu isenção quase total de ICMS, garantido pelo Governo do Estado, e  de IPTU. Tanto a fábrica quanto as 620 casas que está construindo em uma área de 41 hectares próximo da região urbana de Inocência tem pelo menos cinco anos de isenção total de IPTU. 

As casas, construídas em terreno doado pelo poder público, terão 115 ou 215 metros quadrados de área útil. Para efeito de comparação, as casas construídas pela Suzano em Ribas do Rio Pardo, têm 46 ou 59 metros quadrados.

MAIS DISPUTA

Mas, se a administração municipal e o comando da multinacional desistiram da disputa envolvendo o ISS, o mesmo ainda não ocorre no caso das cobranças de ITBI, que envolvem somas bem maiores. E estas disputas envolvem também outros municípios da região.

As prefeituras tentam cobrar 2% sobre o valor venal das terras “arrendadas” pela empresa para a plantação de eucaliptos, mas os chilenos defendem que este valor seja somente sobre o valor do contrato de usufruto.

Levando em consideração que a Arauco precisa de 400 mil hectares e que paga, em média, em torno R$ 100 reais por mês por hectare, conforme consta nos contratos que a empresa anexou às ações judiciais, ela vai recolher  imposto sobre cerca de R$ 7,6 bilhões pelos contratos já firmados ou que estão em negociação.

 A maior parte destes contratos têm prazo de 16 anos e podem ser prorrogados por mais 14. Quando da renovação, o ITBI terá de ser recolhido novamente. Em 30 anos são possíveis quatro ciclos de plantio e corte de eucaliptos.

Sendo assim, supondo que todos os municípios cobrem 2% de ITBI sobre o valor dos contratos de usufruto, ela vai recolher em torno de R$ 153 milhões de imposto nos primeiros 16 anos. Mas, se vigorasse a tese das prefeituras, o valor seria cerca de 1400% maior e chegaria a cerca de R$ 2,3 bilhões ao longo de 16 anos.

Um dos contratos que chegou à Justiça e no qual a empresa saiu vencedora ilustra essa disparidade gigantesca. A prefeitura de Três Lagoas cobrava imposto sobre R$ 188,8 milhões, que era o valor das terras no começo de 2025. Mas, a Arauco registrou em cartório um contrato dizendo que  vai pagar  R$ 12,38 milhões pelos 16 anos de usufruto das terras.  

A prefeitura entendia que teria direito a cobrar R$ 3,77 milhões, mas com a decisão da Justiça definiu este valor fique na casa dos R$ 250 mil.

O PROJETO

As obras da fábrica tiveram início em julho de 2024, com a terraplanagem na margem esquerda do Rio Sucuriú, a cerca de 50 quilômetros da cidade. No começo do ano passado tiveram início os trabalhos de engenharia para erguer a maior fábrica de celulose em circuito único do mundo, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas por ano. 

A previsão é de que o ramal ferroviário seja concluído antes do final do próximo ano. Se houvesse atraso dos trabalhos, a fábrica não entrariam em operação, já que toda ela está sendo estruturada para despachar a produção pela ferrovia, que inclusive terá nove quilômetros de trilhos dentro da indústria. 

Além do investimento da ordem de R$ 1 bilhão para instalação dos trilhos, a fabricante celulose investiu mais R$ 1,4 bilhão para compra de 23 locomotivas e aproximadamente 750 vagões, incluindo reservas, para formar sete comboios de 100 vagões cada. A previsão é de que diariamente um comboio com cem vagões saia de Inocência rumo ao porto de Santos.

CONTRATOS

Ciclovias de Campo Grande custarão 4,2 milhões à Prefeitura

Os contratos envolvem requalificação em três avenidas da Capital e no Parque Sóter

09/10/2026 11h50

Ciclovia em Campo Grande

Ciclovia em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande contratou duas empresas, pelo valor total de R$ 4.215.753,69, para reformar as ciclovias nas avenidas Nelly Martins Coelho, Cônsul Assaf Trad, Zulmira Borba e Parque Sóter. O Executivo publicou os extratos de contratos no Diário Oficial do Município (Diogrande), desta sexta-feira (9). 

De acordo com a administração municipal, a licitação foi realizada porque o recurso é procedente de emenda parlamentar da deputada Camila Jara (PT), que carimbou os recursos para investimento em ciclovias. Inicialmente, a licitação previa o investimento de R$ 4,62 milhões na revitalização das ciclovias. 

O primeiro contrato é da Prefeitura é com a empresa Zion Prime Obras e Pavimentação Ltda, que será a responsável pela requalificação do trecho das avenidas Cônsul Assaf Trad e da Zulmira Borba, ambas na região norte de Campo Grande, em direção a saída para Cuiabá. 

 Este é o maior investimento entre os dois que foram divulgados, com o valor de R$ 3.397.833,33. O prazo será de 150 dias para execução total dos serviços.

André de Moura Brandão, titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), assinou o documento juntamente com Cleiton Nonato Correia, responsável pela empresa. Nonato, inclusive, já foi preso na Operação Tromper, que investiga um esquema de corrupção, fraudes em licitações, peculato e lavagem de dinheiro na Prefeitura de Sidrolândia. Ele já foi solto e cumpre apenas medidas cautelares.

O segundo contrato da Sisep foi com a CG3F Serviços e Construtora Ltda., no valor de R$ 817.920,36, para reformar a malha cicloviária no trecho da Avenida Nelly Martins e Parque do Sóter. A empresa terá 90 dias para concluir os serviços. André Brandão assinou este contrato junto com Celso Ricardo Gazolla.


 

Campo grande (MS)

Feriado da Padroeira vai movimentar 21 mil pessoas na rodoviária

Destinos mais procurados são Corumbá, Ponta Porã, Três Lagoas, Dourados, Bonito, Cuiabá, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro

09/10/2026 11h30

Rodoviária de Campo Grande lotada de passageiros

Rodoviária de Campo Grande lotada de passageiros MARCELO VICTOR

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Dia de Nossa Senhora Aparecida, feriado nacional comemorado anualmente em 12 de outubro, movimenta rodoviárias, aeroportos e estradas. 

Em Mato Grosso do Sul, a data ainda emenda com o Dia de Divisão do Estado, celebrado em 11 de outubro, formando um feriadão.

De acordo com a Socicam, concessionária que administra o terminal, a expectativa é que 21 mil pessoas embarquem e desembarquem, entre sexta-feira (9) e terça-feira (13), local.

Cerca de cinco mil embarques estão previstos entre sexta-feira (9) e sábado (10). O dia que promete ser mais movimentado é a sexta-feira (9) com 2,8 mil embarques.

Os destinos mais procurados são Corumbá, Ponta Porã, Três Lagoas, Dourados, Bonito, Cuiabá, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Caso necessário, ônibus extras serão disponibilizados para suprir a demanda.

O movimento promete ser intenso no Terminal Rodoviário de Campo Grande. Quem tem condições financeiras, oportunidade e disponibilidade, não perde tempo para curtir o feriadão em outra cidade.

ORIENTAÇÕES

A empresa que administra a rodoviária da Capital orienta que o passageiro:

  • Apresente documento oficial com foto no momento de embarque, mesmo que seja criança;
  • Chegue com 1 hora de antecedência do horário do embarque;
  • Obedeça o limite de bagagem: 30kg por pessoa no bagageiro e 5kg de bagagem de mão;
  • Remarcação e reembolso de passagens são feitos com até 3 horas de antecedência, diretamente com a empresa de ônibus;
  • Crianças e adolescentes menores de 16 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis. Caso viajem desacompanhados ou com terceiros, precisam de autorização.
 

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