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Após quase 40 anos desde a inauguração, Parque dos Poderes será revitalizado

Projeto ainda não foi concluído, mas mantém área da reserva preservada

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Após 38 anos da inauguração do Parque dos Poderes, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul anunciou, que, em breve, o local passará por uma revitalização ampla. A obra tem em vista que o espaço vem se tornando área de lazer para a população campo grandense.

O governador do estado, Reinaldo Azambuja, organizou uma reunião, na manhã desta quinta-feira (03), para apresentar o projeto da obra para síndicos de condomínios, que ficam dentro do complexo, e para grupos de atletas que frequentam o local.

Também participou da reunião, o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), Eduardo Riedel.

Os interessados pontuaram algumas questões que serão incluídas no projeto antes da sua conclusão.

Enquanto o planejamento não é finalizado, a lista as alterações pretendidas para o Parque dos Poderes inclui: recapeamento de 110 mil m² de ruas, o que corresponde a todo o perímetro da área, implantação de 4 quilômetros de pista de caminhada e corrida, 4,2 quilômetros de ciclovia no canteiro central, acessibilidade, paisagismo, 70 bancos de descanso, três estações de ginástica, reforma dos estacionamentos e instalação de 41 abrigos nos pontos de ônibus e de lixeiras.

Além da construção de um Centro de Apoio ao Usuário com banheiros masculinos, femininos e adaptado para pessoas com deficiência.

Um dos engenheiros que participam do projeto, Pedro Brandão, da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), destacou que toda a área da mata será preservada durante a obra.

“Inclusive, a ciclovia será feita no canteiro central, aí nós vamos desviar de todas as árvores que já existem lá, pra não precisar derrubar.”, pontuou.

De acordo com o Governo do Estado, o processo licitatório deve ser aberto ainda neste mês de dezembro, sendo que as obras devem começar ainda no primeiro trimestre de 2021. A previsão é de a execução dure cerca de 2 anos.

Durante a reunião de hoje, Azambuja falou reforçou que a preservação ambiental será um dos pontos fortes da revitalização.

“É um parque de todos os sul-mato-grossenses e daqueles que nos visitam também. Idealizamos ouvindo alguns setores e vamos fazer com o menor impacto possível, respeitando o que existe. Será uma nova estrutura que além de embelezar, vai criar uma condição melhor para quem usa aqui para atividade de lazer, entretenimento, confraternização e prática esportiva.”, completou.

HÁ 38 ANOS

Inaugurado em 1982, o Parque dos Poderes é resultado de um concurso de projetos criado pelo então governador Pedro Pedrossian. Desde que estava no papel, a ideia era dar vida ao complexo administrativo de Mato Grosso do Sul, com 8 blocos que hoje abrigam as sedes dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e o Ministério Público do Estado.

Inicialmente, fazia parte da proposta, do então governador, conseguir autorização para desapropriar um anel de aproximadamente 300m além da área do parque para garantir que não houvessem edificações comuns, não administrativas, coladas ao Complexo, mas o plano não vingou e, hoje, é possível identificar vários condomínios ao longo do perímetro do Parque.

Conforme o arquiteto Ângelo Arruda, que estava presente na época da criação do Parque, a movimentação no entornou ajudou com que mais pessoas tivessem acesso à área e a ideia da revitalização faz muito sentido. 

“É uma bela ideia porque ela parte do princípio de consolidar uma situação que já está pronta há décadas, é um patrimônio de uso público, ele te história. A cidade ganha muito em termos de qualidade do espaço físico, que precisa ser generoso, adequado e acessível a todos.”, pontuou.

O arquiteto lembrou ainda que, em uma comparação, Mato Grosso do Sul é um dos únicos estados brasileiros que possui um local exclusivo para a concentração dos Poderes. “Que eu conheça somente Brasília, Minas Gerais e a Bahia possuem um centro administrativo formal, o quarto já é o nosso estado”, finalizou.

viagem

Aeroporto de Campo Grande espera 17 mil passageiros no feriado do Trabalhador

98 pousos e decolagens estão previstos em CGR

01/05/2026 13h00

Aeronave da Gol no Aeroporto de CGR

Aeronave da Gol no Aeroporto de CGR Gerson Oliveira

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Dia do Trabalhador, feriado nacional celebrado anualmente em 1° de maio, movimenta tanto rodovias, quanto aeroportos. Com isso, o movimento promete ser intenso no Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR).

De acordo com a Aena Brasil, a estimativa é que 17.280 passageiros embarquem e desembarquem, entre quinta-feira (30) e domingo (3), no Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR).

Além disso, 98 pousos e decolagens estão previstos em CGR. É o primeiro feriado de estreia das três pontes de embarque e da nova sala de embarque doméstico.

Quem tem oportunidade e disponibilidade, não perde tempo para curtir o feriadão em outra cidade.

RECOMENDAÇÕES

  • Voos Nacionais: Leve um documento de identificação oficial com foto original e atualizado, como RG (ou a nova Carteira de Identidade Nacional), CNH ou Passaporte. Chegue com 2 horas de antecedência.
  • Voos Internacionais: É obrigatório o passaporte original válido. Verifique se o destino exige visto, seguro viagem e certificados de vacinação (como o de Febre Amarela). Chegue com 4 horas de antecedência.
  • Bagagem de Mão: Geralmente limitada a 10 kg e com dimensões máximas de 55cm x 35cm x 25cm.
  • Item Pessoal: Você pode levar uma mochila ou bolsa pequena (aprox. 45x35x20cm) que deve ser acomodada obrigatoriamente abaixo do assento à sua frente.

 

hidrovia

Mineradoras se adaptam à seca e despacham volume recorde pelo Rio Paraguai

Mesmo com o nível do rio abaixo de 1,5 metro, empresas escoaram 1,4 milhão de toneladas a partir de Ladário e Corumbá no primeiro bimestre

01/05/2026 12h54

No porto Gregório Curvo, no distrito corumbaense de Porto Esperança, foram embarcadas 470 mil toneladas em janeiro

No porto Gregório Curvo, no distrito corumbaense de Porto Esperança, foram embarcadas 470 mil toneladas em janeiro

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Apesar da escassez de água no Rio Paraguai, que na maior parte do primeiro bimestre ficou com o nível abaixo de um metro na régua de Ladário, o volume transportado pela hidrovia bateu recorde histórico nos dois primeiros dois meses de 2026, chegando a 1,403 milhão de toneladas. 

Os dados da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) revelam que o volume foi 15,5% maior que no primeiro bimestre do ano passado, quando foram escoadas 1,215 milhão de toneladas.

Em 2025, porém, o nível do Rio Paraguai já estava em 1,14 metro no primeiro dia do ano. Em 2026, por conta das chuvas abaixo da média história, este nível só foi alcançado no dia 27 de fevereiro. 

Historicamente as embarcações, que transportam principalmente minérios, somente desciam o Rio Paraguai quando o nível superava um metro na régua de Ladário, e mesmo assim com carga parcial. O nível indeal era quando ele superava a marca de 1,5 metro. 

Neste ano, mesmo que não tenham sido feitas as dragagens de manutenção esperadas faz anos, os números revelam que as empresas se adaptaram às condições  do rio e conseguiram escoar volume recorde mesmo com pouca água no principal rio pantaneiro. 

Ao longo de todo o mês janeiro o nível ficou abaixo de um metro. Mesmo assim, conforme os dados da Antaq, foram escoadas 681 mil toneladas, praticamente tudo de minérios a partir dos portos de Ladário e Corumbá. 

Deste total, 470 mil toneladas foram despachadas a partir do porto Gregório Curvo, instalado em Porto Esperança, próximo da ponte ferroviária sobre o Rio Paraguai. É dali que saem os minérios da empresa controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. 

E é justamente esta empresa, a LHG Logística, que conseguiu empréstimo de R$ 3,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investir na construção de 400 balsas e 15 empurradores. 

Quando da aprovação do financiamento, em 2024, a empresa prometeu investir em embarcações com calado menor, que se carcterizam por conseguirem navegar em águas com menor profundidade.  

E é exatamente isso que defendem os ambientalistas contrários às dragagens de manutenção, entre eles o atual ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco. Eles exigem que as emabarcações se adaptem ao rio, e não o contrário. 

Ao longo de todo o ano passado foram transportadas 9,45 milhões de toneladas pela hidrovia, volume recorde e 185% acima daquilo que fora despachado em 2024, ano marcado pela maior seca já registrada no Rio Paraguai. Em outubro daquele ano o nível chegou a 69 centímetros abaixo de zero na régua de Ladário. 

Levando em consideração o volume despachado nos dois primeiros meses, o recorde de 2025 tende a ser superado neste ano. Em média, no ano passado, fora 780 mil toneladas mensais, volume transportado agora em período de estiagem. Nos meses de pico, entre maio e agosto, tendem a ser despachadas mais de um milhão de toneladas mensalmente. Isso equivale a cerca de 20 mil carretas por mês. 

Nesta sexta-feira (1), o nível do Rio Paraguai em Ladário amanheceu em 2,08 metros. Na mesma data no ano passado, estava 30 centímetros acima disso. Em 2023, último ano em que o nível chegou a superar os 4 metros , o nível já estava em 3,20 metros no primeiro dia de maio. Naquele ano, o pico ocorreu em meados de julho, com 4,24 etros. 

 

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