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Após um dos invernos mais frios, primavera chega com forte calor

Prognóstico do Cemtec-MS indica que temperatura do próximo trimestre, em Mato Grosso do Sul, será acima da média histórica e chuvas devem ser irregulares

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A cinco dias de acabar o inverno, o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS) publicou o prognóstico da primavera deste ano para o Estado, que reserva dias quentes e com chuvas irregulares. A estação chega após Campo Grande ter vivido um dos invernos mais frios dos últimos anos.

Neste ano, a primavera, caracterizada pelo florescimento de plantas e aumento da atividade de animais polinizadores, vai começar no dia 22 deste mês, precisamente às 14h19min (horário de Mato Grosso do Sul), e vai até o dia 21 de dezembro, quando dá lugar ao verão, estação muito aguardada pela maioria dos brasileiros.

Segundo o Cemtec-MS, o clima sul-mato-grossense durante a primavera é de temperaturas bem quentes, justamente por englobar meses que estão entre os de maior temperatura ano após ano, principalmente no mês de outubro, que historicamente é o mais quente em diversos municípios do Estado.

"Climatologicamente, em grande parte do Estado, as temperaturas médias variam entre 24°C e 26°C. Por outro lado, na região noroeste as temperaturas variam entre 26°C e 28°C e na região extremo sul do Estado entre 22°C e 24°C no trimestre de OND [Outubro-Novembro-Dezembro]", informa o instituto estadual no documento, baseando-se em dados dos últimos 30 anos.

De acordo com a previsão, "a temperatura do ar deve permanecer ligeiramente acima da média para o período, ou seja, há previsão de um trimestre mais quente que o normal". 

Portanto, é esperado dias de muito suor e com baixa umidade, o que serve de alerta para a população, visto o risco à saúde que esta combinação oferece.

Ao Correio do Estado, Vinicius Sperling, meteorologista do Cemtec-MS, explicou como deverá funcionar as temperaturas durante a estação e se haverá onda de calor na primavera, visto que o "calorão" deve atingir Mato Grosso do Sul nos próximos três meses.

"Onda de calor é previsível mais perto do evento. Porém, períodos com temperaturas acima da média são muito mais prováveis, principalmente aqueles dias consecutivos que ficam sem a formação de nuvens e chuva que acaba amenizando a temperatura. Quando fica dias consecutivos sem chuva a temperatura sobe mesmo", disse Vinicius Sperling à reportagem.

Acerca da precipitação, o Cemtec-MS explica que, por conta da primavera ser uma estação de transição do frio para o calor, esta condição favorece o aparecimento de tempestades severas de curta duração, que podem provocar chuvas intensas, descargas elétricas atmosféricas, fortes rajadas de vento e até queda de granizo.

Conforme dados das últimas três décadas, na maioria do Estado, as chuvas variam entre 400mm a 500 mm neste período. Porém, nas regiões nordeste e extremo sul as chuvas variam entre 500mm a 600 mm, acima da média estadual. 

Já na região noroeste sul-mato-grossense, a precipitação é um pouco abaixo da média, visto que geralmente varia de 300mm a 400 mm.

Para esta primavera, "a tendência climática indica irregularidades nas chuvas, onde podem ficar abaixo ou acima da média histórica". Mas, a região sudeste do Estado é a única que tem uma previsão mais certeira, da qual aponta "chuvas ligeiramente abaixo da média histórica para o trimestre".

INVERNO

Com poucos dias restantes no calendário, já é possível afirmar que este ano foi responsável por um dos invernos mais frios da história em Campo Grande. De acordo com levantamento da reportagem feito com base em dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), de 2016 em diante, este foi o segundo ano com temperatura média mais baixa durante o período na Capital, com 22°C, porém, este ano ainda não conta com a totalidade dos dias do inverno.

"Foi um inverno mais frio do que o normal, com bastante incursão de massa de ar frio, sequência de frente fria, temperaturas abaixo da média e pouca chuva. Um inverno um pouquinho mais rigoroso do que o normal comparado aos anos de 2024 e 2023, quando foram invernos bem fraquinhos", explica Vinicius Sperling.

Os invernos de 2024 e 2023 foram mais quentes que este ano e registraram temperaturas médias bem próximas, com 23,6°C e 23,7°C, respectivamente, durante os 95 dias da estação, na Capital, segundo o Inmet.

*SAIBA

A maioria dos modelos climáticos indicam condições da La Niña durante a primavera. O fenômeno consiste na diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental, favorecendo efeitos climáticos distintos. Porém, sua atuação é indireta no clima do Estado.

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OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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