Cidades

Combate ao tráfico

Apreensão de drogas em Mato Grosso do Sul cai para o menor patamar desde 2019

No ano passado, MS perdeu para o Paraná o posto de líder em apreensões de maconha e cocaína no território brasileiro

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O volume de drogas apreendidas em Mato Grosso do Sul despencou quase 30% em 2025 e alcançou a menor marca desde 2019, segundo indicadores publicados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com base em números enviados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp).

O Estado também deixou de ser o campeão brasileiro de apreensões de drogas, posição que tinha desde o início da década, e agora é o segundo em maior volume de apreensões, atrás do vizinho Paraná, que também faz fronteira com o Paraguai. 

Em Mato Grosso do Sul, no ano passado, foram apreendidas 12,2 toneladas de cocaína, 30,26% a menos que em 2024, quando foi confiscado um volume de 17,6 toneladas. 

No que diz respeito à maconha, ela tem um destaque maior no Estado, com 411,3 toneladas apreendidas em 2025, uma redução de 29,01% em relação ao ano anterior, quando foram apreendidas 579 toneladas. Diante disso, ao somar os números das apreensões de ambas as drogas, Mato Grosso do Sul registrou uma queda de 29,05% em comparação com 2024, tendência que também ocorre na quantidade de ocorrências de tráfico de drogas, que diminuíram de 4.058 para 3.341 (17,67%).

Em comparação com os dados compilados dos últimos 10 anos, as 423,6 toneladas apreendidas em 2025 representam o menor volume desde 2019, quando foram confiscadas 383,6 toneladas. 

No Paraná, campeão de apreensões em 2025, foram retidas 566,3 toneladas de drogas (maconha e cocaína). Em 2024, Mato Grosso do Sul apreendeu 597 toneladas, enquanto o Paraná confiscou 490,8 toneladas.

Recorde em 2020

Desde 2019, Mato Grosso do Sul registra aumento no número de ações, o que resultou no recorde em 2020, com a apreensão de 759,5 toneladas.

Como os dados foram enviados pela Sejusp ao MJSP, não há a consideração das apreensões de drogas feitas por órgãos federais, como a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal (PF). 

O Correio do Estado entrou em contato com ambas as instituições para apurar o volume de drogas apreendido nos dois últimos anos, no entanto, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

Panorama nacional

Somando os dados de todos os outros estados, o Brasil confiscou 1,6 mil toneladas de droga no ano passado, sendo Paraná e Mato Grosso do Sul responsáveis por cerca de 990 toneladas, mais precisamente 61,87% do total.

Para se ter ideia do tamanho da influência dos dois estados nesse quesito, o País apresentou uma média diária de 4,4 toneladas de drogas apreendidas no ano passado, sendo Mato Grosso do Sul responsável por 1,16 tonelada e o estado sulista, por 1,5 tonelada.

Incongruência

Mesmo que enviados pela Sejusp, os dados disponíveis no painel do MJSP são levemente diferentes dos apresentados no portal da secretaria.

A maior diferença ocorre no volume apreendido de maconha, com 584,9 toneladas interceptadas em 2024 e 546,7 toneladas no ano passado. Mesmo assim, a redução se mantém, mas menor que a encontrada no painel.

Já os números da cocaína são mais parecidos, mas ainda com uma leve diferença, com 14,7 toneladas em 2025 e 17,8 toneladas em 2024, novamente com queda nos índices.

Destaque

No dia 28 de agosto de 2025, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreendeu mais de 15 toneladas de maconha que estavam escondidas em uma carga de milho no interior do Estado.

Conforme divulgado, os militares realizavam patrulhamento pela rodovia MS-386, entre os municípios de Amambai e Ponta Porã, quando avistaram uma carreta Volvo que seguia no sentido contrário e fizeram o retorno para abordá-la.

No decorrer da entrevista, o motorista de 52 anos afirmou aos policiais que havia pegado a carga em Ponta Porã e tinha como destino a cidade de Canoinhas (SC). Porém, na vistoria, foram encontrados diversos fardos de maconha, que totalizaram 15.315 quilos.

Questionado pelos militares, o homem disse que tinha pegado a carga carregada na fronteira e que receberia R$ 50 mil caso conseguisse concluir a missão de entregar a droga no município catarinense. 

O prejuízo estimado ao crime foi de aproximadamente R$ 31 milhões e a droga foi encaminhada à Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados. Essa foi a maior apreensão de maconha no ano passado realizada pelo departamento.

De acordo com o publicado, no fim do ano passado, o DOF foi responsável pela segunda maior marca histórica de drogas apreendidas desde a criação do departamento, com 196,5 toneladas, superando o ano de 2021, quando foram apreendidas 195,03 toneladas de entorpecentes.

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POLÍCIA

Preso por deixar homem cego se envolve em briga dentro de cela em Campo Grande

Homem já possui ao menos sete registros anteriores por crimes semelhantes, todos marcados por agressões repentinas

28/01/2026 10h30

Suspeito, já conhecido por agressões, foi preso horas depois

Suspeito, já conhecido por agressões, foi preso horas depois Reprodução

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Um homem de 26 anos, identificado como Leandro Viana da Silva, preso por uma série de agressões violentas, incluindo um ataque que resultou na perda de visão de um homem, voltou a se envolver em confusão na tarde desta terça-feira (27), desta vez dentro da carceragem da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac/Cepol), em Campo Grande.

De acordo com boletim de ocorrência, por volta das 17h, agentes que estavam de plantão ouviram gritos vindos da carceragem e, ao verificarem a situação, encontraram dois custodiados em luta corporal dentro da cela. Os envolvidos trocavam socos e chutes, enquanto outros três presos que dividiam o espaço não participaram da briga.

Com apoio de outros investigadores, a situação foi contida e os dois detentos foram separados. Um deles foi transferido para outra unidade policial, enquanto o outro foi realocado para uma cela diferente. Ambos apresentavam lesões leves e relataram dores, acusando um ao outro pelo início da agressão. Os outros presos informaram que estavam dormindo e acordaram apenas com a confusão já em andamento.

Um dos envolvidos na briga é o mesmo homem preso em flagrante após ataques registrados no início da semana, na região do bairro Chácara Cachoeira. Na manhã de segunda-feira (26), ele agrediu de forma repentina um paciente que aguardava atendimento em frente ao Instituto da Visão de Mato Grosso do Sul. A vítima estava no local para acompanhamento de um transplante de córnea, procedimento pelo qual esperou cerca de dois anos e que havia devolvido sua visão.

O golpe atingiu diretamente o olho operado, provocando uma lesão grave. O paciente precisou passar por cirurgia de urgência e permanece internado. Laudo médico aponta dano permanente, com alta probabilidade de perda total da visão do olho atingido.

Horas depois, o mesmo suspeito voltou a atacar, desta vez uma mulher, também sem qualquer motivação aparente, na mesma região. Ele foi localizado e detido com apoio da Guarda Civil Metropolitana.

Levantamentos da Polícia Civil indicam que o homem já possui ao menos sete registros anteriores por crimes semelhantes, todos marcados por agressões repentinas. Ele segue preso e à disposição da Justiça.

 

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POLÍCIA

PF quebra quadrilha que contrabandeava eletrônicos em 'mocó' de carne

Além de mandados no interior do Mato Grosso do Sul, Operação Spectrum cumpriu buscas e apreensões em dois outros Estados

28/01/2026 10h05

Imagens dos cumprimentos de mandados por parte das forças de segurança, divulgadas pela PF, mostram uma série de armas armas apreendidas, dos mais diversos calibres,

Imagens dos cumprimentos de mandados por parte das forças de segurança, divulgadas pela PF, mostram uma série de armas armas apreendidas, dos mais diversos calibres, Reprodução/PF

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Durante a manhã desta quarta-feira (28) o interior do Mato Grosso do Sul, mais especificamente Dourados, amanheceu debaixo da mira da Receita e da Polícia Federal, que juntas buscam desarticular uma organização criminosa especializada em contrabando, flagrada transportando eletrônicos até em "mocós" de caminhão frigorífico. 

Batizada de Operação Spectrum, que segundo a Receita Federal em nota faz menção ao codinome utilizado por um dos líderes do grupo, a ação em si é mais uma no escopo dos trabalhos de enfrentamento aos chamados "crimes contra a ordem tributária", sonegação fiscal, à concorrência desleal, etc. 

Conforme a PF em nota, ao todo foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, mirando as cidades de Foz do Iguaçu/PR e Trindade/GO, além de Dourados, que fica distante aproximadamente 231 quilômetros de Campo Grande. 

Imagens dos cumprimentos de mandados por parte das forças de segurança, divulgadas pela PF, mostram uma série de armas armas apreendidas, dos mais diversos calibres, nas dependências dos indivíduos ligados ao esquema.

Contrabando em mocó

Para finalmente desarticular essa organização criminosa foi necessário um extenso trabalho investigativo, que teve como "estopim" uma das maiores apreensões de aparelhos que entraram de forma ilegal em território nacional. 

À época, conforme narrado pela Receita Federal, foram apreendidos aproximadamente sete mil eletrônicos que, por se tratarem de aparelhos de alto valor agregado, somaram mais de sete milhões de reais. 

O que chama atenção é justamente a forma como o contrabando era mascarado, uma vez que essa mercadorias foram encontradas em um compartimento oculto, o popular "mocó", dentro de um caminhão frigorífico carregado de carne que teriam como destino final a mesa da população em geral. 

A partir dessa apreensão, a PF identificou a atuação de um grupo especializado na importação fraudulenta de mercadorias estrangeiras sem documentação fiscal. Os produtos eram dissimulados em cargas lícitas para dificultar a fiscalização e distribuídos para grandes centros do país. 

Depois disso houveram uma série de novas diligências, pela própria Polícia Federal, a partir das quais foi possível identificar a atuação estruturada de um grupo criminoso que, segundo a PF, seria: "especializado na importação fraudulenta de expressivo volume de mercadorias de origem estrangeira, desacompanhadas de documentação fiscal e sem a devida regularização junto aos órgãos de controle aduaneiro".

Como modus operandi do grupo, seria comum esse armazenamento dos produtos em compartimentos ocultos "mascarados" entre cargas lícitas, tudo para dificultar a fiscalização e distribuídos para grandes centros do território nacional. 

Importante destacar que as investigações seguem em curso, para traçar a totalidade do esquema, identificar novos envolvidos e demais infrações penais que possam estar ligadas às práticas do grupo. 

 

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