Cidades

RETOMADA

Aquário do Pantanal terá mais oito licitações neste semestre

Próximas etapas incluem suporte à vida, climatização e parte elétrica

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Ainda no primeiro semestre de 2020 devem ser licitadas mais algumas etapas da obra do Aquário do Pantanal, localizado nos altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. O projeto já consumiu mais de R$ 240 milhões e no ano passado foi retomado, com duas licitações finalizadas. A terceira, porém, segue emperrada por problemas jurídicos.

De acordo com a Agência de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), faltam ainda oito processos licitatórios para serem publicados. Para este semestre, a pasta prevê o andamento de “alguns” deles, sem citar quais, nem quantos.

Porém, segundo a Agência, o cronograma preestabelecido pelo Governo do Estado aponta que a primeira das licitações a ser lançada este ano será a da impermeabilização dos tanques onde ficarão os peixes do Aquário do Pantanal. A segunda deverá ser a cenografia dos tanques.

Também devem ser licitadas, nesta ordem, as seguintes obras: o Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho (PCMAT) do Centro de Estudos e Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira (CPRIP); o gradil (retirada dos tapumes e recomposição do gradil do entorno do Aquário); climatização; sistema de suporte à vida; o civil (Acrílico – Polimento); e a parte elétrica.

O certame para a contratação da empresa que fará a impermeabilização dos tanques, entretanto, deveria ter sido lançada já em janeiro, conforme previsão anterior da própria Agesul.

As licitações da construção do Aquário, parado desde 2014, tiveram andamento no final do ano passado, com a contratação de duas empresas. A primeira foi a Gomes & Azevedo LTDA, que venceu a licitação para substituir dez vidros de alguns setores que estavam quebrados. O valor do contrato é de  R$ 386.450,46. A empresa teria 30 dias para executar o serviço, mas pediu prorrogação do prazo e agora tem até o final deste mês para terminar o serviço, que já começou.

“Sem a vedação correta, as placas de vidro acabaram danificadas, já que a obra ficou parada. O material (vidro) é importado, permitindo a entrada de luz, mas bloqueando a passagem de calor”, informou a Agesul.

No segundo certame, para a conclusão da cobertura metálica com telha calandrada e zipada do trecho 4 do Aquário, a vencedora foi a empresa Montagna Estruturas Metálicas, que conseguiu a desqualificação de sua única concorrente e assinou o contrato no dia 26 de novembro. A ordem de início do serviço já foi dada e a obra está em andamento. O contrato é de R$ 1.819.614,33.

Já a terceira concorrência publicada pelo Governo do Estado e a de maior valor, segue emperrada. No ano passado, duas empresas se interessaram pela disputa do revestimento de alumínio composto dos forros internos (do auditório e da biblioteca) e das monocapas, porém, ambas foram inabilitadas pela Comissão de Licitação por ausência de cumprimento de exigências previstas no edital, como a falta de documentação. Elas tiveram prazo para se adequarem, mas não apresentaram a documentação necessária e o processo foi então considerado deserto.

Um novo certame com a mesma finalidade precisou ser publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 19 de dezembro de 2019. Desse edital estão participando três empresas - Alubond Ind.e Comércio LTDA, Aluminum Comunicação Visual e Salver Construtora.

Entretanto, ainda conforme a Agesul, após a entrega das documentações, no dia 20 de janeiro deste ano, a empresa Alubond recorreu da decisão de habilitação das outras empresas participantes (Aluminum e Salver).  

Por conta disso, foi aberto prazo de cinco dias para que ambas recorram contra o recurso, o que aconteceu, e agora a pasta analisa os pedidos das empresas. A previsão é de que a licitação chegue a R$ 4.434.413,03.

HISTÓRICO

A obra foi iniciada em 2011 e paralisada quatro anos depois, a obra sofre o desgaste em decorrência do tempo e do abandono. O centro de pesquisa, quando pronto, contará com 32 tanques (24 internos e oito externos) da ictiofauna pantaneira (peixes e répteis), mais de 5,4 milhões de litros de água e um sistema de suporte à vida com condições reais do habitat.  

O objetivo é fazer do espaço um centro de referência em pesquisas e, para isso, o empreendimento também terá museu interativo, biblioteca, auditório com capacidade para 250 pessoas, sala de exposição e laboratórios de pesquisa para estudantes, cientistas e pesquisadores.

Luto

Morre Mano Xis, um dos pioneiros do rap e ícone da cultura de Campo Grande

Artista, que enfrentava um câncer de próstata, morreu neste domingo (11); integrante do Falange da Rima, ele ajudou a construir a história do hip-hop em Mato Grosso do Sul

11/10/2026 13h31

Mano Xis, um dos pioneiros do rap em Mato Grosso do Sul, morreu neste domingo (11) e deixa um legado na história da cultura hip-hop de Campo Grande.

Mano Xis, um dos pioneiros do rap em Mato Grosso do Sul, morreu neste domingo (11) e deixa um legado na história da cultura hip-hop de Campo Grande. Foto: Reprodução Instagram.

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A cultura de Campo Grande perdeu, na madrugada deste domingo (11), uma de suas vozes mais representativas. Morreu o rapper Márcio Leite Fernandes, conhecido artisticamente como Mano Xis, um dos pioneiros do hip-hop em Mato Grosso do Sul e integrante histórico do grupo Falange da Rima.

O músico enfrentava um câncer de próstata e deixa uma trajetória marcada pela valorização das periferias, pela resistência cultural e pela consolidação do rap no cenário artístico sul-mato-grossense.

A morte foi confirmada por familiares à imprensa e lamentada pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), que destacou a contribuição do artista para a formação de gerações de músicos e para o fortalecimento da cultura urbana no Estado.

Mano Xis integrou o movimento que, a partir da década de 1990, transformou o hip-hop em uma importante expressão artística de Campo Grande.

Em uma época em que o gênero ainda enfrentava dificuldades para conquistar espaço nos eventos culturais e reconhecimento institucional, artistas como ele encontraram nas rimas uma maneira de denunciar desigualdades e retratar a realidade das comunidades periféricas.

Sua trajetória ficou especialmente ligada ao Falange da Rima, grupo criado em 1998, na Capital, e reconhecido como um dos principais representantes do rap sul-mato-grossense.

Com músicas de forte conteúdo social, o coletivo ajudou a levar aos palcos discussões sobre pobreza, violência, preconceito racial, exclusão social e consciência política.

Mais do que um estilo musical, o rap representava, para aquela geração, uma ferramenta de expressão e pertencimento. Por meio das apresentações e composições, o grupo deu visibilidade a histórias e experiências que raramente encontravam espaço na produção cultural tradicional.

Uma trajetória que ajudou a construir o hip-hop de MS

A história de Mano Xis se confunde com a expansão da cultura hip-hop em Mato Grosso do Sul. O movimento, que começou a ganhar força em Campo Grande durante os anos 1980, encontrou nas décadas seguintes espaço para crescer, impulsionado pelo breaking, pela música, pelo grafite e pela organização de artistas independentes.

O Falange da Rima foi um dos grupos responsáveis por consolidar essa trajetória. Formado em Campo Grande, tornou-se referência para outros músicos que passaram a enxergar no rap uma possibilidade de expressão artística e de transformação social.

Em 2001, o grupo lançou o trabalho Mariposa Assassina, um dos marcos de sua discografia. O lançamento ocorreu em 11 de setembro daquele ano, data que também ficou marcada pelos atentados terroristas nos Estados Unidos.

Posteriormente, o coletivo ampliou sua produção com o álbum Esquadrão Mariposa, lançado em 2013, e o single Oração da Serenidade, de 2019.

Entre as músicas que marcaram a trajetória do Falange da Rima estão Circo dos Horrores, Abrakadabra, Capital sem Favela, O Pano do Rei e Passos Indecisos.

As composições ajudaram a construir uma identidade própria para o rap produzido em Mato Grosso do Sul, relacionando questões sociais à realidade local.

O reconhecimento institucional também chegou. Em 2022, o grupo esteve entre os homenageados do Festival Campão Cultural, em reconhecimento à sua contribuição para a música e para a história cultural do Estado.

Em dezembro de 2024, Mano Xis ainda integrava a formação anunciada para o encerramento do projeto Som da Concha, na Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas.

A apresentação foi concebida como uma homenagem à música regional, aproximando as rimas do grupo de referências como Almir Sater, Délio e Delinha e Bêbados Habilidosos.

A participação em projetos como esse representava uma conquista para um movimento que, durante décadas, buscou reconhecimento e espaço nas políticas culturais.

Artista enfrentava problemas de saúde

Nos últimos anos, Mano Xis passou a enfrentar problemas de saúde. Em novembro de 2024, o rapper sofreu um infarto e, no início de 2025, recebeu o diagnóstico de câncer de próstata maligno.

Em agosto daquele ano, a situação do músico ganhou repercussão após ele tornar pública a necessidade de assistência para iniciar o acompanhamento médico especializado. Na ocasião, relatou dificuldades relacionadas à doença e à busca por atendimento hospitalar.

O artista continuou sendo reconhecido como uma das referências históricas do hip-hop campo-grandense. Segundo informações divulgadas por familiares à imprensa neste domingo, ele enfrentava um câncer. A causa médica imediata da morte não foi detalhada.

A perda acontece pouco mais de um ano após a morte de outro nome histórico do Falange da Rima, o rapper Flynt, André Luiz Monteiro Aguirres, que morreu em 8 de setembro de 2025, aos 53 anos.

As duas mortes representam perdas importantes para a geração de artistas que participou da construção e da consolidação do hip-hop em Campo Grande.

Fundação de Cultura lamenta morte

Em nota de pesar, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul destacou a importância de Mano Xis para a identidade cultural do Estado e reconheceu sua influência sobre diferentes gerações de artistas.

Para a instituição, a presença do rapper ao longo de décadas contribuiu para a formação de público, a valorização da cultura de rua e o fortalecimento de um movimento que passou a ocupar lugar de destaque na produção artística sul-mato-grossense.

"Mais do que um artista, Mano Xis deixa um legado", destacou a fundação.

O órgão também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, integrantes do Falange da Rima e à comunidade do hip-hop.

A trajetória de Mano Xis permanece ligada à história de uma geração que transformou experiências das ruas e das periferias em expressão artística. Sua contribuição ultrapassou os palcos, ajudando a consolidar o rap como parte da memória cultural de Campo Grande.

 

ESPORTE

Corrida dos Poderes terá 4,2 mil vagas gratuitas e inscrições a partir do dia 20

Evento será realizado em 7 de novembro, com percursos de até 10 quilômetros e participação aberta a servidores públicos, população em geral e crianças

11/10/2026 11h00

Quarta edição da Corrida dos Poderes terá provas de 3, 5 e 10 quilômetros, além de modalidade infantil

Quarta edição da Corrida dos Poderes terá provas de 3, 5 e 10 quilômetros, além de modalidade infantil Reprodução / Pixabay

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Quem pretende participar da 4ª edição da Corrida dos Poderes já pode se preparar para garantir uma vaga. As inscrições começam no dia 20 de outubro, às 9h, e serão oferecidas 4.200 oportunidades gratuitas para servidores públicos, atletas amadores e crianças em Mato Grosso do Sul.

A competição está programada para 7 de novembro, com início às 15h, e integra a programação em comemoração ao Dia do Servidor Público. Os interessados deverão realizar o cadastro pelo site oficial do evento.

A principal mudança deste ano está na distribuição das vagas. Ao contrário das edições anteriores, quando as inscrições eram divididas em etapas, todos os lugares serão liberados de uma só vez.

A maior parte das vagas será reservada aos servidores públicos, que terão 3.500 inscrições disponíveis. Outras 500 serão destinadas à comunidade em geral, enquanto 200 ficarão reservadas ao público infantil.

A programação contempla diferentes níveis de preparo físico, com caminhada de 3 quilômetros e provas de corrida de 5 e 10 quilômetros. As crianças também poderão participar por meio da modalidade Kids.

Para efetuar a inscrição, será obrigatório informar o número do CPF. No caso dos participantes menores de idade, o cadastro exigirá tanto o documento da criança quanto o de seu responsável.

Antes da abertura das inscrições, a organização promoveu uma série de atividades para incentivar a prática esportiva em diferentes regiões do Estado.

Ao longo do primeiro semestre, quatro municípios receberam treinões preparatórios. O circuito começou em Ponta Porã, em 25 de abril, passou por Corumbá, em 16 de maio, e Três Lagoas, em 20 de junho, antes de encerrar as atividades em Costa Rica, no dia 11 de julho.

A Corrida dos Poderes reúne instituições dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com organização da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte).

Informações adicionais podem ser obtidas pelos telefones (67) 3316-9196, (67) 99200-4912 e (67) 3029-5496.
 

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