Cidades

PISTOLAGEM EM MS

Arsenal de grupo de extermínio é levado para a Polícia Federal

Armamento pode ter sido usado em três execuções

Continue lendo...

Força-tarefa da Polícia Civil que investiga crimes de pistolagem ocorridos desde o ano passado em Campo Grande conta com o apoio da Polícia Federal para avançar no trabalho de elucidação das execuções.

A PF, que fará os exames periciais no arsenal bélico apreendido em 19 de maio deste ano em uma casa no Bairro Monte Líbano, também faz a custódia dos fuzis e das pistolas e munições encontrados com o guarda municipal Marcelo Rios na ocasião. 

O Correio do Estado apurou que alguns dos exames poderiam ter sido feitos no Instituto de Criminalística estadual, mas o apoio dado pela PF dá mais segurança e respaldo aos policiais da força-tarefa da Polícia Civil. Alguns exames, de eficiência de armamentos como fuzis AK-47 de calibre 762 e dos fuzis 556, são mais complexos, daí o trabalho requisitado aos federais. 

Marcelo Rios foi o primeiro dos três guardas municipais investigados por integrar um suposto “grupo de extermínio” a ser denunciado criminalmente. Ele é acusado por quatro promotores do Grupo de Atuação Especial na Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de praticar os crimes de posse e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (e também de uso permitido), além de manter munições destas armas.

Ao todo, são 26 armas, sendo dois fuzis AK-47, quatro fuzis 556, 11 pistolas nove milímetros, 4 pistolas .40, uma pistola 380, uma pistola calibre 22, um revólver calibre 357, uma espingarda calibre 12 e outra calibre 22. Por ter sido denunciado em concurso material, ele poderá ser condenado a até seis anos de prisão para cada uma destas armas apreendidas: 156 anos em caso de aplicação de pena máxima. 

Os outros dois guardas investigados pela força-tarefa, Rafael Antunes Vieira e Robert Vitor Kopetski, chegaram a ser presos por obstrução à Justiça, mas conseguiram habeas corpus do Poder Judiciário e foram libertados. O mesmo ocorreu com o motorista Flávio Narciso Morais da Silva. 

APARATO

Mas não foi somente o armamento que chamou atenção dos policiais da força-tarefa, e sim alguns instrumentos encontrados com Marcelo Rios, como bonés com câmera oculta, bloqueadores de sinal e eletromagnético, silenciadores (inclusive dos fuzis) e até mesmo um arreador (aparelho elétrico utilizado para empurrar bovinos a caminho do abate, e que pode ser usado para torturar humanos). 

Para levar os promotores do Gaeco e os policiais da força-tarefa a provar a existência de um grupo de extermínio, foram encontrados dois carros Fiat Uno roubados (um deles de uma locadora), com placas adulteradas. Um desses automóveis estava coberto com uma lona preta. 

CASOS INVESTIGADOS

A força-tarefa criada pela Polícia Civil para apurar crimes de pistolagem tenta elucidar três assassinatos. O primeiro deles ocorreu há quase um ano, no dia 11 de junho de 2018, na Avenida Guaicurus, em Campo Grande. Na ocasião, o policial militar reformado Ilson Martins de Figueiredo, chefe de segurança da Assembleia Legislativa, foi executado com tiros de fuzil AK-47. 

O outro caso investigado é a execução de Orlando da Silva Fernandes, o “Bomba”. Ele foi executado no Jardim Autonomista, em Campo Grande, dentro de sua caminhonete, em 26 de outubro do ano passado. Ele foi morto com tiros de fuzil, calibre 762, o mesmo dos equipamentos AK-47. 

A execução mais recente, em 9 de abril deste ano, foi a do estudante de Direito Matheus Xavier, 20 anos. Ele também foi morto com tiros de fuzil calibre 762, quando manobrava a caminhonete do pai, em frente à sua casa, no Jardim Bela Vista, em Campo Grande. Os integrantes da força-tarefa não descartam que o alvo da execução possa ter sido o pai da vítima, o capitão reformado da PM Paulo Roberto Teixeira Xavier.

SERVIÇOS À POPULAÇÃO

Faculdade oferece atendimento gratuito de fisioterapia e psicologia em Campo Grande

Serviços são oferecidos nas clínicas-escola da Anhanguera, mediante agendamento

12/03/2026 17h30

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos Divulgação

Continue Lendo...

A Faculdade Anhanguera Campo Grande está com agendamento aberto para quem busca atendimento gratuito nas áreas da fisioterapia e psicologia. Para utilizar os serviços, é preciso agendar via Whatsapp ou presencialmente nas clínicas.

Na clínica-escola de fisioterapia, os serviços oferecidos estão nos campos da ortopedia e neurologia, direcionados a pacientes de todas as idades. 

Já na área de psicologia, para quem busca cuidados com a saúde mental, a clínica-escola oferece dois tipos de serviços para o público adulto e infantil: psicoterapia, por meio de atendimentos individuais; ou avaliação psicológica, conforme demanda.

Além da abertura de consultas à população, o serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos cursos de fisioterapia e psicologia por meio da vivência prática nas futuras profissões, conforme destaca a coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Gisele Leite de Abreu.

“Os estudantes conseguem efetivar na prática todo conhecimento adquirido durante a graduação, além de trabalhar as competências socioemocionais de humanização, empatia com o contato direto ao paciente. É uma forma de contribuirmos com o desenvolvimento social a partir da promoção da saúde e bem-estar à população”, salienta a fisioterapeuta. 

Serviço

Clínica-Escola de Fisioterapia
Horário de atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30.
Agendamento: via WhatsApp ou presencialmente. Necessário encaminhamento. 
Contato: (67) 99325-7613
Endereço: Rua Júlio Verne, 109, Universitário – Campo Grande

Clínica-Escola de Psicologia 
Horário de atendimento: Segunda 13h30 às 16h30 e das 18h30 às 21h30, quarta-feira das 8h às 11h e sexta-feira das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30
Agendamento: diretamente na clínica 
Contato: (67) 99171-5236
Endereço: Av. Gury Marques, 3203, Vila Olimpia – Campo Grande

Assine o Correio do Estado

PROPOSTA NA MESA

Prefeitura de Corumbá avalia criação de grupo para consultar imposto territorial rural

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões

12/03/2026 17h00

Continue Lendo...

Em um movimento para aprimorar a transparência e engajamento da sociedade na gestão fundiária e tributária, foi entregue ao prefeito de Corumbá, Doutor Gabriel, a proposta que cria uma comissão consultiva para avaliar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

A comissão servirá como um canal permanente de diálogo entre os produtores rurais e o poder público para garantir que a integridade na base de cálculo do imposto. O foco é favorecer medidas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões. O alinhamento para que essa comissão possa ser criada ocorreu a partir de discussão realizada durante a 27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal (Feapan), realizada em outubro de 2025.

Com a presença do Sindicato Rural, o objetivo é subsidiar informações no processo de levantamento do Valor da Terra Nua (VTN), dado que serve de base para o ITR, para que não haja distorções que ignorem as peculiaridades geográficas do Pantanal.

Com a proposta oficialmente apresentada, a Prefeitura de Corumbá agora passa a tramitar com a análise do pedido. Ainda não há prazo definido para deliberação.

Participaram da entrega da proposta, o Sindicato Rural de Corumbá em trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, por meio da Secretaria Executiva de Produção Rural. 

Diálogo e segurança jurídica no campo

A proposta desta Comissão Consultiva representa a transparência da formatação do imposto, bem como um aumento da participação da sociedade.

A comissão terá representantes da Prefeitura de Corumbá (Finanças, Desenvolvimento Econômico, Procuradoria Jurídica), Sindicato Rural de Corumbá, alguma cooperativa agrícola interessada, profissional técnico da área agronômica ou ambiental, representante da Receita Federal.

Impacto na economia do Pantanal

Corumbá detém um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e o setor da pecuária é um importante fomentador da economia pantaneira. Esse avanço em andamento construído em parceria busca aprimorar três pontos:

  • justiça fiscal: diferenciação técnica entre pastagens nativas, áreas formadas e zonas de reserva ambiental;
  • redução de contenciosos: favorecer a economia e a geração de riqueza a partir da produção do campo;
  • investimento local: garantir que o recurso arrecadado (que pode ficar 100% no município via convênio com a Receita Federal) seja aplicado para aprimorar estruturas de Corumbá.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).