A Copa passou e ela passará
A dor ainda não passou. Um, dois, três – ai! ai! ai! Quatro, cinco, seis, sete? Foi mesmo? E, três dias depois, mais três gols da Holanda? Dez a um? Nunca antes, neste orgulhoso país do futebol, alguém imaginou tamanha vergonha. Sempre fomos os melhores. Não éramos os donos da bola? Agora, dez a um? Passamos a ser o resto? Tantas interrogações em um mesmo parágrafo não são sinal de perplexidade? Cabem-nos reflexões, pois ainda estamos envergonhados e tristes. A Copa já passou e ainda estamos assim? Mas, olhando mais à frente, vemos o consolo de que “ela” também passará.
Sobre a Copa, a primeira reflexão deve ser acompanhada por uma pergunta pouco delicada: os nossos jogadores não prestam? São inferiores? Foram. Não serão mais? E não eram antes? Estas interrogações podem nos levar à verdade. Examinando-se os jogadores, individualmente, observamos que, com exceção de Fred, que foi o pior, os demais jogam nos melhores times do mundo e ganham lá fortunas. Então, caro leitor, a conclusão é que perdemos a Copa, vergonhosamente, com jogadores excepcionais – craques. Nessa constatação, a culpa está sendo jogada sobre o Felipão, que, calmamente, a aceita sem perder a sua autoestima de um treinador de elite. Essa autoestima tornou-o incapaz de observar a mudança do futebol europeu e do resto do mundo. Lembro-me de que assisti na TV, faz algum tempo, a um jogo do Santos contra o Barcelona em que nossos jogadores ficaram tontos em campo, inclusive Neymar. Naquele dia, me veio à cabeça a ideia de que perderíamos a Copa. Acho que o Felipão não assistiu a esse jogo.
A Dona Dilma, pé frio reconhecido e temido por toda a torcida, no final da festa não sabia o que fazer com a sonhada taça. Mas, de cara amarrada, levou-a a quem de direito. Sempre com o andar macheado e a cabeça erguida. Mas, logo fugiu dos holofotes e microfones de cabeça baixa, sem querer ver ninguém, com a cara de cachorro que peidou na igreja. Aquela taça tanto desejada foi incômoda e humilhante para sua autoestima e ao sonho de reeleição à presidência. Mas, pela sua soberba, ela nunca terá a humildade de avaliar como o Brasil a vê neste momento. As pesquisas eleitorais já começam a lhe dar sinais de desencanto.
Quem afinal é Dilma Rousseff? Quais as suas realizações? Ela é o produto do sucesso eleitoral do PT. É um ovo de Lula. Nunca vimos alguém que a dissesse simpática ou bondosa. Ao contrário, sua imagem reflete a prepotência e a neurótica autoestima de um diva esquizoide. Ela é ainda a guerrilheira, com o dedo no gatilho, que se julgava capaz de derrubar a ditadura militar para nos impor a já surrada ideologia comunista. Coerente consigo mesma, na cadeia, orgulhosa, ela ensinava Marx aos seus colegas. Ainda hoje essa é a cabeça da nossa presidente, ainda convicta de que o comunismo é a fórmula mágica de extinção das injustiças sociais. Até hoje ela não foi capaz de aceitar o insucesso dessa ideologia vivida intensamente em mais da metade do mundo.
Ainda agora ela acaba de receber, carinhosamente, na “Granja do Torto”, o presidente de Cuba, irmão de Fidel Castro. Veio agradecê-la pela construção, com nosso dinheiro, de um grande porto em Cuba. Acho que foi a maior obra do seu governo e a maior afronta aos nossos produtores rurais, que, com enormes despesas, veem os seus caminhões parados dias e dias para o embarque da nossa produção agrícola em nossos acanhados portos. Assim, a Senhora Dilma nos governa. Nunca ela disse uma só palavra de condenação aos ladrões mensaleiros. Faz pouco tempo, ela demitiu três ministros por corrupção e não levou nenhum à Justiça.
Foi Dilma Rousseff que, serena e segura, assinou a compra de uma empresa petrolífera com prejuízos de bilhões aos nossos cofres. Foi Dilma também que promoveu a quase falência da Petrobras por desvio de dinheiro para financiamento de suas campanhas eleitorais. Esse desvio é roubo. Quem é Dilma? É ela mesma, agora lembrada na capa da revista Veja com o título “Apagão na Diplomacia”, em que se estranha o silêncio do nosso Itamaraty sobre a derrubada do avião pela Rússia e estupidamente ataca Israel. Dilma bateu palmas ao comunista Marco Aurélio Garcia, seu mentor, Ministro das Relações Exteriores. Chega. Em outubro, o bom senso prevalecerá e a veremos, de costas, saindo. Adeus.