Será que existem verdades absolutas? Eu creio que sim, mas isso é visto como fundamentalismo. E isso é ainda mais destacado quando se trata de questões relacionadas à Bíblia, taxando-a como “fundamentalismo religioso”.
É com certa frequência que se vê isso, partindo de pessoas que não querem admitir que a Bíblia é a palavra de Deus, que existem verdades absolutas, dizendo que tudo é relativo, enfim, o que é certo para um não é para outros.
Destaco que, se tirarmos a autoridade da Bíblia, ela fica a nossa mercê, em vez de ficarmos sujeitos aos ensinos da mesma. Daí, o resultado é a instauração do caos, pois destroem-se os fundamentos.
Portanto, quem quiser navegar no barco do relativismo irá naufragar. Por isso afirmo que sou fundamentalista, pois existem verdades incontestes, como por exemplo: Somos todos mortais, a vida está na dualidade do sexo, o casamento é entre um homem e uma mulher, e assim por diante.
O fundamentalismo religioso entrou até na questão da realização da “Quinta Gospel”. Mas não quero entrar na discussão a respeito da polêmica quanto à participação dos mais variados artistas no evento, porque entendo que devemos nos opor à realização de qualquer show por parte do poder público. Pois o papel do governo não é vir com “circo” para o lado do povo. Então, nem “Noite da Seresta” nem “Quinta Gospel”, pois, repito, não é papel do poder público realizar isso.
Enfatizo que, se alguém tem interesse num evento como os supracitados, realize os mesmos, como iniciativa privada, cobre ingressos e vá quem quiser. Assim acaba qualquer polêmica.
Há os que argumentam que “tem dinheiro para a Cultura”. Ora, que se aplique na Orquestra Sinfônica, em aulas para aprendizado de instrumentos musicais, dança, teatro, publicação de livros etc. Agora, música, como os gostos são variados, cada um promova o seu evento, sem envolver recursos estatais.
Se tivermos todos esse pensamento, vamos ajudar a secretária da Fundac, Juliana Zorzo, a sair desse imbróglio.
Entendo, portanto, que dinheiro público não deve ser aplicado para grupos, como Parada Gay, Carnaval, Festa de Santo Antônio e Marcha para Jesus. Quem tem interesse nisso é que tem que “colocar a mão no bolso” e realizar isso, pois assim não vou ficar chateado vendo meu imposto indo para eventos, como os três primeiros, dos quais não tenho interesse, e também quem for ateu, provavelmente, não vai querer que seu imposto seja aplicado na Marcha para Jesus.
Então, dinheiro público deve ser para ações de interesse geral, como saúde, educação, segurança etc. Mas lamento que haja pessoas que, em vez acabar com a promoção de grupos, desejam fomentar isso, criando a “Noite da Macumba”.
Concordo com pessoas que se preocupam com o “Estado de Direito e Laico”. Só estranho quando não se preocupam com a violação do princípio do Estado Laico, como o Feriado de Santo Antônio, que não deixa de ser uma “subvenção” da parte do município a um determinado grupo religioso (entendam que estou falando sobre o aspecto legal e não sobre a crença desse ou daquele, pois cada um tem o direito de crer no que quiser e até não crer). Creio que o dia em questão deveria ser uma comemoração doméstica e não imposta a todos.
Então, o meu presente para a “Cidade Morena”, nos seus 115 anos, é a “verdade inconteste” que dinheiro público é para obras de interesse comum e não de grupos. Enfim, a nossa Capital precisa de saúde, educação, segurança etc. e não de shows, pois esses a população pode promover.