Conheci, em minha vida, algumas pessoas residentes aqui no Brasil, no Paraná, adeptas do Islã, ou seja, muçulmanas. Outras, no Paraguai. Foram poucas, mas nunca presenciei nelas alguma conotação de radicalismo ou desprezo latente por outra religião. Sempre as vi como pessoas pacatas e trabalhadoras. Agora, com essas atrocidades cometidas por alguns radicais que se dizem muçulmanos, lá do outro lado do mundo, retratadas quase todos os dias nas páginas dos jornais e telas de televisão, começo a me questionar em como esses muçulmanos são assassinos terríveis e impiedosos. Eu penso em como eles não têm tolerância e usam a morte de inocentes como uma forma de impor suas crenças e mitos religiosos. E o quanto me enganei com os muçulmanos que conheci. É isso?
Claro que não! Conforme a Wikipédia, uma das maiores enciclopédias do mundo, o islão possui entre 1,3 a 1,5 bilhão de seguidores no mundo, sendo a segunda maior religião e a que mais cresce no mundo. Os seguidores do “Estado Islâmico”, fanáticos assassinos, que vêm aterrorizando o Iraque e a Síria com suas crueldades em nome de “Alá”, dizem os EUA, totalizam mais ou menos entre 7 mil a 12 mil. Os terroristas falam que são 80 mil. Tudo bem, que sejam, mas será que eles representam, com essas atitudes assassinas e diabólicas, os quase um bilhão e meio de muçulmanos que adotam o Corão como seu livro sagrado e que têm Maomé como seu maior profeta?
Esses lunáticos, chamados de “Estado Islâmico”, contribuem, na história contemporânea, com a parte triste das diversas divergências que a religião sempre causou ao homem, desde que começou a civilizar-se.
Quem pesquisa a história do surgimento do islã sabe que muito muçulmano tem o maior respeito por Jesus Cristo, fundador do Cristianismo. Alguns até acreditam que o próprio Maomé seria Jesus.
E o pessoal do “Estado Islâmico” o que mais adora fazer é matar os cristãos lá no Iraque e na Síria.
Jesus Cristo viveu antes de Maomé e nunca participou de violência ou guerra. Tolerou quase tudo, ensinando-nos a perdoar 70 vezes sete uma ofensa. O seu único deslize foi quando começaram a comerciar dentro do templo e ele se irou. Mas foi breve a ira. No resto da vida, pregou a paz, a submissão, a entrega, e morreu pregado em uma cruz sem nunca ter cometido um crime.
500 anos depois de Jesus, veio Maomé, que conheceu o cristianismo, mas que se dispôs a ser o profeta do seu povo, disse que teve uma visão do anjo Gabriel e criou o Alcorão, a bíblia dos muçulmanos. Daí para frente, ninguém mais segurou a crença no islã, a religião que mais cresce no mundo. A história nos conta que Maomé pregava a luta armada, que até poderia se justificar, à época, mas, dizem, pregava também a paz. Confesso, não li muito sobre o que Maomé pensava da paz. Mas acho que ele, como um líder respeitado e importante, não poderia desprezar a paz?
Poderia?
Pergunto, nos dias atuais, justifica-se, brigar, matar, para impor a religião? O extermínio de pessoas por esses lunáticos não tem justificativa nenhuma.
Nem Alá ou Deus, que seja, aprovam essas matanças. Certamente, eu, se pudesse, perguntaria a Alá ou a Deus: “Está certo isso, Alá, Deus? Esse ‘Estado Islâmico’ vai até onde e quando?”
Enquanto a justiça divina não chega, sinceramente, anseio que alguém ou muitos deem logo um fim nesses extremistas satânicos, assassinos califados, que insistem em querer estabelecer, nos dias atuais, um tempo sem tolerância, sem paz, sem harmonia entre os seres humanos.
O fim imediato das bestas humanas, chamadas de “Estado Islâmico”. Poderiam também ser taxados de “Estado Satânico”. Eles não representam os muçulmanos de verdade. Os fiéis que creem em Deus ou Alá, povo que merece respeito. O povo de quem falei no início desse artigo e mais bilhão e pouco decente pelo mundo todo.