O povo brasileiro presta sua homenagem à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, mas celebra também o dia da criança.
Seria maravilhoso se todas as crianças tivessem hoje e todos os dias a alegria de celebrar o carinho de seus pais, o aconchego de um lar, a liberdade de brincar, a oportunidade de sonhar, de sorrir e de vibrar com as coisas boas e belas da vida.
Seria maravilhoso se os semblantes infantis pudessem irradiar inocência, delicadeza e alegria. E pudessem contar com um ambiente favorável para desenvolver sua fantasia e sua criatividade. E pudesse expandir sua energia e sua vitalidade.
Mas isso não lhe está sendo facultado. A indústria de brinquedos tolheu a criatividade de nossas crianças. Os brinquedos não são mais fruto da imaginação. São fornecidos pela industria e pela informática. Tudo planejado para prendê-las e fazê-las dependentes. A espontaneidade cedeu lugar ao consumismo.
Os pais passam a procurar brinquedos que agradem. Nem todos educam. Sua autoridade se enfraquece e se torna preocupação em satisfazer as necessidades dos filhos cada dia mais sofisticadas e mais exigentes. Está difícil impor limites. Está difícil educar para a responsabilidade e para a obediência.
Não são mais os filhos que vivem submissos e obedientes. São os pais que se obrigam ao sacrifício para poder satisfazer os caprichos dos filhos, para contentá-los e não ter que enfrentar conflitos e ameaças. E a família entra numa situação nada agradável. A convivência está fragilizada. E o relacionamento está em crise.
E quem sofre é a criança. É preciso fazer algo mais sério em favor de nossas crianças. Assumir atitudes corajosas e estabelecer limites à sua liberdade. É preciso ambientes saudáveis para a convivência familiar e social.
A Bíblia sagrada contém fatos e orientações de muita valia e profunda sabedoria. São verdades que precisam ser assumidas. Do Antigo Testamento escolhi um desses fatos: o rei de Amã promovera um banquete. E a rainha Ester, mulher simples e humilde, fora convidada.
Após o banquete, o rei se encantou com a beleza de Ester e disse a ela: “Peça-me o que você quiser, rainha Ester, e eu concederei a você. Qual o seu pedido? Darei a você até a metade do meu reino”. A rainha Ester respondeu: “Se o senhor quiser fazer-me um favor, se lhe parecer bem, o meu pedido é que me conceda a vida, e o meu desejo é a vida do meu povo. Porque eu e o meu povo fomos vendidos para sermos exterminados e mortos”. (Ester,7,3-4)
O pedido da rainha Ester é o mesmo de todos nós. Queremos vida, segurança e ambiente saudável para todas as crianças e para todas as famílias.
Então teremos crianças que não precisarão buscar no lixo a sobrevivência. Não precisarão viver no abrigo de menores. Não estarão no mundo do crime. Teremos crianças alegres, sadias e felizes por terem um lar para amar, um sonho a sonhar e uma vida a viver.