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OPINIÃO

Abilio Leite de Barros: " O silêncio dos bons e o nosso grito"

Escritor ([email protected])

Redação

23/10/2014 - 00h00

Diante das denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, a santa Dilma assumiu a evidência dos fatos, reconhecendo o desvio de verbas da Petrobras. E, em seguida, propõe-se a avaliar os valores dos desvios que deverão retornar à estatal. Isso significa que nós deveremos tapar o roubo consumado? Sai Dilma... Chega! Com o nosso dinheiro, não!

O imoral raciocínio da nossa santa Dilma é muito claro: os roubos das estatais quando são dirigidos ao auxílio político, isto é, para ganhar eleições, são normais e saudáveis, pois os fins justificam os meios. Isto é, para ganhar eleições podemos santamente roubar das estatais. Os “mensaleiros” levados para a cadeia pelo são Joaquim Barbosa caminharam para a Papuda, levantando o braço esquerdo, dizendo de suas convicções comunistas e da certeza de que o roubo praticado tinha uma finalidade heroica. Como é evidente que a senhora Rousseff sabia dos roubos, ou melhor, os apoiava, parece-nos muito claro que devemos, patrioticamente, pelo voto, mandá-la para casa. Chega!!!

O PT, dentro dessa posição que, neste mesmo jornal, chamei ironicamente de roubo patriótico, tem, como saudável, o desvio do dinheiro público para fins eleitorais. Em decorrência desse raciocínio, proclamam a necessidade de um “Estado Forte”, pelo que abominam qualquer privatização. O presidente FHC, pela venda de uma mineradora que apresentava enormes prejuízos, até hoje, 12 anos passados, é ofendido como praticante de um ato de lesa-pátria ao promover a privatização daquela empresa que hoje tornou-se lucrativa e, por meio de seus impostos, enriquece o País.

Essa discussão sobre estatização e privatização parece-nos muito importante neste momento em que o PT quase quebrou a Petrobras. Os Estados Unidos foram os maiores produtores de petróleo do mundo e nunca tiveram um só poço estatal. Faz pouco tempo, a primeira-ministra da Inglaterra, sra. Margareth Thatcher, privatizou todas as estatais do seu país e levantou a Inglaterra, que caminhava rapidamente à falência. Hoje, ela é reconhecida e festejada como heroína nacional. As democracias bem-sucedidas no mundo todo lutam pela redução do Estado para melhor se aplicarem as ações fundamentais de educação, saúde e segurança. O resto é privado e há uma razão lógica para justificar essa atitude: insucesso na administração pública não dói no bolso, ao contrário da empresa privada.

O estado brasileiro está muito grande, como manda a doutrina petista. Vejamos: a Presidência da República se compõe de 39 ministérios, 34 fundações e 141 empresas estatais, entre elas a gigantesca Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os Correios. Não sei fazer a avaliação da quantidade de funcionários de todas essas empresas. Na Petrobras, dizem que a absoluta maioria é petista, sem avaliação de méritos.

O primeiro turno passou e Dilma passará. Como será a ilustre dama na condição de perdedora?

Como vencedora cansamos dela, o País cansou; uma mulher prepotente e convencida de qualidades que nunca teve, além de incapaz de menores gestos de bondade. O País assistiu calado, em quatro anos, ao desfile de sua incompetência e, como quem cala consente, essa Dilma prepotente e incompetente recebeu uma votação muito em desacordo com o que ela é, porque ela é nada. Devo citar umas palavras de Martim Luther King que me guiam nestas simples reflexões: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

A senhora Dilma recebeu no primeiro turno uma significativa votação, com o silêncio dos bons.

Sugiro para o segundo turno o nosso despertar, isto é, parece-nos muito evidente que não basta em silêncio votar, é preciso abafar o grito dos maus com nossa maior participação, respondendo-os também com o grito. Esse grito dos bons parece-nos muito fácil, pois a propaganda da estúpida Dilma Rousseff é um vergonhoso balão de mentiras. E pior do que as descaradas mentiras é a encarnação teatral da dona Dilma em uma santa virgem imaculada, que nem treme os lábios ao dizer as mentiras que já não enganam ninguém. Dizem os psicólogos que o maior castigo do mentiroso é acreditar na própria mentira. Duvido pela insensibilidade da sua cara que a Dilma tenha sentido esse castigo. Ela perdeu completamente o pudor e resta-nos agora, simplesmente, gritar para mandá-la para casa. Sai Dilma... Chega!!!

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