No ano de 2013, a população brasileira, em especial os mais jovens, vivenciou algo nunca visto em nosso país. Uma grande mobilização onde milhões de brasileiros saíram às ruas em passeatas em várias cidades do País. E o motivo? O sistema político e suas decisões. Com quase 90% de simpatizantes, esses protestos ocorreram sem um motivo definido. Alguns protestavam contra a corrupção (mensalão, Petrobras, metrô), outros contra a realização e os custos da Copa do Mundo no Brasil e aqueles que reclamavam do alto valor dos impostos. Enfim, nenhum assunto específico, somente a certeza de que algo estava (e ainda está) errado e o Brasil precisava de mudança.
Em 2014 tivemos uma das eleições mais disputadas para presidente da República. E o resultado?Nada de mudança! Não tenho dúvida do que se confirmou nas urnas: nosso país está dividido. Uma divisão muito clara, metade a favor do PT e outra metade contra.
O que me preocupa é exatamente essa situação. Com uma economia estagnada e uma inflação crescente, o Brasil dividido meio a meio só trará consequências negativas. O PT com seu estigma de sede pelo poder vai continuar com sua política assistencialista, e infelizmente nosso país continuará com seus velhos conhecidos problemas sociais e estruturais.
]Apesar do discurso pacífico e harmonioso da presidente Dilma, todos sabemos como funciona a política do PT nos bastidores. Aparelhamento do Estado e prestando assistência somente àqueles que lhe interessam. E nós sul-mato-grossenses poderemos ser um dos mais prejudicados, assim como SP, PR, SC E RS que substancialmente foram os estados mais críticos deste partido.
Faço aqui um apelo. Nossa bancada federal terá uma grande e importante participação neste processo, principalmente os deputados e senador do PT para que os mesmos participem de forma efetiva na articulação política com o governo federal, pensando em primeiro lugar em nosso desenvolvimento. Se vão? Não sei dizer ainda. Caso contrário, o governador eleito Reinaldo Azambuja terá dificuldade na condução da governabilidade e relação institucional necessária junto à União e quem vai sofrer as consequências no fim das contas será, como sempre, a população.