O ano de 2014 está terminando de forma melancólica e preocupante, tanto do ponto de vista político, como da economia, e das perspectivas para 2015.
A incompetência na gestão pública demonstrada pelo governo federal, em quase todas as suas instâncias, tem colocado de orelhas em pé boa parte dos brasileiros preocupados com o bem-estar, com o desenvolvimento, com a democracia e com os direitos individuais no País.
O PT, no entanto, tem demonstrado alta competência em gerar estelionatos eleitorais. Foi assim quando Lula se elegeu pela primeira vez, combatendo a política econômica de FHC e adotando-a depois sem nenhum constrangimento.
Agora a situação é mais grave: a presidente, que dizia que a economia estava sob controle, que os níveis de emprego estavam garantidos, começa a ter que pular miúdo para conseguir segurar a inflação, transmitir confiança à nação e impedir o aumento do desemprego, ao insistir em uma política econômica que está degradando nossa indústria, grande empregadora da força de trabalho.
A mentira tem sido a tônica do governo, utilizada como instrumento de coerção de mentalidades durante os doze anos de gestão, distorcendo a realidade com um marketing deturpador e deseducativo.
No plano tupiniquim, os problemas candentes e de responsabilidade do governo federal têm sido sistemática e desavergonhadamente protelados. Aqui, a segurança jurídica no campo é fator fundamental para a paz e para a estabilidade do nosso sistema produtivo. Nossa população tem plena consciência disso, haja vista a tunda eleitoral que Aécio e Reinaldo deram no PT em Mato Grosso do Sul.
Como vítima desse processo de irresponsabilidade e mentiras sou testemunha, juntamente com outros amigos, da leniência do governo com a questão dita indígena e o desrespeito com os proprietários rurais como também com os próprios índios.
Estamos sendo literalmente “enrolados” há 18 longos meses. Nos subtraíram o direito de trabalhar e não nos pagam pelas terras invadidas. Dia após dia, mês após mês, inventam desculpas para adiarem uma solução.
Estão nos obrigando a tomar atitudes que não condizem com a nossa formação. Não reagimos até hoje na expectativa de um acerto minimamente razoável. Estamos perdendo as esperanças e também a paciência, numa postura reativa à impotência de cidadãos comuns, frente ao poder discricionário do Estado.
Ainda estamos aguardando para que mudem o rumo das atitudes do governo federal, tanto lá quanto cá. Acho difícil, mas torço para dar certo...