Propala-se a construção de duas (2) faculdades de Medicina no Estado.
Atualmente somos 388.015 médicos no País, temos 198 escolas médicas, ocupamos o 2º lugar no mundo, só perdemos para Índia. Temos duzentos milhões de habitantes e a Índia 1,3 bilhão.
O governo precisa dizer em quantas cidades não se consegue fazer um exame laboratorial de análises clínicas, uma radiografia ou ultrassonografia.
O governo precisa ser claro com a população, como afirmou o presidente da Associação Médica Brasileira, Dr. Florentino Cardoso, em artigo sobre “o sistema público de saúde” publicado em 8 de março na seção “Espaço Aberto” do Jornal “O Estado de São Paulo”, reafirmando que o governo tenta imputar a falta de médicos e a deterioração do sistema.
O governo precisa dizer ao povo que o SUS paga por uma consulta de um pediatra, de um ginecologista menos de R$ 3,00.
O povo precisa saber que o SUS por uma cirurgia de amígdala-adenoide R$ 183,41, para retirar um apêndice R$ 161,03 e pasmem os leitores, esta quantia é dividida pelos três (3): cirurgia, auxiliar e anestesiologista. Paga por uma curetagem uterina R$ 63,03, para uma radiografia de tórax R$ 14,32.
Como veem, o “caos” instalado na saúde pública não é devido à falta de médicos, mas à falta de condições de trabalho nas periferias das grandes cidades e no interior. Querem um médico missionário que vá para uma comunidade onde não há estrutura adequada para atendimento à população, sem equipamento, sem auxiliares! Sem nada!
Como o governo tem dinheiro para construir estádios de futebol?
Como o governo quer importar médicos cubanos e bolivianos? Para Lula e Dilma hospital Sírio Libanês, para o povo brasileiro médico que não fala português.
Antes de importar médicos, o governo precisa de planejamento para corrigir a má distribuição de médicos no País e ter uma política que dê condições de trabalho.
O governo tem que investir em saúde; para se ter uma ideia, o Brasil investe menos percentual do Produto Interno Bruto que a média dos países africanos e outros países da América do Sul. Há um subfinanciamento da saúde, pois o governo federal contribui menos do que Estado e Municípios juntos, mas é quem mais arrecada, uma das maiores cargas tributárias do mundo.
A maioria dos médicos apoia a proposta de uma carreira de Estado para médicos, dentistas, farmacêuticos, enfermeiros e outros, mas o governo do PT empaca há 9 anos o Plano de Carreira do SUS, elaborado por uma comissão do Ministério da Saúde em 2004.
E mais, a formação do médico deverá premiar a qualidade e não a quantidade e, por fim, lembrar que a superlotação, as filas de espera de pacientes são exemplos da má gestão e da corrupção na saúde pública brasileira, o que irá levar a uma situação caótica que vivemos, sofrendo ainda mais os menos favorecidos.
Em todas estas mazelas, a Academia de Medicina de MS não se curvará e estará sempre defendendo o que for melhor para nossos pacientes.
Vasmos em frente, com as graças do Altíssimo.