Vocábulo repulsivo e apavorante que faz o ser humano sentir dor física, dor psicológica, dor moral, dor n’alma, dor na consciência. A violência com seus meandros, até os sub-reptícios, deixam vítimas inertes, jogadas à própria sorte, desiludidas, exasperadas situações em que atitude inadequada pode resultar no imprevisível. Violência é vocábulo vil, ignóbil, mas impossível deixar de conviver com os danos que ela produz, infelizmente.
A Bíblia relata a primeira violência com o assassinato de Abel por Caim. Desde o surgimento do homem na Terra a violência é parte umbilical da Humanidade e sempre haverá incidência criminosa enquanto existir ser humano (animal eivado de irracionalidade, embora se proclame racional). Imperadores, presidentes, políticos, militares, garis, idosos, jovens, bebês, policiais, papas, presidiários, enfim, ninguém está livre da violência. Assassinatos, agressões, roubos, assaltos, sequestros e outros delitos definem a “VIOLÊNCIA” causadora da “DOR FÍSICA” imposta às vítimas e é dor que pode gerar distúrbios psicológicos, o que não se confunde com a dor psicológica propriamente dita.
Preconceitos, bullying, insultos que se fazem intramuros, onde muitos se calam, desejosos de que fatos íntimos não venham a ser devassados por escândalos, são ingredientes de uma “VIOLÊNCIA” surda vitimando pessoas que sofrem quietas, e não a denunciam porque temem represálias; são pessoas introvertidas ou tímidas suportando adversidades, angústias, mantendo a revolta no seu interior, sofrendo com a “DOR PSICOLÓGICA”.
A “DOR MORAL” aflige milhares de pessoas que abominam hábitos danosos que minam a boa-fé, a seriedade, a honestidade. Com ambições desmedidas, locupletam-se do dinheiro público com a maior desfaçatez, a exemplo do Mensalão do PT, do PSDB, do Petrolão e outros que ainda virão à tona, vilipendiando a moralidade, jogando-a no lixo, atingindo pessoas que agem com decência e respeito à lei e à coisa pública. Essa “VIOLÊNCIA” implode, quebra, tritura a dignidade de uma Nação, deixando-a fragilizada, com a maioria dos habitantes desiludidos e perplexos com o péssimo caráter de quem tinha por dever agir com altivez e lisura no exercício de cargo público.
Muitas pessoas lutam durante anos para conseguir patrimônio modesto; mas, olhando para o lado se deparam com indivíduos sem profissão definida, sem ganhar na loteria, sem receber herança que, num piscar d’olhos, fazem “brotar do chão” fortunas incalculáveis sem demonstrar de onde originou o êxito. Entretanto, basta pequeno deslize do cidadão ou cidadã honesto para garras e dentes afiados atacarem investigando como, quando, de que maneira o bem foi adquirido. O afortunado mágico sai ileso sem ser investigado e sem problemas. E aí o sentimento da dúvida atinge o âmago de quem trabalha criando um tipo de “VIOLÊNCIA” que impacta “DOR NA ALMA” gerando impasse: como proceder na vida? Onde a impunidade impera o melhor é seguir a consciência.
Instituição representativa do povo aprova lei delimitando parâmetros para que gastos públicos não ultrapassem a arrecadação moralizando e cobrando rigor de governantes e administradores. A mesma instituição, o Congresso Nacional, aprova, de madrugada, projeto de lei derrubando a meta fiscal. Assim, ab-roga-se a Lei de Responsabilidade Fiscal, concede anistia, abre precedente como deseja a madre superiora. E a população? Que se dane. O que fazer? Rezar. “VIOLÊNCIA” que instiga a “DOR NA CONSCIÊNCIA” por escolher mal seus representantes coniventes com o poder e que só defendem o povo em época de eleição. Assim caminha o Brasil, país risível e indolente, assistindo passivo à escalada da “VIOLÊNCIA” causando “DOR NO CORAÇÃO” dos brasileiros.