Promover a descentralização da política de expansão industrial é uma necessidade urgente. Sem essa mudança não há como reduzir as desigualdades econômico-sociais que se verificam em Mato Grosso do Sul.
Se compararmos o Norte, Oeste e Sudoeste, regiões com vocações definidas, com o restante do Estado, percebemos que há um grande desnível de crescimento.
Em nossas caminhadas pelo Estado percebemos claramente o impacto social causado pelas desigualdades econômicas. Por isso, estabelecemos entre nossas metas a redução dessas disparidades regionais.
Nosso entendimento é que somente o redirecionamento do desenvolvimento poderá atender as necessidades de progresso social das cidades mais pobres, onde a população não tem perspectiva de crescimento pela absoluta falta de estímulo. A ausência de apoio do Estado tem concentrado as oportunidades de emprego e renda em poucas cidades de Estado.
Ao lado das ações para estimular os investimentos e a expansão das atividades produtivas – seja da indústria, comércio, serviços, agronegócio ou turismo - é fundamental garantir suporte logístico para tornar nossos produtos e serviços competitivos. A política diferenciada se faz necessária porque os investidores levam em conta localização, mercado e incentivos fiscais.
As potencialidades econômicas e os recursos naturais do Estado são imensos, mas sua exploração depende de políticas conjugadas, do incentivo fiscal à logística. O redirecionamento da indústria de levar em conta, portanto, vocação econômica, infraestrutura de transporte e incentivos.
Na esteira desse processo, temos que observar a importância da logística de transportes. A logística não pode ser fator de inibição à expansão econômica. É evidente que a iniciativa privada busca produtividade, mercados e menor custo de produção. Daí a necessidade de estruturarmos modais de transporte que assegurem maior competitividade aos nossos produtos, como ferrovias e hidrovias,
É preciso reconhecer também o potencial exportador de Mato Grosso do Sul. A China é o principal parceiro comercial do Estado, mas o escoamento da nossa produção é feito pelos portos de Santos e Paranaguá. De lá, costeia todo o País até o canal do Panamá para alcançar o Oceano Pacífico. A distância é tanta que, além do tempo, perdemos competitividade.
Por isso somos favoráveis à implementação da rota bioceânica. No entanto, esse projeto não pode mais ficar repousando nas gavetas da burocracia. Com um dos mercados mais potenciais do mundo, a China pode lançar mão de outros centros produtores, excluindo Mato Grosso do Sul da balança comercial.
Se a maior parte dos produtos exportados de Mato Grosso do Sul tem como destino final a China, não vemos nenhum sentido em retardar essa ligação com o Pacífico, o caminho mais curto para colocarmos nossos produtos no mercado asiático. A rota pode favorecer a expansão econômica do Sudoeste, que tem uma economia baseada na agricultura, pecuária e turismo, além de logística multimodal, por dispor de rodovia, ferrovia e hidrovia.