Artigos e Opinião

OPINIÃO

Leia: "Quadro apocalíptico brasileiro"

Maria Luiza Azzallini Medeiros Professora ([email protected])

Redação

27/12/2014 - 00h00

A corrupção é um tumor a ser extirpado e a impunidade é o que a gera em quase todos os setores. Estamos no pior momento de nossa história, é hora de mudança efetiva, o Brasil tem de dar um basta; esse vírus já contaminou os valores pelo País afora. Vivemos num País de transgressões. Educar é transmitir valores morais e ético, na ausência de líderes, quem espalha valores deturpados na sociedade são os  mal-intencionados.

Olhem só os episódios de corrupção na Petrobras. Segundo a mídia, há dezenas de políticos nesses episódios, mas na CPMI nenhum político foi citado na conclusão do relatório. O que se espera do Poder Legislativo e Judiciário é mais transparência e que políticos implicados não fiquem blindados por um corporativismo embaixo do tapete, que haja devolução dos bilhões desviados do patrimônio público que foram para laranjas em paraísos fiscais. Fortunas até que vão para o ralo da corrupção, há até “disque propina” segundo a mídia.

Quando alguém é indicado para uma determinada função, exige-se do cidadão competência e valores por meio de concursos e, para as candidaturas, por que não se exige isso? Ora! O Brasil não pode correr o risco de ficar décadas no atraso em razão do corporativismo. Por isso, os brasileiros conscientes são contrários ao sistema parlamentarista em nosso País, porque nesse sistema, pelo corporativismo, fica mais fácil esconder a sujeira embaixo do tapete. Alguns ainda querem atribuir as incompetências de gestão de governos e as crises econômicas internas à crise internacional. Fala-se tanto em fome extrema e país sem miséria, tudo falácia e teoria. Há muita demagogia e hipocrisia, essa fala já não convence mais. Subemprego para a população e o dito pleno emprego só para alguns. 

Corruptos, quando pegos pelas investigações, negam, negam tudo, sustentam desconhecer seus malfeitos e se apresentam à Justiça com dezenas de defesas renomadas, e assim a roubalheira continua e o desenvolvimento do País fica prejudicado, dando lugar à bancarrota. Também, pelo inchaço nos poderes, por que não 81 em vez de 513? Por que não 10 em vez de 39 ministérios?

Segundo a fala de um senador, o STF é o guardião da Constituição Federal, o que é uma grande responsabilidade perante a nação brasileira. Quando se quebra a confiança de um povo consciente o que acontece? Até corruptos foram liberados para retomar o seu mandato. Fica difícil entender certos acontecimentos, forças estranhas concorrendo para essas excrescências.    

Os bolivarianos com uma militância medíocre têm deixado o País com ínfimo PIB, refletindo na educação, saúde, segurança e infraestrutura. O país está desindustrializado e o setor produtivo estagnado, importando quase tudo da China. Dessa maneira, um país que tinha tudo para ser uma potência, hoje, caminha  para uma republiqueta e deixa como legado não tão bons exemplos para geração futura, já com genes da irresponsabilidade. Para os bolivarianos (as), estamos economicamente sob céu de brigadeiro e dizem que a educação está muito bem, o que não é verdade, porque para galgar poder precisa-se de uma massa desinformada e medíocre oriunda de uma escola sem qualidade, onde funciona muito bem o fisiologismo. Também sabemos que há urnas eletrônicas pouco confiáveis.  

Segundo entrevista dos economistas do BC, nos países emergentes espera-se recuperação gradual e modesta em 2014 e 2015, contraditória de metas que têm de ir até dois anos. Endividamento do País é de R$ 260 bi ao ano ou 62% do PIB. São tantos os argumentos para justiçar o injustificável nos discursos de bolivarianas (os). Há uma desestabilização do plano real além disso tudo. Alguns são favoráveis à tributação ainda maior das pessoas que levam o País nas costas (a classe média), para sustentar erros de responsabilidade fiscal, isso não é pura maldade e revanchismo? O Brasil vai se calar diante disso? As coisas vão continuar no abafa-abafa como estão? O País passa por uma crise sem precedente de moral e ética, o que contamina parcela significativa da política brasileira.

As reformas políticas que os brasileiros conscientes almejam são: redução das legendas partidárias para apenas três; requisitos exigidos dos cidadãos para galgarem cargos como concursos também devem ser para as candidaturas eletivas. Não adianta o esforço do presidente dos EUA, Barack Obama, para reatar laços diplomáticos com a Ilha, logo “não poderá culpar o embargo pelo seu fracasso”. Tiranos  quando chegam ao poder não querem largá-lo nunca mais, gostam de viver na democracia para si e o socialismo para os outros. Já temos tantas bolsas e só falta a última: a da vergonha na cara.  

 

Artigo

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Segundo o proprietário, algumas tinham aproximadamente 500 anos, acompanhando gerações, mudanças de governo e sucessivas estações

03/11/2026 07h35

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Continue Lendo...

Editorial

Segurança pública exige inteligência

O crime organizado não respeita limites estaduais, calendários eleitorais ou diferenças partidárias, por isso, seu enfrentamento não pode ficar limitado a iniciativas isoladas

03/11/2026 07h25

Segurança pública exige inteligência

Segurança pública exige inteligência

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).