Bem, pelo o andar da carruagem, a propagação dos milhões e milhões de dólares provindos da extração de petróleo do pré-sal, que salvariam as necessidades básicas do povo brasileiro, tais como saúde, educação, infraestrutura, segurança pública, enfim, que acabariam com todos os nossos problemas sociais e que foi muito explorada na última campanha eleitoral, ao que parece, sumiram pelos ralos. Aliás, é bom lembrar que ultimamente nem se ouve falar por parte das autoridades brasileiras nesse salvador da pátria, mesmo diante do momento conturbado na economia por que estamos passando, com vários aumentos já divulgados e outros que estão por vir.
Queira Deus, por ser brasileiro (Eduardo Braga, ministro das Minas e Energia) que o contexto não piore. É difícil, mas vamos acreditar em milagre! Para os otimistas, a esperança é a última que morre.
Noticia-se que a extração diária de petróleo da camada pré-sal, que é de aproximadamente 800 quilômetros de extensão, por 200 quilômetros de largura, e vai de Santa Catarina ao Espírito Santo, já atingiu um patamar de 500 mil barris diários, o que é, sob o enfoque quantitativo, interessante, sobretudo se considerar que se trabalhava com uma expectativa de vender cada barril de petróleo por 100 dólares.
Ocorre, entretanto, que o custo da extração – consoante previsões de especialistas relatadas pela imprensa – é enorme, pois noticia-se que supera a 50 dólares, por barril, o que, em face do preço de mercado internacional atualmente (inferior a 50 dólares), o negócio se tornou inviável comercialmente falando.
Os desmandos na gestão da economia brasileira, associando-se nesse contexto os problemas de corrupção envolvendo funcionários da direção da Petrobras, amplamente divulgados no caso da operação Lava Jato, têm corroborado para recrudescer a intranquilidade da nossa economia.
Entretanto, o que mais prejudicou as expectativas em relação à receita do pré-sal foi a conjuntura do mercado internacional do petróleo. Com isso, segundo os especialistas, a tendência é piorar, pois “a oferta atual de petróleo no mercado superando a demanda em 2 bilhões de barris de petróleo por dia, o preço continuará caindo e a previsão é que a oferta continuará superando a demanda até o fim de 2016”.
Inconcebível que, sobretudo para os leigos (a que me incluo), não obstante a queda internacional do preço do barril de petróleo, o aumento dos preços do combustível já está agendado para primeiro de fevereiro vindouro, ou seja, para os próximos dias. Ora, se o preço do barril cai, era de se esperar que seus derivados o acompanhassem! É de fato uma matemática de difícil compreensão, sobretudo se considerar que nos Estados Unidos da América, segundo se tem noticiado, os preços dos combustíveis baixaram nas bombas, em face da queda do preço do petróleo. Será que as regras do capitalismo nos “States” são diferentes em relação às do Brasil?
Outra “punhalada” prevista é o aumento da energia elétrica, que, para alguns especialistas, pode chegar a 40%, mesmo com “apagão”!
Por mais otimistas que sejamos, não é demais lembrar que mesmo Deus sendo brasileiro, não nos evitou do vexame dos 7x1 que levamos da Alemanha... Que péssima lembrança!
Aliás, falando em energia, também, pelo andar da carruagem, já dá para perceber que Deus, embora brasileiro, não está do lado dos sul-mato-grossenses, pois as promessas de campanha, como a redução da alíquota do ICMS do diesel, até o momento, não aconteceram!