Artigos e Opinião

OPINIÃO

"Golpe? O movimento pelo impeachment da presidente"

Pedro Pedrossian Filho - Graduado em Filosofia

Redação

17/02/2015 - 00h00

 Na última pesquisa divulgada pelo Datafolha, a recém reeleita presidente do Brasil, Dilma Rousseff, aparece com a maior rejeição registrada na história entre os ex-presidentes do país, onde apenas 23% dos brasileiros  aprovam o seu governo.  

O escândalo da operação Lava-jato, que a cada dia surpreende com novas e contundentes denúncias; as prisões de grandes figurões dos altos quadros de executivos de empreiteiras que possuem obscuros laços com o governo, vem balançando  e sacudindo a credulidade até daquelas almas mais pueris e incautas da sociedade.  Somado a todo o envolvimento do PT com o maior esquema de corrupção já denunciado no país, as medidas nada populares pós-eleitorais do governo Dilma, fez com que a população repensasse o seu voto. 

O aumento da gasolina- que reflete no preço de uma infinidade de produtos e serviços -, o aumento em até 40% na tarifa de energia elétrica, a crise hídrica e energética estão entre as medidas tomadas pelo governo que estão assombrando e decepcionando os eleitores e militantes do PT.

Entretanto, nada parece alimentar mais o sentimento de revolta dos eleitores do PT do que a traição sofrida com as mudanças nos direitos trabalhistas que o Partido dos Trabalhadores está realizando.

Renomados analistas financeiros, já afirmam que o país entrará numa profunda recessão econômica. Com as altas taxas dos juros, com o descontrole da inflação e consequente baixo ou nenhum crescimento econômico, já vislubram, o efeito colateral dessa dura fórmula, fruto da negligência macroeconômica, de anos de um governo: a falência das empresas e demissões em massa. 

 A sensação que permeia o povo brasileiro é o de traição, de infidelidade e de emboscada, e inclusive denominado por muitos de estelionato eleitoral.         
Todo este cenário, traz à tona uma constatação do ponto de vista histórico: todas as vezes em que o eleitor brasileiro se sentiu enganado,  veio a punição.                                                

A lição dada ao ex-presidente José Sarney em 1986- após as eleições estaduais - depois da desvalorização do cruzado; à Fernando Collor de Mello,  quando não cumpriu com suas promessas de campanha e foi duramente punido; à Fernando Henrique Cardoso, após sua reeleição e a seguida desvalorização do Real, fez com que sua popularidade caísse e não mais pudesse fazer seu sucessor. 

O eleitor pode até ser manipulado, seduzido, mas a história nos mostra, que ele também sabe retaliar.   Nessa obscura conjuntura, não faltam vozes para insuflar o pedido de Impeachment, avalizado legalmente por um dos maiores e mais respeitados juristas do Brasil, o Dr. Ives Gandra, doutor em direito constitucional.   

Do outro lado restou apenas o último argumento elaborado pelo “mago” do Markenting, João Santana: o de golpismo. Essa velha e repetitiva história não possui nada de persuasivo e há muito, lugar comum para convencer. E você, leitor-eleitor como enxerga esse argumento? Golpismo ou cinismo?

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